softballamericas – Taco não é Soft https://blog2.softball.com.br Este é o blog criado para divulgação do Softbol e do Beisebol do Brasil. Um jogo empolgante e com muita estratégia, velocidade, raciocínio rápido. Nosso intuíto é que este esporte Olimpico seja aprendido pelas nossas crianças e que estas consigam assimilar os valores legados dpela cultura Jaonesa que instaurou e continua se dedicando a manter este esporte vivo no Brasil. Compartilhe com amigos que ainda não conhecem e colaborem com a educação das crianças. Ajude a fazer um Brasil melhor. Tue, 15 Jul 2025 14:40:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 E o fair play revela os gigantes de 10 anos que já entendem o que é ser grande numa “seletiva” https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/e-o-fair-play-revela-os-gigantes-de-10-anos-que-ja-entendem-o-que-e-ser-grande-numa-seletiva/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/e-o-fair-play-revela-os-gigantes-de-10-anos-que-ja-entendem-o-que-e-ser-grande-numa-seletiva/#respond Tue, 15 Jul 2025 14:40:54 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3313 Segunda-feira. O silêncio da manhã parecia mais profundo do que o habitual. Nico e Olivia dormiram até 9:30 — um recorde, revelando o corpo exausto depois de um final de semana exigente. É o primeiro dia das férias — da escola e, agora, também dos treinos de beisebol, que fizeram uma pausa depois de um fim de semana intenso: a seletiva para a seleção brasileira sub-10 pan-americana, que acontecerá na Venezuela.

Cerca de 80 meninos de 9–10 anos disputando 18 vagas. Todos nervosos (meninos e pais), sendo avaliados e querendo ter o orgulho de representar o Brasil. E, mesmo assim, algo raro aconteceu: vimos crianças torcendo umas pelas outras. Havia incentivo. Apoio. Aplauso. Torcida silenciosa. Dicas. Parecia que cada um sabia que, se não fosse ele, tudo bem que fosse o amigo.

Nico Cabral, #49 de Atibaia, e Jeremias Aires, #31 do Gecebs, aquecem durante a seletiva do fim de semana (Foto: Guilherme Gibim)

Foi nesse clima que vimos Jeremias tomando café no sábado de manhã, assim que entramos no refeitório do CT Yakult. Jogador brilhante do Gecebs, time de tradição, já cruzou com o Nico em muitos campeonatos desde que começaram no beisebol (eles são de 2015). Alto, esguio, com uma envergadura que salta aos olhos, tem um braço privilegiado e um domínio impressionante para alguém que ainda vai completar 10 anos. Caminha com leveza, mas impõe presença — mesmo em silêncio. E no montinho… É preciso. Firme. Seguro. Domina os arremessos com naturalidade, como se tivesse nascido dentro de um campo. Um talento silencioso — e inegável. É, sem exagero, um dos melhores pitchers da categoria hoje.

Mas a gente não esperava vê-lo naquela seletiva. O sotaque entrega: Jeremias (ou Jeremiah, como eu o chamo) nasceu na Venezuela e, pelas regras, só brasileiros podem participar de seleções pan-americanas nacionais. Descobrimos que o menino tem dupla cidadania — o avô é brasileiro — e, portanto, estava ali com legitimidade plena e muito merecimento. Quando o vimos ali sentado com os colegas, houve surpresa e sorrisos (e a quase certeza de que agora seriam 17 vagas para cerca de 79 meninos).

Sábado à noite, depois de todos os drills, jogos e avaliações, os meninos tiveram um tempo livre entre o jantar, o banho e o descanso para o próximo dia. Jeremias apareceu no alojamento de Atibaia para brincar. Uns 10 minutos depois, atrás dele, a mãe chegou, rindo e brincando:

— Vocês sequestraram meu filho pra jogar em Atibaia?

E bem que a gente queria — o menino é pura simpatia, humildade, sorrisos e técnica perfeita. Ficamos ali, observando todas as crianças juntas — de times diferentes, sotaques variados — conversando e brincando como se fossem uma só turma.

Foi então que a mãe do Jeremias começou a contar a história deles — uma história riquíssima de emoção, que encheu os olhos de lágrimas.

Quando vieram ao Brasil, Jeremias tinha uns cinco, seis anos. Filho de pai e mãe venezuelanos — a mãe, com o nome mais significativos que já ouvi: Roraima — Jeremias nunca mais voltou. Fez do Brasil a sua casa, do campo de beisebol o seu lugar de pertencimento. E do Gecebs, o time do coração.

