TaconãoÉsoft – Taco não é Soft https://blog2.softball.com.br Este é o blog criado para divulgação do Softbol e do Beisebol do Brasil. Um jogo empolgante e com muita estratégia, velocidade, raciocínio rápido. Nosso intuíto é que este esporte Olimpico seja aprendido pelas nossas crianças e que estas consigam assimilar os valores legados dpela cultura Jaonesa que instaurou e continua se dedicando a manter este esporte vivo no Brasil. Compartilhe com amigos que ainda não conhecem e colaborem com a educação das crianças. Ajude a fazer um Brasil melhor. Tue, 15 Jul 2025 14:40:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 E o fair play revela os gigantes de 10 anos que já entendem o que é ser grande numa “seletiva” https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/e-o-fair-play-revela-os-gigantes-de-10-anos-que-ja-entendem-o-que-e-ser-grande-numa-seletiva/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/e-o-fair-play-revela-os-gigantes-de-10-anos-que-ja-entendem-o-que-e-ser-grande-numa-seletiva/#respond Tue, 15 Jul 2025 14:40:54 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3313 Segunda-feira. O silêncio da manhã parecia mais profundo do que o habitual. Nico e Olivia dormiram até 9:30 — um recorde, revelando o corpo exausto depois de um final de semana exigente. É o primeiro dia das férias — da escola e, agora, também dos treinos de beisebol, que fizeram uma pausa depois de um fim de semana intenso: a seletiva para a seleção brasileira sub-10 pan-americana, que acontecerá na Venezuela.

Cerca de 80 meninos de 9–10 anos disputando 18 vagas. Todos nervosos (meninos e pais), sendo avaliados e querendo ter o orgulho de representar o Brasil. E, mesmo assim, algo raro aconteceu: vimos crianças torcendo umas pelas outras. Havia incentivo. Apoio. Aplauso. Torcida silenciosa. Dicas. Parecia que cada um sabia que, se não fosse ele, tudo bem que fosse o amigo.

Nico Cabral, #49 de Atibaia, e Jeremias Aires, #31 do Gecebs, aquecem durante a seletiva do fim de semana (Foto: Guilherme Gibim)

Foi nesse clima que vimos Jeremias tomando café no sábado de manhã, assim que entramos no refeitório do CT Yakult. Jogador brilhante do Gecebs, time de tradição, já cruzou com o Nico em muitos campeonatos desde que começaram no beisebol (eles são de 2015). Alto, esguio, com uma envergadura que salta aos olhos, tem um braço privilegiado e um domínio impressionante para alguém que ainda vai completar 10 anos. Caminha com leveza, mas impõe presença — mesmo em silêncio. E no montinho… É preciso. Firme. Seguro. Domina os arremessos com naturalidade, como se tivesse nascido dentro de um campo. Um talento silencioso — e inegável. É, sem exagero, um dos melhores pitchers da categoria hoje.

Mas a gente não esperava vê-lo naquela seletiva. O sotaque entrega: Jeremias (ou Jeremiah, como eu o chamo) nasceu na Venezuela e, pelas regras, só brasileiros podem participar de seleções pan-americanas nacionais. Descobrimos que o menino tem dupla cidadania — o avô é brasileiro — e, portanto, estava ali com legitimidade plena e muito merecimento. Quando o vimos ali sentado com os colegas, houve surpresa e sorrisos (e a quase certeza de que agora seriam 17 vagas para cerca de 79 meninos).

Sábado à noite, depois de todos os drills, jogos e avaliações, os meninos tiveram um tempo livre entre o jantar, o banho e o descanso para o próximo dia. Jeremias apareceu no alojamento de Atibaia para brincar. Uns 10 minutos depois, atrás dele, a mãe chegou, rindo e brincando:

— Vocês sequestraram meu filho pra jogar em Atibaia?

E bem que a gente queria — o menino é pura simpatia, humildade, sorrisos e técnica perfeita. Ficamos ali, observando todas as crianças juntas — de times diferentes, sotaques variados — conversando e brincando como se fossem uma só turma.

Foi então que a mãe do Jeremias começou a contar a história deles — uma história riquíssima de emoção, que encheu os olhos de lágrimas.

Quando vieram ao Brasil, Jeremias tinha uns cinco, seis anos. Filho de pai e mãe venezuelanos — a mãe, com o nome mais significativos que já ouvi: Roraima — Jeremias nunca mais voltou. Fez do Brasil a sua casa, do campo de beisebol o seu lugar de pertencimento. E do Gecebs, o time do coração.

Jere na rebatida, durante a seletiva destre fim de semana (Foto: Guilherme Gibim)

Roraima contou que estavam ali, sim, competindo por uma vaga — mas também carregavam um sonho maior: aquela seletiva era a primeira oportunidade de, talvez, Jeremias voltar à Venezuela após 4 anos. E mais: voltar defendendo a camisa do país que os acolheram.

O beisebol no Brasil tem mudado e uma parte significativa dessa transformação veio de fora. Uma das maiores influências nos últimos anos tem sido a dos venezuelanos — famílias que cruzaram fronteiras com filhos pequenos e sonhos grandes. Trazem técnica refinada, paixão, Reggaeton e generosidade. Uma entrega ao jogo que contagia.

Aqui em casa, esse movimento tem nome, rosto e ensinamento: Nico já foi treinado por três senseis venezuelanos (Jhonathan, Thony e Hector). Cada um, à sua maneira, ensinou e ensina bem mais do que técnica. Ensinam intensidade, exigência, amor pelo jogo, coragem — e também respeito. Porque ser grande, eles mostram, não é só saber jogar. É saber crescer junto com força, raça e determinação.

Nico e o sensei de pitcher venezuelano Thony Zorilla

E, claro, não dá pra falar de beisebol no Brasil sem reverenciar a base que nos sustentou por décadas: a comunidade japonesa — que temos no sangue. Foram os nipo-brasileiros que fincaram as estacas, construíram campos em terrenos improváveis, ensinaram as primeiras gerações a respeitar o esporte. Os que jogavam descalços com a mesma seriedade de quem disputa final de campeonato.

Agora, o que vemos é um campo plural. O menino de sobrenome japonês (Kawazoe) dividindo posição com o menino de sotaque espanhol (Aires). O beisebol brasileiro se tornando, cada vez mais, um espelho do país que somos: diverso, miscigenado, resiliente.

Jeremias é um retrato dessa imigração. A mãe disse que além do desejo de entrar para a seleção brasileira, o menino quer muito — muito mesmo — pisar novamente na terra que eles chamam de “país-mãe”. Ela relatou o quanto essa vontade se transformou em esforço e treino, tanto que tinha machucado a canela. Mas, ainda assim, não tinha desistido de seguir.

Chamei o Nico e contei um pouco dessa história, cheia de emoção. Ele imediatamente procurou Jeremias, deu um tapa nas costas e falou, com um sorriso imenso:

— Jeremias, você tem que passar nessa seletiva.
— Você também, amigo — ele respondeu.

E ali, naquela conversa de dois segundos, coube tudo o que acredito que o esporte pode ensinar. Numa seletiva em que a ansiedade poderia virar competição cega, o que se viu foi reconhecimento. Uma criança torcendo sinceramente por outra, mesmo sabendo que poderiam disputar a mesma vaga. Essa é a verdadeira vitória.

Os resultados da seletiva devem sair na próxima semana. A ansiedade é grande. Nico sabe o quanto se dedicou — treinou duro, se entregou, enfrentou o nervosismo e mostrou, mais uma vez, que ama esse jogo com o corpo inteiro. Tenho certeza de que, independente do resultado, ele está orgulhoso de si por ter dado o máximo que podia. Nós também.

Mas o que mais me toca, no fim de tudo, não é a vaga. É essa capacidade que ele — e tantas outras crianças — demonstraram de enxergar o outro, de aplaudir o esforço genuíno, de torcer mesmo quando estão competindo. Porque é isso que fica e o resto, é a história que eles mesmo estão escrevendo.

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A BASE VEM FORTE! Sub11, Sub-13, Sub16… https://blog2.softball.com.br/2025/07/14/a-base-vem-forte-sub11-sub-13-sub16/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/14/a-base-vem-forte-sub11-sub-13-sub16/#respond Mon, 14 Jul 2025 06:07:23 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3278 Sub-11, Sub-13 e Seleção Sub-19 mostram a força do softbol brasileiro

A Taça Brasil Sub-11 de Softbol realizada em Indaiatuba-SP neste último fim de semana foi muito mais do que um torneio. Foi uma verdadeira aula de técnica, paixão e determinação das nossas pequenas atletas, que provaram, com coragem e competência, que o futuro do softbol no Brasil já está sendo escrito agora — e com letras maiúsculas.

Mais uma vez, a ASB – Associação de Softbol do Brasil marcou presença com excelência ao fornecer os árbitros para a Taça Brasil Sub-11. Tivemos a alegria de encontrar, de surpresa, o próprio presidente da entidade, o Sr. Carlos Oba, que fez questão de prestigiar de perto o talento das nossas pequenas atletas. O Taco Não é Soft agradece a gentileza e o carinho com que fomos recebidos para uma rápida entrevista — é sempre bom ver quem lidera também colocar os pés no campo.

Também fica aqui nosso reconhecimento à comissão organizadora da categoria, que, com muito esforço e planejamento, viabilizou o torneio em dois locais diferentes. Os jogos aconteceram simultaneamente em dois dos três campos da tradicional ACENBI, na rua Chile, e no novíssimo campo do Centro Esportivo Rei Pelé, um presente da prefeitura para a comunidade da Morada do Sol. Este talvez seja o primeiro campo público de softbol do interior paulista — um feito simbólico e necessário, num cenário onde praticamente todos os campos conhecidos ainda pertencem a associações privadas.

Nossa equipe do Taco Não é Soft esteve presente e teve o privilégio de assistir a jogos absolutamente equilibrados, com jogadas dignas das melhores categorias do esporte. As semifinais entre Cooper Clube x Central Glória e Marília x Indaiatuba foram simplesmente emocionantes. A segunda, em especial, foi daquelas partidas em que ninguém fica sentado na arquibancada: alternâncias no placar, arremessos seguros, double plays espetaculares — com bolas cruzando o diamante em altíssima velocidade — e uma energia contagiante vinda das atletas, técnicos e torcedores.

Esses confrontos definiram a final entre Indaiatuba e Cooper Clube, duas das equipes mais bem preparadas do campeonato, na visão do taco. O Cooper conquistou o título com uma vitória apertada por 5 a 4, em um jogo digno de decisão nacional. Sim, estamos falando de meninas com 9, 10 e 11 anos de idade — e sim, elas estão arremessando, rebatendo e jogando com um nível técnico que faz calar as vozes que um dia duvidaram da viabilidade de uma categoria Sub-11 oficial.

Não por acaso, ouvimos da própria Diretora de Softbol da CBBS– Cristiane Goto , entre um jogo e outro, sua alegria em constatar que a base vem forte, consolidando a pirâmide de formação do nosso softbol com qualidade. A vitória recente da Seleção Brasileira no PAN e a classificação histórica para os Jogos Pan-Americanos de 2027 em Lima, no Peru, ficam ainda mais nobres quando percebemos que há meninas preparadas para manter essas conquistas no futuro.

Algumas atletas foram premiadas com destaques:a Lista de premiação pode ser consultada no site da CBBS, ou se quiser, pode ler o artigo no Facebook do Cesar Calderaro.

Além do nível técnico impressionante, vale destacar a hospitalidade impecável da ACENBI, especialmente por meio do trabalho do Diretor Leo Morita, que organizou tudo com carinho e precisão. Um agradecimento especial às mães da categoria Sub-11, que ofereceram um almoço e jantar de tirar o chapéu. Quem esteve lá sabe que o softbol é muito mais do que um jogo — é comunidade, união, família. Agradecimentos especiais para o Kadu e o Marcelo Shida que sustentaram nosso repórter com um pastel de carne excelente.

Quem quiser reviver essas emoções pode procurar as transmissões no canal do OCC Channel, no YouTube do Cooper Softbol, ou ainda no Facebook do Otávio Fernando. Vale cada segundo.

O BRASIL SUB-13 TAMBÉM DEU SHOW… EM PORTO RICO!

Enquanto isso, do outro lado do continente, as meninas do Nikkey Marília da categoria Sub-13 representaram o Brasil com garra e talento no torneio da Little League Softball Panamericana, realizado em Guayama, Porto Rico.