Jere na rebatida, durante a seletiva destre fim de semana (Foto: Guilherme Gibim)

Roraima contou que estavam ali, sim, competindo por uma vaga — mas também carregavam um sonho maior: aquela seletiva era a primeira oportunidade de, talvez, Jeremias voltar à Venezuela após 4 anos. E mais: voltar defendendo a camisa do país que os acolheram.

O beisebol no Brasil tem mudado e uma parte significativa dessa transformação veio de fora. Uma das maiores influências nos últimos anos tem sido a dos venezuelanos — famílias que cruzaram fronteiras com filhos pequenos e sonhos grandes. Trazem técnica refinada, paixão, Reggaeton e generosidade. Uma entrega ao jogo que contagia.

Aqui em casa, esse movimento tem nome, rosto e ensinamento: Nico já foi treinado por três senseis venezuelanos (Jhonathan, Thony e Hector). Cada um, à sua maneira, ensinou e ensina bem mais do que técnica. Ensinam intensidade, exigência, amor pelo jogo, coragem — e também respeito. Porque ser grande, eles mostram, não é só saber jogar. É saber crescer junto com força, raça e determinação.

Nico e o sensei de pitcher venezuelano Thony Zorilla

E, claro, não dá pra falar de beisebol no Brasil sem reverenciar a base que nos sustentou por décadas: a comunidade japonesa — que temos no sangue. Foram os nipo-brasileiros que fincaram as estacas, construíram campos em terrenos improváveis, ensinaram as primeiras gerações a respeitar o esporte. Os que jogavam descalços com a mesma seriedade de quem disputa final de campeonato.

Agora, o que vemos é um campo plural. O menino de sobrenome japonês (Kawazoe) dividindo posição com o menino de sotaque espanhol (Aires). O beisebol brasileiro se tornando, cada vez mais, um espelho do país que somos: diverso, miscigenado, resiliente.

Jeremias é um retrato dessa imigração. A mãe disse que além do desejo de entrar para a seleção brasileira, o menino quer muito — muito mesmo — pisar novamente na terra que eles chamam de “país-mãe”. Ela relatou o quanto essa vontade se transformou em esforço e treino, tanto que tinha machucado a canela. Mas, ainda assim, não tinha desistido de seguir.

Chamei o Nico e contei um pouco dessa história, cheia de emoção. Ele imediatamente procurou Jeremias, deu um tapa nas costas e falou, com um sorriso imenso:

— Jeremias, você tem que passar nessa seletiva.
— Você também, amigo — ele respondeu.

E ali, naquela conversa de dois segundos, coube tudo o que acredito que o esporte pode ensinar. Numa seletiva em que a ansiedade poderia virar competição cega, o que se viu foi reconhecimento. Uma criança torcendo sinceramente por outra, mesmo sabendo que poderiam disputar a mesma vaga. Essa é a verdadeira vitória.

Os resultados da seletiva devem sair na próxima semana. A ansiedade é grande. Nico sabe o quanto se dedicou — treinou duro, se entregou, enfrentou o nervosismo e mostrou, mais uma vez, que ama esse jogo com o corpo inteiro. Tenho certeza de que, independente do resultado, ele está orgulhoso de si por ter dado o máximo que podia. Nós também.

Mas o que mais me toca, no fim de tudo, não é a vaga. É essa capacidade que ele — e tantas outras crianças — demonstraram de enxergar o outro, de aplaudir o esforço genuíno, de torcer mesmo quando estão competindo. Porque é isso que fica e o resto, é a história que eles mesmo estão escrevendo.

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Nikkey Marília Sub‑13: Campeãs do LL Brasil e rumo a Porto Rico! https://blog2.softball.com.br/2025/07/10/nikkey-marilia-sub%e2%80%9113-campeas-do-brasil-e-rumo-a-porto-rico-%f0%9f%a5%8e/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/10/nikkey-marilia-sub%e2%80%9113-campeas-do-brasil-e-rumo-a-porto-rico-%f0%9f%a5%8e/#respond Thu, 10 Jul 2025 03:53:16 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3267

Sim…. ja a muito tempo tentamos ter uma “Little League” no Brasil.. Muitos problemas, muitos diferentes objetivos misturados com objetivos pessoais e talvez pouco foco na educação. Ja a 3 anos, alguns nobres interessados conseguiram apoio da Confederação e Conseguiram fazer seus campeonatos nacionais, para o Beisebol. e neste ano, conseguiram organizar o primeiro campeonato da Little League Softbol..O Seu time pode participar também. O que acham meninas ?..

É com imenso orgulho que o Taco não é Soft anuncia as brilhantes atletas da categoria sub‑13 do *Nikkey Marília Beisebol e Softbol, agora **Campeãs do Torneio Little League Brasil! Graças à campanha impecável em abril — foram *4 jogos e 4 vitórias (7×4 contra Cooper/Cotia, 13×0 contra o time B do próprio Nikkey Marília, 12×0 contra Central Glória‑PR e 7×2 contra Indaiatuba) — elas garantiram uma vaga para representar o Brasil *entre os dias 14 e 19 de julho, em *Guayama, Porto Rico, no torneio pan‑americano dessa organização mundial de base.

As meninas embarcam para Porto Rico nesta quinta-feira (9/7), e só após a chegada é que irão conhecer os adversários. Mas nem isso diminui o entusiasmo da delegação!

👏Destaques individuais:

  • *Danielle Ayumi K. Fugisaki: eleita *Melhor Jogadora e Melhor Arremessadora
  • *Olívia Lourenço Gimenez: reconhecida como *Atleta mais esforçada
  • *Valentine Primaz S. Santos: premiada como *Melhor Impulsionadora de Corridas e Rainha do Home Run
  • *Camila Rodrigues Golim: indicada como *Melhor Receptora

Fonte: Conexão Marília — parabéns, meninas! 🎉 Abração, Fernando!


📚 O que é a Little League Softball?

A *Little League Softball®, criada em 1974 nos EUA, é uma das maiores organizações de base esportiva do mundo. Hoje, conta com cerca de *300 mil atletas em mais de 24 mil equipes em mais de 25 países . Voltada para meninas de *4 a 16 anos, o programa ensina muito mais que fundamentos do jogo: *autoestima, espírito de equipe e valores como respeito, coragem e lealdade

A liga desenvolve torneios regionais que levam, entre outras etapas, ao Softball World Series — eventos internacionais com grande visibilidade, transmitidos até pela TV ESPN


🌟 A importância desse feito — e o que vem pela frente

O Nikkey Marília mostra que o softball já tem espaço de destaque no Brasil — mas ainda há muito a conquistar. A conquista nacional e a participação pan‑americana demonstram que nossos talentos podem brilhar com apoio e estrutura.

Em Porto Rico, as meninas terão a chance de:

  • Jogar em alto nível,
  • Criar laços de amizade com equipes estrangeiras,
  • Aprender experiências que só um torneio internacional oferece.

Para nós, do *Taco não é Soft, isso é mais que esporte — é *formação de cidadãs, que aprendem a lutar, colaborar, se emocionar e ganhar ou perder com humildade. ( percebemos no meio esportivo muita influencia de políticos e de orgulhosos e egocêntricos…. que servem de contra exemplos vivos a serem mostrados para as pequenas atletas e o Softbol mostra e ensina que atleta é exatamente o contrario: nunca desmerecer o companheiro de equipe, evitar deixar se influenciar por comentários maleficos e desmotivadores. Empatia com o colega e respeito com os adversarios ).

Vamos juntos torcer por elas! E você, que ama softball, acompanhe nossos posts: teremos conteúdo exclusivo direto de Porto Rico, curiosidades sobre a liga e entrevistas que vão inspirar ainda mais!


Taco não é Soft – conectando o soft‑bol no Brasil, um post de vitória por vez.



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Vitória, Superação e Classificação: Brasil garante vaga no Pan e segue vivo na luta pelo Mundial! https://blog2.softball.com.br/2025/07/04/vitoria-superacao-e-classificacao-brasil-garante-vaga-no-pan-e-segue-vivo-na-luta-pelo-mundial/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/04/vitoria-superacao-e-classificacao-brasil-garante-vaga-no-pan-e-segue-vivo-na-luta-pelo-mundial/#respond Fri, 04 Jul 2025 05:43:38 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3244 A Seleção Brasileira Adulta de Softbol protagonizou um daqueles capítulos que misturam suor, esperança e, por que não, um pouco de sorte – da boa! Lutando bravamente por uma vaga no Mundial de Softbol e pelos Jogos Pan-Americanos, o Brasil entrou em campo contra El Salvador com uma missão clara: vencer. E venceu com autoridade: 10 a 0, sem deixar dúvidas sobre o seu merecimento. Fizemos a lição de casa.Agora restava-no torcer por uma série de resultados.