A campanha dessas meninas começou meses atrás, com quatro vitórias incontestáveis na etapa nacional: Cooper/Cotia (7 a 4), Nikkey Marília B (13 a 0), Central Glória-PR (12 a 0) e Indaiatuba (7 a 2). Destaques individuais também merecem menção:

  • Danielle Ayumi K. Fugisaki: melhor jogadora e arremessadora
  • Olívia Lourenço Gimenez: atleta mais esforçada
  • Valentine Primaz S. Santos: melhor empurradora de carreiras e rainha do home run
  • Camila Rodrigues Golim: melhor receptora

Com essa base sólida e inspiradora, o Brasil tem, sim, tudo para continuar crescendo internacionalmente.

E PARA FECHAR: A CANADA CUP

A Seleção Brasileira Sub-19 retornou da Canada Cup, um dos mais prestigiados torneios do softbol mundial, trazendo na bagagem muitos aprendizados. Embora os resultados em campo não tenham sido vitórias numéricas, a vivência técnica, o enfrentamento contra escolas tradicionais e o contato com um nível altíssimo de jogo serão, sem dúvida, pilares de crescimento para essas meninas.

O que se viu no Canadá foi entrega, raça e a certeza de que estamos no caminho certo. Os desafios foram grandes, mas o aprendizado foi maior. E tudo foi documentada pela recém descoberta narradora e comentarista Monica Handa, no canal dela no Facebook.


Em resumo: o Softbol brasileiro está vivo, pulsante e com raízes bem fincadas na nova geração. O que vimos nas meninas do Sub-11, o que conquistamos com o Sub-13 e o que aprendemos com o Sub-15 e Sub-19 é um testemunho claro de que, com organização, carinho e apoio — o futuro é nosso.

Avante, guerreiras do diamante!

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O brilho do time é maior quando todas brilham juntas https://blog2.softball.com.br/2025/07/11/o-brilho-do-time-e-maior-quando-todas-brilham-juntas/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/11/o-brilho-do-time-e-maior-quando-todas-brilham-juntas/#respond Fri, 11 Jul 2025 03:23:24 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3276

Reflexões sobre união, protagonismo coletivo e o verdadeiro espírito do Softbol ( na visão do Taco não é Soft – baseado nos 16 anos de convivência com a “familia” Softbol – principalmente com o Arbitros e Clubes japoneses )

Entre os tacos, os treinos e as viagens que nos emocionam, há um elemento que não pode ser esquecido: a importância do coletivo.

Estamos prestes a ver mais uma geração de meninas fazer história pelo Brasil: o time SUB-13 do Nikkey Marília se prepara para representar nosso país na etapa Panamericana da Little League, em Porto Rico. Um feito grandioso. Uma conquista que, por si só, já diz muito sobre o talento, a garra e a dedicação dessas atletas, seus técnicos, pais e apoiadores.

Mas aqui vai um convite à reflexão.

Nos últimos dias, enquanto buscávamos imagens e fotos para divulgar essa história linda no blog, percebemos algo curioso e, ao mesmo tempo, preocupante: *quase todas as fotos compartilhadas pelas famílias exaltavam apenas a filha que estava na imagem. Faltava o grupo. Faltava o time. Faltava a consciência de que *ninguém joga Softbol sozinho.

E isso não é uma crítica — é um chamado. Um pedido carinhoso, como quem observa de fora e, com o coração cheio de admiração por todas, pensa:
“Se esse time chegou tão longe, foi porque cada menina, do banco à titular, teve um papel fundamental.”

🌱 O elogio isolado pode virar sombra

Quando exaltamos apenas uma jogadora, por mais talentosa que ela seja, acabamos sem querer criando divisões. A menina que lê um post que não a inclui pode se perguntar: “E eu, não fiz parte disso?”
E isso dói.

Às vezes, não dói no começo. Mas com o tempo, *minam-se as raízes da união. Crescem o ciúme, o sentimento de exclusão, a vaidade, o individualismo. E aí, perdemos o melhor que o esporte tem a oferecer: *a formação de caráter através da convivência e da cooperação.

🤝 A verdadeira vitória está na coletividade

O Softbol, como qualquer esporte coletivo, é uma *escola de vida. Ensina que *não existe estrela solitária que vença campeonatos. Ensina que até aquele erro de arremesso no 3º jogo foi parte da construção da vitória no 4º. Ensina que apoiar a colega é tão importante quanto rebater. Ensina que ganhar é sobre somar — nunca sobre se destacar sozinho.

Por isso, convidamos as famílias, com todo carinho e respeito, a pensarem sobre isso.
O que é mais bonito: uma só filha celebrada ou todas as meninas reconhecidas como uma equipe, uma irmandade que constrói juntas uma história inesquecível?

📸 Vamos postar fotos do time?

Vamos, sim! Vamos *fazer história juntas, de mãos dadas. Se tiver uma foto do grupo completo, manda pra gente! A gente quer contar essa história do jeito que ela merece: com *todas as protagonistas no mesmo palco, com suas diferenças, sorrisos, erros e acertos. Porque o que essas meninas já fizeram é maior que qualquer jogada individual.
É sobre o Brasil. É sobre o futuro. É sobre valores.

E se você é mãe, pai, técnico ou parente… lembre-se:
o brilho da sua filha é lindo — mas é ainda mais bonito quando ela brilha ao lado das outras.

Esse é o Softbol que queremos construir.
Esse é o Brasil que queremos representar.

Um abraço,
Cesar
Taco Não é Soft

Coloque aqui sua propaganda. Ajude o projeto Jacarezinho a cobrir os custos da empresa. a única fonte de renda é você.

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Softball Feminino: Pan-Americano Chega ao Fim e Brasil Já Mira Lima 2027! https://blog2.softball.com.br/2025/07/05/softball-feminino-pan-americano-chega-ao-fim-e-brasil-ja-mira-lima-2027/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/05/softball-feminino-pan-americano-chega-ao-fim-e-brasil-ja-mira-lima-2027/#respond Sat, 05 Jul 2025 16:00:29 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3251

Estamos indo pro CANADÁ

O Campeonato Pan-Americano de Softball Feminino terminou, e a Seleção Feminina do Brasil garantiu sua vaga para os Jogos Pan-Americanos de Lima, Peru, em 2027! Uma excelente notícia para o esporte brasileiro, que continua a crescer e conquistar seu espaço no cenário internacional.

Enquanto a seleção principal celebra a classificação, outras cinco potências pan-americanas – Canadá, Cuba, México, Porto Rico e Venezuela – carimbaram seus passaportes para a disputa do Mundial. Parabéns a todas as equipes pelo desempenho!