Mas a classificação não dependia só de nós. Era preciso que a Colômbia, jogando em casa, perdesse dois jogos: um contra a Venezuela, e outro contra o México. Cenário improvável? Total. Mas o softbol, assim como a vida, adora surpreender. E surpreendeu bonito: Colômbia caiu primeiro para a Venezuela, num jogo apertado, e em seguida perdeu para o México. O grupo de WhatsApp do Taco não é Soft quase explodiu de emoção com cada out, cada corrida, cada lance acompanhado à distância, com coração colado na tela.

Com esse resultado, o Brasil garantiu o 6º lugar na classificação geral e, com ele, uma das vagas para os Jogos Pan-Americanos! Uma façanha tão surpreendente que até as jogadoras brasileiras, que acompanharam os jogos decisivos da Colômbia direto do hotel, custaram a acreditar.

Mas a jornada ainda não terminou. No último dia de competição, o Brasil enfrentará o adversário direto na luta por uma vaga no Mundial. É mais uma chance de mostrar que a qualidade do nosso softbol não é apenas promissora — é realidade em ascensão.

E o esporte não para! No embalo dessa conquista, a Seleção Sub-23 já embarca para o Canadá, onde disputará a Canada Cup a partir do dia 07/07. E, nos dias 12 e 13 de julho, os olhos se voltam para Indaiatuba-SP, onde as futuras estrelas do softbol brasileiro — as “pequenininhas” do Sub-11 — disputarão com garra a Taça Brasil de Softbol Sub-11, o que antes se chamava de categoria mirim.

O Taco não é Soft parabeniza todas as atletas, comissões técnicas, familiares e apoiadores dessa campanha memorável. Que venham osJogos Pan-Americanos! Que venha o Mundial! E que o nosso softbol siga firme, crescendo base por base, com talento, coragem e — por que não? — uma pitada de sorte brasileira.

Valeu, Brasil!
Um abraço,
Cesar
Taco não é Soft

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O Último Torneio Acrilex: O Fim de um Ciclo e o Início de uma Nova Lição https://blog2.softball.com.br/2025/07/03/o-ultimo-torneio-acrilex-o-fim-de-um-ciclo-e-o-inicio-de-uma-nova-licao/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/03/o-ultimo-torneio-acrilex-o-fim-de-um-ciclo-e-o-inicio-de-uma-nova-licao/#respond Thu, 03 Jul 2025 02:19:35 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3211 O Último “Acrilex”:

Acabou. O último Acrilex do Nico terminou neste domingo. E eu saí de lá com o coração meio apertado, meio grato — o tipo de sentimento que nos invade quando um capítulo bonito se encerra.

Não, não é que Nico vá deixar o beisebol. Longe disso. Mas ele está mudando de categoria, e o Acrilex… bem, ele não existe no Infantil. Foi o fim de um ciclo. E ele soube disso. Nós também.

O Acrilex é diferente. Acontece no friozinho de junho, quando as crianças já contam os dias para as férias, mas ainda têm energia de sobra para dar risada, sujar o uniforme e correr atrás da bola como se fosse o último out do mundo. É um campeonato grande — talvez o maior em número de participantes do Brasil —, competitivo, sim, mas com um clima mais leve do que os torneios da CBBS. Uma espécie de recreio de meio de ano.

E talvez por isso ele seja tão querido. Porque ali, entre os jogos e os tropeços, cabe tudo: erro, acerto, treino, brincadeira, amizade, frustração e aquela vontade genuína de jogar. Apenas jogar.

Este ano, Atibaia veio com uma abordagem diferente. O time misto, repleto de meninos do último ano da categoria, mas muitos do primeiro ano, que ainda estão compreendendo o jogo, buscando confiança e aprendendo a atuar com o corpo… e com a cabeça. Sabendo disso, o Sensei foi direto: a prioridade não era vencer o campeonato. Era conseguir jogar todos os jogos para que todos os atletas pudessem entrar (inclusive todos os pitcher em formação que temos, que são os 4 do segundo ano que foram e os 5 do primeiro ano)

No sábado, aconteceram os dois jogos classificatórios. Quem vencesse as duas partidas subiria para a chave diamante — a dos times mais fortes. Mas havia um risco: subir significava jogar no domingo contra as potências da competição. Se perdesse o primeiro jogo do domingo, o time jogaria apenas uma vez e acabou.