A arbitragem brasileira também teve grande destaque no Pan, com a excelente representação de Patrícia Ogata e Waldir Ogawa. Ambos, fazem parte da ASB (Associação de Arbitros de Softball do Brasil) e credenciados internacionalmente pela WBSC, demonstraram a qualidade e o profissionalismo dos nossos árbitros. Lembrando que a ASB é a empresa que treina, credencia e sede arbitros de softball para a CBBS ( e qualquer outra liga)poder realizar os campeonatos oficiais no Brasil.


Do Pan ao Canadá: Nossas Atletas Não Param!

Apesar do cansaço do Pan-Americano, a máquina do softball brasileiro não para! Enquanto as meninas da seleção principal sequer desembarcaram, a Seleção Sub-19 já está a caminho de Surrey, British Columbia, no Canadá. Elas participarão da Canada Cup, um torneio internacional de altíssimo nível, que acontece de 7 a 13 de julho de 2025.

O Taco, sempre de olho no futuro do nosso esporte, vai acompanhar de perto a participação da nossa equipe Sub-19. A Canada Cup é uma competição extremamente desafiadora, que certamente trará um aprendizado valioso para nossas jovens atletas, moldando-as para os desafios futuros. Muitas delas, com certeza, irão se juntar as adultas em Lima, 2027 nos Jogos Panamericanos.


O Futuro Começa Aqui: Destaque para o Softball Sub-11 em Indaiatuba!

Mas, antes mesmo das grandes competições, o Taco volta seus olhos para as categorias de base – o verdadeiro alicerce para futuras seleções. Queremos dar um destaque especial ao Softball Sub-11, o começo de tudo! É nessa fase que a paixão pelo esporte se acende, em um ambiente lúdico e divertido.

Indaiatuba está se preparando para receber essas pequenas atletas do futuro na Taça Brasil da categoria, na ACENBI. Um convite especial para os pais da região: levem seus filhos para presenciarem esse momento único, onde a alegria de jogar e o espírito esportivo são prioridade. Venham ver de perto a base sólida que estamos construindo para as futuras gerações de atletas de seleção!


Divulgue o Softball!

O Taco convida você, nosso leitor, a ser um embaixador do softball! Ajude a divulgar esse esporte maravilhoso para mais brasileiros que ainda não o conhecem. Através das colônias japonesas, o softball tem crescido e tem tudo para conquistar o Brasil. Procure em sua cidade por projetos e times de softball e descubra um esporte que une estratégia, velocidade e muita emoção!


Divulgue o Softball!

O Taco convida você, nosso leitor. Ajude a divulgar esse esporte maravilhoso para mais brasileiros que ainda não o conhecem.

Através das colônias japonesas, o softball tem crescido nestes ultimos 40 anos e tem tudo para conquistar o Brasil. Procure em sua cidade por projetos e times de softball e descubra um esporte que une estratégia, velocidade e muita emoção!
Em São Carlos temos o Jacarezinhos, em Nova Friburgo temos o Arremesso de ouro, em Belo Horizonte temos o Alvorada, em Rolandia o Legends, em Sorocaba temos os Eagles. Na sua cidade… procure o Time.

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Vitória, Superação e Classificação: Brasil garante vaga no Pan e segue vivo na luta pelo Mundial! https://blog2.softball.com.br/2025/07/04/vitoria-superacao-e-classificacao-brasil-garante-vaga-no-pan-e-segue-vivo-na-luta-pelo-mundial/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/04/vitoria-superacao-e-classificacao-brasil-garante-vaga-no-pan-e-segue-vivo-na-luta-pelo-mundial/#respond Fri, 04 Jul 2025 05:43:38 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3244 A Seleção Brasileira Adulta de Softbol protagonizou um daqueles capítulos que misturam suor, esperança e, por que não, um pouco de sorte – da boa! Lutando bravamente por uma vaga no Mundial de Softbol e pelos Jogos Pan-Americanos, o Brasil entrou em campo contra El Salvador com uma missão clara: vencer. E venceu com autoridade: 10 a 0, sem deixar dúvidas sobre o seu merecimento. Fizemos a lição de casa.Agora restava-no torcer por uma série de resultados.

Mas a classificação não dependia só de nós. Era preciso que a Colômbia, jogando em casa, perdesse dois jogos: um contra a Venezuela, e outro contra o México. Cenário improvável? Total. Mas o softbol, assim como a vida, adora surpreender. E surpreendeu bonito: Colômbia caiu primeiro para a Venezuela, num jogo apertado, e em seguida perdeu para o México. O grupo de WhatsApp do Taco não é Soft quase explodiu de emoção com cada out, cada corrida, cada lance acompanhado à distância, com coração colado na tela.

Com esse resultado, o Brasil garantiu o 6º lugar na classificação geral e, com ele, uma das vagas para os Jogos Pan-Americanos! Uma façanha tão surpreendente que até as jogadoras brasileiras, que acompanharam os jogos decisivos da Colômbia direto do hotel, custaram a acreditar.

Mas a jornada ainda não terminou. No último dia de competição, o Brasil enfrentará o adversário direto na luta por uma vaga no Mundial. É mais uma chance de mostrar que a qualidade do nosso softbol não é apenas promissora — é realidade em ascensão.

E o esporte não para! No embalo dessa conquista, a Seleção Sub-23 já embarca para o Canadá, onde disputará a Canada Cup a partir do dia 07/07. E, nos dias 12 e 13 de julho, os olhos se voltam para Indaiatuba-SP, onde as futuras estrelas do softbol brasileiro — as “pequenininhas” do Sub-11 — disputarão com garra a Taça Brasil de Softbol Sub-11, o que antes se chamava de categoria mirim.

O Taco não é Soft parabeniza todas as atletas, comissões técnicas, familiares e apoiadores dessa campanha memorável. Que venham osJogos Pan-Americanos! Que venha o Mundial! E que o nosso softbol siga firme, crescendo base por base, com talento, coragem e — por que não? — uma pitada de sorte brasileira.

Valeu, Brasil!
Um abraço,
Cesar
Taco não é Soft

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O Último Torneio Acrilex: O Fim de um Ciclo e o Início de uma Nova Lição https://blog2.softball.com.br/2025/07/03/o-ultimo-torneio-acrilex-o-fim-de-um-ciclo-e-o-inicio-de-uma-nova-licao/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/03/o-ultimo-torneio-acrilex-o-fim-de-um-ciclo-e-o-inicio-de-uma-nova-licao/#respond Thu, 03 Jul 2025 02:19:35 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3211 O Último “Acrilex”:

Acabou. O último Acrilex do Nico terminou neste domingo. E eu saí de lá com o coração meio apertado, meio grato — o tipo de sentimento que nos invade quando um capítulo bonito se encerra.