O Sensei não queria isso, queria jogar todos os jogos. E pensando assim, realmente fazia mais sentido que o time permanecesse na segunda chave — para que todas crianças tivessem a chance de entrar em campo duas vezes no domingo. Era uma decisão clara: não era pelo troféu. Era pela formação.

No sábado, ele escalou um pitcher por inning. Todos jogaram. Todos, sem exceção – 8 Innings jogados, 6 pitchers (e o terror das anotadoras de ter que trocar o time inteiro várias vezes no jogo). A defesa respondeu e provou que estavam bem treinados. Ganhamos o primeiro, mas perdemos o segundo por pouco e terminamos o dia na segunda chave do campeonato.

E então veio o domingo. Era preciso vencer o primeiro jogo — senão, fim de linha. O Sensei confiou no time titular. Colocou os meninos certos, no lugar certo e entrou com o Vini e o Nico de pitcher. E o time cumpriu seu papel e venceram. Essa vitória abriu a porta para o jogo seguinte. E, com ela, todos os atletas tiveram a chance de experimentar rebater e estar ali no montinho. Todos participaram. Todos viveram a experiência.

E o Nico? O Nico jogou bem, leve e solto. Mas o mais bonito não foi o que ele fez com a bola. Foi o que ele fez pelos outros. Ele ajudou os amigos que tinham menos experiência no montinho. Corrigiu o movimento. A pegada. A passada. O arremesso. Deu instrução no ouvido. Incentivo no olhar. Fez questão de dar espaço e, ao mesmo tempo, dar apoio. Inclusive, voltou para o banco no último jogo e ficou ali, do lado dos senseis ajudando com as instruções.

Ele não estava ali apenas para jogar. Estava ali para garantir que os amigos não passassem sozinhos pelo que ele já havia passado. A ansiedade. O medo. A dúvida. O frio na barriga de quem sobe no montinho e ouve o mundo inteiro em silêncio. De estar sozinho lá errando. Ele queria que os pitchers novos tivessem a confiança de jogar a bolinha, de errar e, até colocar jogadores em base com bola com a garantia que eles, a defesa do segundo ano, estaria lá para pegar aqueles corredores. Porque essa experiência só conhece quem vive o montinho e tem coragem de encará-lo.

Ele fez isso sem ninguém pedir. Fez porque quis. Fez porque entendeu. Fez porque cresceu.

Então sim, o Acrilex acabou. Sem taça no alto. Mas com o time inteiro em pé. Sem destaque individual. Mas com orgulho coletivo. Sem o brilho de uma final, mas com a certeza de que, às vezes, o maior título é o que a gente leva para dentro.

Foi o último Acrilex do Nico como jogador. Mas talvez tenha sido o mais bonito. Porque ele jogou como atleta. E viveu como time. Obrigada, Acrilex. Por ter sido o começo. E, agora, o fim — de um capítulo inteiro. Que venham os próximos. A história continua, ano que vem no Infantil.

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Especial para SOROCABA SP. https://blog2.softball.com.br/2025/06/24/especial-para-sorocaba-sp/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/24/especial-para-sorocaba-sp/#respond Tue, 24 Jun 2025 16:12:42 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3163

Sorocaba Rebate de Novo! O Softbol e o Beisebol Voltaram a Encantar Nossas Crianças

Se lá em Rolândia, PR o pessoal conseguiu… se lá em Belo Horizonte o pessoal.cinseguiu, em São Carlos ,SP também está saindo… por que não em Sorocaba?

O que parecia um sonho distante, está começando a virar realidade: o beisebol infantil de Sorocaba está de volta!
Depois de anos parado, o campo , não o campo antigo, mas o de futebol adaptado, voltou a ser ocupado por crianças apaixonadas pelo baseball e softball. Algumas delas são filhos e filhas de ex-jogadores de seleção brasileira, mas pelo que entendemos qualquer brasileirinho carregando no sangue o amor pelo taco, pela bola e pelo espírito do jogo coletivo pode parricipar.