Não, não é que Nico vá deixar o beisebol. Longe disso. Mas ele está mudando de categoria, e o Acrilex… bem, ele não existe no Infantil. Foi o fim de um ciclo. E ele soube disso. Nós também.

O Acrilex é diferente. Acontece no friozinho de junho, quando as crianças já contam os dias para as férias, mas ainda têm energia de sobra para dar risada, sujar o uniforme e correr atrás da bola como se fosse o último out do mundo. É um campeonato grande — talvez o maior em número de participantes do Brasil —, competitivo, sim, mas com um clima mais leve do que os torneios da CBBS. Uma espécie de recreio de meio de ano.

E talvez por isso ele seja tão querido. Porque ali, entre os jogos e os tropeços, cabe tudo: erro, acerto, treino, brincadeira, amizade, frustração e aquela vontade genuína de jogar. Apenas jogar.

Este ano, Atibaia veio com uma abordagem diferente. O time misto, repleto de meninos do último ano da categoria, mas muitos do primeiro ano, que ainda estão compreendendo o jogo, buscando confiança e aprendendo a atuar com o corpo… e com a cabeça. Sabendo disso, o Sensei foi direto: a prioridade não era vencer o campeonato. Era conseguir jogar todos os jogos para que todos os atletas pudessem entrar (inclusive todos os pitcher em formação que temos, que são os 4 do segundo ano que foram e os 5 do primeiro ano)

No sábado, aconteceram os dois jogos classificatórios. Quem vencesse as duas partidas subiria para a chave diamante — a dos times mais fortes. Mas havia um risco: subir significava jogar no domingo contra as potências da competição. Se perdesse o primeiro jogo do domingo, o time jogaria apenas uma vez e acabou.

O Sensei não queria isso, queria jogar todos os jogos. E pensando assim, realmente fazia mais sentido que o time permanecesse na segunda chave — para que todas crianças tivessem a chance de entrar em campo duas vezes no domingo. Era uma decisão clara: não era pelo troféu. Era pela formação.

No sábado, ele escalou um pitcher por inning. Todos jogaram. Todos, sem exceção – 8 Innings jogados, 6 pitchers (e o terror das anotadoras de ter que trocar o time inteiro várias vezes no jogo). A defesa respondeu e provou que estavam bem treinados. Ganhamos o primeiro, mas perdemos o segundo por pouco e terminamos o dia na segunda chave do campeonato.

E então veio o domingo. Era preciso vencer o primeiro jogo — senão, fim de linha. O Sensei confiou no time titular. Colocou os meninos certos, no lugar certo e entrou com o Vini e o Nico de pitcher. E o time cumpriu seu papel e venceram. Essa vitória abriu a porta para o jogo seguinte. E, com ela, todos os atletas tiveram a chance de experimentar rebater e estar ali no montinho. Todos participaram. Todos viveram a experiência.

E o Nico? O Nico jogou bem, leve e solto. Mas o mais bonito não foi o que ele fez com a bola. Foi o que ele fez pelos outros. Ele ajudou os amigos que tinham menos experiência no montinho. Corrigiu o movimento. A pegada. A passada. O arremesso. Deu instrução no ouvido. Incentivo no olhar. Fez questão de dar espaço e, ao mesmo tempo, dar apoio. Inclusive, voltou para o banco no último jogo e ficou ali, do lado dos senseis ajudando com as instruções.

Ele não estava ali apenas para jogar. Estava ali para garantir que os amigos não passassem sozinhos pelo que ele já havia passado. A ansiedade. O medo. A dúvida. O frio na barriga de quem sobe no montinho e ouve o mundo inteiro em silêncio. De estar sozinho lá errando. Ele queria que os pitchers novos tivessem a confiança de jogar a bolinha, de errar e, até colocar jogadores em base com bola com a garantia que eles, a defesa do segundo ano, estaria lá para pegar aqueles corredores. Porque essa experiência só conhece quem vive o montinho e tem coragem de encará-lo.

Ele fez isso sem ninguém pedir. Fez porque quis. Fez porque entendeu. Fez porque cresceu.

Então sim, o Acrilex acabou. Sem taça no alto. Mas com o time inteiro em pé. Sem destaque individual. Mas com orgulho coletivo. Sem o brilho de uma final, mas com a certeza de que, às vezes, o maior título é o que a gente leva para dentro.

Foi o último Acrilex do Nico como jogador. Mas talvez tenha sido o mais bonito. Porque ele jogou como atleta. E viveu como time. Obrigada, Acrilex. Por ter sido o começo. E, agora, o fim — de um capítulo inteiro. Que venham os próximos. A história continua, ano que vem no Infantil.

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Pan Americano na Colômbia – Jornada 6: Brasil ressuscita no sufoco e a Colômbia ainda sonha! https://blog2.softball.com.br/2025/07/03/%f0%9f%93%9d-pan-americano-na-colombia-jornada-6-brasil-ressuscita-no-sufoco-e-a-colombia-ainda-sonha/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/03/%f0%9f%93%9d-pan-americano-na-colombia-jornada-6-brasil-ressuscita-no-sufoco-e-a-colombia-ainda-sonha/#respond Thu, 03 Jul 2025 01:30:59 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3223 Montería foi palco de mais uma jornada intensa, cheia de suor, emoção e reviravoltas dignas de uma semifinal de Copa do Mundo. Mas o grande destaque do dia, sem dúvida, foi a vitória sofrida e histórica do Brasil por 1×0 sobre a forte equipe da Colômbia, numa prorrogação digna de cinema.

💛💚 Brasil 1 x 0 Colômbia – O jogo do coração!
No Estadio Jose Gabriel Amin Manzur, às 19h30, o Brasil entrou em campo pressionado após a dolorosa derrota por 10×0 para o Canadá, poucas horas antes. Mas quem conhece o beisebol/softbol sabe: time bom não se mede só pela última derrota, e sim pela capacidade de reagir. E foi exatamente isso que vimos.