Essa retomada não aconteceu do nada. É o efeito da divulgação que tantos apaixonados vêm fazendo em silêncio há anos — e que o Taco não é Soft transformou em barulho bom!
O nosso canal existe exatamente para isso: fazer o esporte aparecer onde ele foi esquecido, onde o futebol virou regra e as outras modalidades viraram exceção. Talvez a metodologia administrativa tenha que mudar um pouco para se adaptar a modernidade , mas estamos aqui para ajudar no que pudermos.

No Undokai de Sorocaba, promoveram uma ação especial com as crianças:
🏏 Um inflável de rebatida montado no local atraiu dezenas de pequenos curiosos.
Enquanto eles se divertiam, os idealizadores conversávam com os pais, explicando sobre o projeto, os valores e os benefícios de praticar beisebol e softbol desde cedo.
Fizeram até um questionário com os pequenos, para entender o perfil, os interesses e o que poderiam oferecer de melhor nessa nova fase.

Foi aí que o Paulo Ito comentou com o Taco. E como sempre, o Taco prontamente se prontificou a divulgar, apoiar e conectar. Porque aqui a gente acredita que todo time começa com um primeiro treino, uma primeira rebatida e um sonho coletivo.

O Projeto Softball para Todos, nascido em São Carlos, já ganhou apoio local, empresarial e institucional. Mas ele não nasceu para ser um projeto de cidade — nasceu para ser um projeto de país.
E Sorocaba está dentro. Com toda a força.

Se você mora na cidade, tem filhos, sobrinhos ou vizinhos curiosos, apresente o esporte.
Mostre que o Brasil é muito mais que futebol.
Mostre que um taco e uma bola também educam, socializam e transformam.

Onegaishimasu 🙇
(Da forma mais respeitosa possível: “Contamos com você!”)

Um abraço,
Cesar
Taco não é Soft 🇧🇷🥎⚾


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O Softbol Brasileiro Entra em Campo na Colômbia – E a Arbitragem Vai Junto! https://blog2.softball.com.br/2025/06/23/o-softbol-brasileiro-entra-em-campo-na-colombia-e-a-arbitragem-vai-junto/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/23/o-softbol-brasileiro-entra-em-campo-na-colombia-e-a-arbitragem-vai-junto/#respond Mon, 23 Jun 2025 23:01:25 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3149

Nenhum jogo de verdade acontece sem arbitragem. Mesmo quando é só uma brincadeira entre amigos, alguém precisa decidir o que foi falta, o que foi ponto, o que valeu ou não. Alguém precisa garantir a ordem e o respeito pelas regras.
No softbol, não é diferente.

A arbitragem brasileira de softball é coordenada pela ASB – Árbitros de Softbol do Brasil, entidade responsável por formar, treinar e credenciar árbitros em território nacional, inclusive com certificações internacionais.
E é com muito orgulho que anunciamos que a ASB enviará dois árbitros brasileiros para atuarem no XI Campeonato Panamericano de Softbol, que acontece de 27 de junho a 5 de julho, em Montería, Colômbia:

🎽 Waldir Ogawa
🎽 Patrícia Ogata

Esses voluntarios não apenas representam o Brasil como árbitros – eles mostram ao mundo a competência técnica e a seriedade com que o Softbol é tratado por aqui. A CBBS, as confederações oficiais e as universitárias ou escolas que promovem campeonatos de softball podem contar com a ASB para palestras, clínicas, treinamentos e até credenciamentos para qualquer entidade no Brasil. Basta entrar em contato.

✈ Mas a grande viagem mesmo é da nossa Seleção Adulta Feminina de Softbol

Elas embarcam hoje para disputar o Campeonato Panamericano, que vale vaga para os Jogos Panamericanos e também para a Fase de Grupos do Campeonato Mundial de Softbol.

🗓 27 de junho a 5 de julho
📍 Montería, Colômbia
📺 Transmissão oficial (paga): Link do Torneio – USD 14,99

Agora é a hora de mostrar que o Brasil não é só futebol.

Convidamos toda a comunidade esportiva brasileira – do Softbol, do Beisebol, do Futsal, do Handebol, do Vôlei, do Basquete… todos – para apoiar o Softbol Feminino do Brasil.

Nossas atletas não têm a mesma visibilidade, nem os mesmos patrocínios… mas têm coragem, talento, dedicação e uma missão histórica: representar nosso país com garra, amor e dignidade em uma das maiores competições internacionais da modalidade.

Se você puder, assista aos jogos.
Se não puder, divulgue para quem está desligado
Se puder mais, apoie e patrocine.
Mas nunca deixe de torcer pelo Softball

Porque o Taco não é Soft… e o Brasil também não. 🇧🇷🥎

Cara feia pra gente é fome!!

a Confederação Brasileira divulgou na sua página oficial como será esta competição: todas as imagens abaixo são públicas e se encontram no Facebook da CBBS.

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FOMOS JOGAR SOFTBOL EM MONTEVIDÉU NO URUGUAI…. Em 1985 !! https://blog2.softball.com.br/2025/05/28/fomos-jogar-softbol-em-montevideu-no-uruguai-em-1985/ https://blog2.softball.com.br/2025/05/28/fomos-jogar-softbol-em-montevideu-no-uruguai-em-1985/#respond Wed, 28 May 2025 04:31:47 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3036 O ano era 1985 e “el poderoso equipo de softbol de Coopercotia desde Brasil ” como eles diziam, havia sido convidada para participar de um torneio em Montevidéu.
Nós fomos de ônibus. Nos reunimos no Largo da Batata em Pinheiros e de lá foram dois dias trancados no ônibus com essa turma que aparece aí na foto, mais alguns pais acompanhantes.
Mal cruzamos a ponte do Rio Ribeira de Iguape em Registro, o ânimo dentro do ônibus começou a aumentar.
Eu era o técnico do time e por dentro eu pensava, quem me dera se essas meninas tivessem essa energia toda para jogar … não ia ter adversário para fazer frente ao nosso time.
Quando o ônibus chegou em Santa Catarina, eu já tinha aprendido umas quantas músicas que as meninas cantavam no transcurso, até refrões como o “tik-tik-joy tik-joy bo-bóf” passam na minha cabeça ainda hoje, e me faz lembrar da minha época de técnico de softbol do Coopercotia.


Dois dias dentro do ônibus é uma canseira, e claro, passamos pelo Estado do Rio Grande do Sul em silêncio pois a turma estava cansada, eu imagino, mas bastou cruzar a divisa do Uruguai, as pilhas foram ativadas e foram mais 4 horas de “tik-tik-joy tik-joy bo-bóf” até a chegada em Montevidéu.
Chegando o dia do torneio, fomos assistir o primeiro jogo para sentir o clima e ver como os outros times jogavam. A pitcher da equipe do Uruguai nos chamou a atenção pois ela arremessava no estilo FAST. Portadora de um bom controle e de uma bola rápida, ela dominou as rebatedoras adversárias.
O Coopercotia estava na outra chave, ou seja, nós iríamos enfrentar essa arremessadora se chegássemos à final.
O detalhe importante aqui é que no softbol do Brasil na época, não tinha nenhuma arremessadora sequer no estilo FAST-rápido com a rotação completa do braço na hora de arremessar. Todas eram SLOW, como era a nossa pitcher Marcia MIssaki (Marcia Ishie) que usava apenas o pêndulo no jogo do braço cujos arremessos eram caracterizados pela parábola que a bola fazia no trajeto da mão da pitcher até chegar no catcher. (A outra pitcher Esther Koshino não estava lá conosco e ela também era uma pitcher no estilo SLOW usando o “pêndulo” do braço para arremessar.) A primeira FAST pitcher no Brasil surgiu no ano seguinte, a Miti, a pitcher de Junqueirópolis que arremessava bolas rápidas mas o estilo dela era também com o uso do pêndulo do braço.
Seria esta portanto, a primeira vez que o nosso time iria enfrentar uma pitcher FAST no estilo que vemos hoje e a gente NUNCA havia sequer visto e muito menos treinado antes.
Quis o destino que o Coopercotia chegasse à final e lá estava a pitcher dificultando as coisas para as rebatedoras do nosso time.
O ajuste no “timing” era crucial e apanhamos nos innings iniciais do jogo, mas o jogo estava equilibrado, digna de uma final.