Mesmo com menos rebatidas (4 contra 5 da Colômbia), o Brasil foi guerreiro. A defesa funcionou como um relógio, e mesmo com duas falhas defensivas (E2), o placar foi mantido zerado até o final do tempo regular. Já na prorrogação (extra innings), brilhou a estrela da capitã brasileira que impulsionou a corrida da vitória com uma rebatida estratégica que valeu ouro. Um jogo de nervos! Um jogo de alma!

⚠ Destaque para o controle emocional da arremessadora brasileira e o trabalho de bastidores do técnico Paka, que conseguiu manter a confiança do time mesmo após o massacre canadense. Isso mostra o amadurecimento da seleção adulta feminina – que finalmente colhe frutos de sua renovação.


🇨🇴 Colômbia X x Y El Salvador – A vitória da esperança
Já às 22h, no mesmo estádio, a Colômbia voltará a campo para enfrentar El Salvador com fome de recuperação. Mesmo abaladas e talvez cansadas pela derrota contra o Brasil, as colombianas mostrarão sua tradição, Tentando domínio do jogo desde o início.

Com o pitchers plate comandado por Hurtado Libis, a Colômbia controlara a ofensiva salvadorenha com firmeza. O time de El Salvador, embora valente, ainda está em processo de estruturação e não tem o mesmo histórico de confrontos de peso como as demais seleções. A vitória colombiana e esperada – mas vira, se vier, com muito esforço e suor.


🌎 Outros resultados de destaque da Jornada 6:

  • 🇵🇷 Puerto Rico impôs respeito com duas vitórias arrasadoras sobre Argentina (8×1) e México (7×2), deixando claro que está no páreo pelo título.
  • 🇨🇺 Cuba venceu a Venezuela por 1×0 num duelo defensivo.
  • 🇨🇱 Chile fez bonito com um 8×1 sobre Aruba e se credencia como surpresa positiva.
  • 🇲🇽 México se recuperou na segunda partida do dia, vencendo a Argentina por 4×1, após tropeçar contra Porto Rico.

📊 Classificação embolada e emoção garantida!
Com os resultados de hoje, o Brasil ainda respira na disputa. A vitória sobre a Colômbia reacende a chama, mas é preciso foco total nos próximos jogos – e talvez uma ajudinha dos adversários.

💬 “A gente não joga só por medalha, a gente joga por respeito, por história, por quem construiu essa camisa!” — frase ouvida no banco brasileiro após o fim do jogo contra a Colômbia.


🎙 O Taco Não é Soft segue firme na cobertura
Com apoio do OCC Channel e registros especiais da nossa equipe infiltrada na torcida, seguimos acompanhando essa jornada com os olhos atentos de quem ama o esporte de verdade. Aqui a gente valoriza cada suor, cada eliminação suada, cada sorriso no banco de reservas.

E que venha a Jornada 7… o Pan ainda promete grandes capítulos…. e o Brasil tem que ganhar de El Salvador amanhã. Ainda temos chance de Classificação !!


Um abraço,
Cesar
Taco Não é Soft

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Crônica Irônica (mas com carinho): Zero, e o Arqueólogo do Beisebol https://blog2.softball.com.br/2025/06/30/cronica-ironica-mas-com-carinho-zero-e-o-arqueologo-do-beisebol/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/30/cronica-ironica-mas-com-carinho-zero-e-o-arqueologo-do-beisebol/#respond Mon, 30 Jun 2025 22:22:42 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3212 Indiscutivelmente , o baseball e Softball, ambos americanos, só sobreviveram no Brasil por causa do empenho dos clubes , agremiações e centros culturais Japoneses que o praticavam. Porque se dependesse do Brasileiro, do italiano, do Inglês , do Holandês só existiria, no Brasil o Futebol e a Bocha. O Brasileiro foi doutrinado a assistir até a quarta divisão do campeonato do Kuwait de futebol do que aprender qualquer esporte diferente. .Mas o Taco ja conviveu muitos anos com o Baseball e com o Softball e ouviu tantas histórias incríveis que , tem que contar pra todos.

Primeiro, o respeito com os antepassados que, pelo amor ao esporte, dedicaram parte de suas vidas ( e dinheiro ) para manter uma das poucas coisas que o governo brasileiro deixava-os fazer: Jogar Baseball. ?? poucos sabem, mas na segunda guerra mundial, o Brasil do Governo Vargas proibiu todos os imigrantes de falarem sua propria Lingua a não ser nas colonias . ( os Italianos do Bexiga e os Japonese da liberdade que sofreram com esta decisão) Mas no caso dos Japoneses eles podia jogar Baseball porque era um “esporte Americano” e não do Eixo. Os Italianos podiam jogar Futebol ( porque era um esporte Ingles… ) Mas, voltando, O Cumprimento e a retirada do boné ao entrar no campo, denota o respeito a todos aqueles que se sacrificaram para construir o campo e a todos os antepassados da família que passaram pelo campo e que doaram seu tempo, alegria e disposição para criar e manter aquele local de encontro familiar.. Para muita gente, o diamante é um templo. Então, você também, ao ingressar em um templo do Baseball e Softball, tem que entender e respeitar o costume Japonês e agora também Brasileiro pelo esporte. Repare que no Judô é assim, no Kumon é assim… e no Softball Brasileiro também Mas o Arqueólogo Basebolista do Taco não é soft, um italo brasileiro transniponico,( Explica-se um espirito Japonês em um corpinho de italianinho barrigudo e baixinho calabres) com todo o respeito vai contar uma historia que só os nossos dinossauros nisseis conhecem:

Conforme depoimento exclusivo do técnico Harrison Higa, direto da base dos Gigantes e Gecebs, há registros (não confirmados pela arqueologia, mas amplamente aceitos pelo folclore beisebolístico) de que, na época em que Noé começou a construir a Arca, foi justamente o Zero quem sugeriu que a tal chuva “não ia durar tanto assim” e que “nem precisava exagerar nos animais — pode deixar os tigres dente de sabre e os mamutes de fora”.*

Com essa visão estratégica e otimista, Shoji Kurihara, o lendário Zero, já dava seus primeiros sinais de como atravessaria as décadas no beisebol brasileiro: com opiniões fortes, memória afiada e uma capacidade impressionante de estar presente em todos os momentos decisivos da história… mesmo que só olhando do banco. O Taco, conversando com ele, escavou tantas histórias do passado que daria para escrever um livro

Zero tem um currículo que nem os anais da CBBS conseguem registrar com precisão. Começou a vida como agricultor e pelo que consta, adorava plantar a mandioca em Marília… Depois seu pai falou pra ele parar com a mandioca ( estava ficando muito estranho…) e falou pra ele que ele precisava estudar….OK… mudaram de cidade e entre tomates e irmãos foram para em em Extrema, ali pertin… Mas tomates e cebolas não era o seu forte… seu desejo era mandioca e beisebol… ( a combinação da mandioca e as bolas de beisebol o empolgava ). Como o destino mandava, foi tentar fazer a vida em São Paulo, capital. … precisava estudar ( Só conhecia dois lugares em São Paulo… o bairro da Liberdade e a avenida São João ( com ipiranga ). No século passado escolas boas e faculdades só em São Paulo. Mas sua prática com a mandioca foi transferida para o Taco de madeira do Beisebol. E daí sua vida de estudante melhorou muito. Passou pelo *São Paulo Beisebol Clube* na Baixada do Glicério, onde se misturavam ping pong, vôlei e beisebol, até reencontrar os bastenses da “rua de cima” e integrar o *Grêmio Estudantil e Cultural dos Ex-Bastenses ( Aquele pessoal de Bastos que foi fazer engenharia em São Paulo )— berço do que viria a ser o glorioso GECEBS. Ali, tudo era improvisado, tudo junto e misturado, misturado,Neste tempo Zero ja não plantava mais mandiocas. ( as histórias deste periodo nebuloso, são impublicáveis) mas sempre com uma dose generosa de paixão pelo esporte chamado Baseball e pelas histórias contadas nos intervalos do colégio. Epoca do chicles ping pong e muita agua para não desidratar….

Teve papel ativo nos tempos em que a sede social mal comportava os muitos estudantes ex bastenses, e ajudou, com muitos outros, a levantar o sonho do campo em *Arujá Nesta época o pessoal estava com aquelas ideias de fazer condomínios fechados, tipo Tamboré e Alphaville. Contribuiu, inspirou (e provavelmente atrapalhou um pouco também) no surgimento da Acrilex, via um engenheiro químico que achava que dava pra pintar o futuro com tinta, suor e paciência. Não podemos citar o nome do Sensei Takaaki porque não temos autorização.

Em determinado momento da vida, na fase que Higa chama de “fase “romântica “do beisebol”, Zero foi ao Japão. Outro período meio oculto na vida dele, pois a sua especialidade na época ainda era mais ou menos com o taco de beisebol ( mas com foco no Aipin ) e sua recente paixão pelas bolas de Beiseball ( Nem imaginava que as de Softball eram bem maiores ) Trabalhou no Japão, ganhou seus yens, converteu em dólares e voltou. Rico? Talvez. Craque? Ainda não… Mas trouxe com ele a mesma essência: o amor pelo jogo — e uma vaga eterna no GECEBS.

Hoje, caminha pelos campos como uma *figura mítica, consultor informal, contador de causos e aquele que vai te corrigir se errar uma data de torneio de 1971. Sabe quem jogou, quem arbitrou e quem perdeu o boné no banco de reservas. Por tudo isso, é conhecido carinhosamente como *uma memória do Beisebol Brasileiro — e isso não é exagero.

E o apelido “*Zero”? Ah, esse tem história. Quando *Shoji Kurihara era pequenininho — e não é força de expressão — os times usavam os *números das camisas para identificar a posição dos jogadores. Como ele nasceu para o banco, o natural seria vestir a 10, a reserva oficial. Mas o uniforme era tão pequeno que **o número 10 simplesmente não cabia nas costas. A solução? Seu pai, prático e direto, mandou bordar um *zero. E assim ficou. Zero em campo, mas nota mil na história do nosso beisebol.

Um abraço carinhoso ,
Cesar
Taco não é Soft
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ACRILEX – a 40 anos apostando no beisebol infantil como ferramenta de educação https://blog2.softball.com.br/2025/06/30/3190/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/30/3190/#respond Mon, 30 Jun 2025 01:32:57 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3190

Resenha – XXXIX Torneio Acrilex de Beisebol Pré-Infantil

Muito além da competição: o coração bate mais forte nas bases do GECEBS

O fim de semana foi movimentado nas dependências do GECEBS, que mais uma vez abriu os portões — e os corações — para receber o XXXIX Torneio Acrilex de Beisebol Pré-Infantil. E como já virou tradição, o evento não foi apenas um campeonato, mas uma verdadeira celebração do esporte, da infância e do espírito coletivo que mantém o baseball e o softball vivos no Brasil.

Este ano, além da categoria pré-infantil, o torneio reuniu mais de 15 equipes de T-Ball e contou também com uma disputada competição de Softball Sub-11, provando que, cada vez mais, meninos e meninas estão encontrando no diamante um espaço para aprender, competir e sonhar.

Um jogo para a história: GECEBS x ANHANGUERA

O jogo mais emocionante do torneio foi, sem dúvidas, a semifinal da categoria Diamantes entre o GECEBS e o Anhanguera. Em casa e empurrados pela torcida, os pequenos do GECEBS lutaram bravamente, mas acabaram superados por um time do Anhanguera que saiu desgastado da partida. E esse cansaço fez diferença: na grande final, o Nikkei Curitiba aproveitou a oportunidade e sagrou-se campeão do torneio com um desempenho sólido.

Mas como sempre dizemos aqui: às vezes se ganha, às vezes se aprende — e o GECEBS saiu desse jogo maior do que entrou.

Voz de menina, pensamento de gigante: Larissa, 11 anos

Entre um jogo e outro, encontramos Larissa, do GECEBS Sub-11, e a entrevista com ela merece um lugar especial nesta resenha.

Com 11 anos, Larissa já sabe bem do que gosta: “Prefiro o softball ao futebol, à natação e até ao balé”, diz ela com firmeza. Mas em seguida completa, com brilho nos olhos:

“Na verdade, o que eu mais gosto é de beisebol. Tem mais gente, é mais movimentado…”

A fala da Larissa traz à tona uma questão importante: no Brasil, ainda não temos times de beisebol femininos e são poucos os de softball masculinos. Segundo ela, isso não deveria importar, porque as duas modalidades podem ser jogadas por qualquer um. Um recado direto e necessário, vindo de quem já entende o poder do esporte para quebrar barreiras.

O que deixou a equipe do taco mais emocionada foi ver que outros times que a tempo não tinham time de bases, “começaram ou recomeçar”. Adoramos ver o Eagles de Sorocaba, o time de Osasco, o “Tbolzinho” de São José dos Campos o time de Guararapes ( viu Roni?., um dia vamos trazer Rolândia também. E quem sabe os Jacarezinhos de São Carlos.?) e o grande time de Ibiúna.

Agradecimentos que vêm do coração

Nada disso teria acontecido sem o empenho de uma equipe que coloca muito mais que tempo em cada detalhe: coloca amor, tradição, propósito.e a ACRILEX, sempre ajudando e investindo no Esporte.

Nosso muito obrigado a Sergio Matumoto, Jorge Ono, Beto Higashi, Raul Higushi, Helbert, Higa, Massao e a todas as pessoas que participaram da organização do Torneio ACRILEX. A forma cortês, acolhedora e eficiente com que vocês recebem a todos é exemplo para o país inteiro…. ( Mas as tias da cozinha…ahhh o almoço… INESQUECÍVEL)

O Taco não é Soft esteve presente, como sempre, ao lado do OCC Channel e da Matsumidia TV ( na realidade o Raphael Matsumoto estava no evento universitário que acontecia no CT YAKULT), e saímos de lá com a certeza de que o futuro do beisebol e do softball está sendo muito bem lapidado, diamante por diamante.

Também conhecemos uma equipe de fotógrafos muito legais que tiraram.mais de10000 fotos. O Juan disse que qualquer um pode adquirir as fotos dos filhos ou Netos no site da FoTop. Acessa lá www.fotop.com.br

E conheci o Emerson , da DroneVisual1603 que tem um canal no YouTube com o mesmo nome . Ele inclusive vai ceder umas tomadas , na faixa, para o nosso Blog. Visite o canal dele.

Afinal não deveria haver “concorrência” se o objetivo é comum. O sol nasceu pra todos e o Baseball e Softball também. Juntos somos mais fortes.

Quem sabe não pode virar uma parceria pra gente ter um desconto para os leitores do blog?


Um abraço,
Cesar
Taco não é Soft – Onde a paixão pelo jogo encontra a palavra certa.


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Tudo pronto para a Maior Festa Infantil do Beisebol Brasileiro: https://blog2.softball.com.br/2025/06/24/tudo-pronto-para-a-maior-festa-infantil-do-beisebol-brasileiro/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/24/tudo-pronto-para-a-maior-festa-infantil-do-beisebol-brasileiro/#respond Tue, 24 Jun 2025 22:51:45 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3185

Vem Aí o 39º Torneio ACRILEX e o 17º Festival de T-Ball no GECEBS!

Por: Taco não é Soft | Junho de 2024

O próximo final de semana, 28 e 29 de junho, promete ser inesquecível para o esporte de base brasileiro. Será realizado no GECEBS – Grêmio Assistencial e Cultural de Arujá (SP) o tradicionalíssimo 39º Torneio ACRILEX de Beisebol Pré-Infantil e o 17º Festival T-Ball — um dos eventos mais esperados do ano por crianças, treinadores e famílias apaixonadas por beisebol.

A expectativa é grande: 42 equipes confirmadas, mais de 650 atletas inscritos, jogos em 10 campos simultâneos e uma programação intensa com 78 partidas distribuídas em dois dias de pura emoção e alegria.

🎉 Uma Verdadeira Celebração Infantil do Esporte

Se existe um evento que representa o espírito do beisebol de base no Brasil, esse evento é o ACRILEX. Crianças entre 5 e 11 anos de idade, divididas em categorias de T-Ball, Pré-Infantil e Softball Sub-11, terão a chance de experimentar o esporte em sua forma mais lúdica e educativa.

Mais do que uma competição, o torneio é uma iniciação ao esporte, à amizade, ao respeito, ao trabalho em equipe e ao amor por jogar — tudo isso num ambiente familiar, acolhedor e extremamente organizado.

🖌 ACRILEX: Uma História de Amor pelo Esporte e pela Infância

Realizando 61 anos de atuação no mercado de tintas e materiais artísticos, a ACRILEX reafirma em 2024 seu compromisso com o esporte educacional, apoiando um dos eventos mais importantes do calendário nacional da base. A parceria com o GECEBS, que já dura décadas, faz com que este torneio seja muito mais que jogos — é um legado.

🧢 Quem Estará em Campo?

Equipes consagradas e tradicionais como GECEBS, Bastos, Atibaia, Nikkei Curitiba, Nippon Blue Jays, Cooper Clube, Tozan, Guararapes, Pinheiros, Nipo Brasília, São José, Ibiúna, Indaiatuba, Mogi, Osasco, Negreiros, Eagles, Blue Jays, Gigantes e muitas outras estarão em campo representando o melhor do beisebol e do softball infantil.

O torneio será uma grande oportunidade para os iniciantes mostrarem suas habilidades, conhecerem novos colegas de outras cidades e se encantarem pelo universo dos esportes com taco, bola e luva.

📺 Cobertura Completa: Taco, OCC e MatsumidiaTV

Este ano, a cobertura do torneio estará mais ampla do que nunca. Além da presença de sempre do Taco não é Soft, que contará histórias e bastidores direto do evento, teremos também o apoio da equipe de transmissão do OCC Channel, que grava e disponibiliza jogos para análise e memória, e da MatsumidiaTV, que transmitirá ao vivo partidas diretamente do GECEBS, permitindo que pais, parentes e amigos acompanhem a festa de qualquer lugar do Brasil (e do mundo).

💡 Um Evento que Educa, Emociona e Transforma

Eventos como esse não são apenas campeonatos. São escolas de formação humana. Enquanto muitas crianças ficam presas às telas ou à inércia do sedentarismo, os pequenos atletas que pisarão nos campos do GECEBS vão correr, pensar, socializar e se encantar com a possibilidade de serem protagonistas do próprio jogo.

É disso que o Brasil precisa.

O ACRILEX é isso: mais do que um torneio, é um manifesto de esperança, alegria e construção de futuros.


Fique ligado!
No próximo final de semana, vamos acompanhar de perto cada detalhe dessa grande festa. Estaremos lá para contar histórias, registrar sorrisos, gravar rebatidas e, acima de tudo, mostrar para o Brasil que o beisebol infantil existe, resiste e cresce.

Porque aqui no Taco não é Soft, a gente acredita que toda criança merece a chance de viver a magia do esporte.

Nos vemos em Arujá. Onegaishimasu!

Um abraço,
Cesar


mensagem.do presidente da ACRILEX

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