(Isso sem contar o cheiro do churrasco que invadia o campo durante o jogo, pois os anfitriões estavam preparando o assado para a festa do encerramento do torneio e claro, o vento sempre soprava em direção ao campo.)
No transcorrer do jogo, Sueli Takahashi (Sueli Yokoya), a irmã Sayuri Takahashi (Clery Sayuri Takahashi Shinkai), a Mary Endo, a Ely Yazaki (Ely Yazaki Szyrma), Nancy Abe e a irmã Lucy Abe e a irmã da Luzia, a Sueli Nakao (Keiko Nakao), todas foram ajustando o swing mas não conseguimos uma sequência de hits que nos permitisse colocar pontos para avançar no placar.
E chegamos ao último inning do jogo.
O Coopercotia perdendo por um ponto na segunda metade do último inning da final contra o time da casa, o Uruguai.
Pedi tempo para colocar uma “pinch-hitter” num momento derradeiro do jogo.
A Luzia Yuriko Nakao era uma das caçulas do time, reserva na posição de catcher.
Com os jogos bem disputados, a Marcia Minomo (Márcia Godoy) que era a catcher titular acabou jogando em todos os jogos.
Como técnico, eu tinha o desejo de colocar todas as jogadoras para jogar. Afinal tínhamos ido até o Uruguai.
Junto conosco vieram as jogadoras menores da categoria inferior e elas foram ao Uruguai para nos dar apoio, torcer e aprender (além de ser as mais animadas e as que mais cantavam dentro do ônibus).
A Luzia era a única jogadora na categoria que não havia entrado para jogar em nenhum jogo, e estávamos na final, no último inning.
Me chamou a atenção que ela ficou “rodando o bátta” durante todos os jogos do torneio e não foi diferente na final. E em todo o momento, lá estava ela chamando e incentivando as companheiras da equipe.
Pedi tempo, e lá estava a Luzia ainda rodando o batta atrás do bench.
Chamei a Luzia e ela veio com o taco na mão, colocando o capacete.
Pedi calma, relax, respirar e acreditar nela, e ela com um olhar compenetrado me disse … “eu vou bater um hitto,” e eu respondi, “é isso aí, confiança … vamos ganhar esse jogo.”
E lá foi a pequena Luzia para o batter box.
No primeiro arremesso, ela rodou o taco e não pegou nada…. completamente fora do tempo.
No nosso bench estavam todas de pé, gritando o nome dela, algumas já com as mãos em prece.
Um hit, empataria o jogo.
Mais um arremesso e foi ball. No arremesso seguinte ela tirou uma casquinha da bola.
DOIS Strikes, DOIS Outs, ÚLTIMO inning, dois corredores nas bases e o Uruguai com um ponto na frente no placar.
“Pega curto Luzia … olho na bola….” e veio o arremesso seguinte.


Foi quando ela rebateu “seco” rumo ao center field e estando dois outs, as duas corredoras rodaram as bases sem olhar para trás e marcaram pontos.
Fim de jogo e o Coopercotia campeão.
Nessa foto com o troféu, por alguma razão não está a Sandra Endo que estava lá conosco e era a “Netchan”= “a irmã mais velha” de todas do time, a ponte de conexão entre a gente-técnicos e as meninas.
Na viagem de volta, silêncio total dentro do ônibus. O pessoal só acordava nas paradas no posto e para comprar algo na lanchonete.
Quando mal percebemos, estávamos já chegando em Pinheiros, de volta ao Largo da Batata onde os pais nos esperavam. Não tinha as facilidades de agora na época e passamos um bom tempo conversando com os pais, contando o que tinha acontecido. Fotos daquela viagem, eu encontrei esta. Certamente devem ter outras perdidas em algum lugar.
Como técnico aprendi que devemos dar a oportunidade para todos e apostar nos jogadores, nas jogadoras.
Temos que saber mensurar e reconhecer o esforço da cada jogador(a) e proporcionar a cada um(a), uma experiência em campo, expor em situações de jogo que eles/elas levarão para o resto de suas vidas. Essas experiências são mais válidas que os títulos em si.
Talvez se a Luzia não tivesse batido, teríamos perdido o jogo, mas todos nós iriamos crescer, aprendendo com a experiência. E o mais importante, eu não iria me arrepender da decisão pois proporcionar essa experiência era importante.


Mas ela bateu um hit e decidiu o jogo, justo a caçula do time e enfrentando o “desconhecido”, uma FAST pitcher.
“Eu te disse que eu ia bater!!!” ela veio me dizer, com os olhos em lágrimas em meio à euforia de termos vencido o torneio e todas se abraçando ainda em campo.
E lá no fundo, eu também “rezava” para que isso acontecesse.
Que bom que aconteceu, e o softbol ganhou uma jogadora para sempre.
A Luzia nunca mais largou o softbol, e ela tem uma filha que joga também.
Acredito que aquele momento marcou a carreira dela, e fico contente em dizer que presenciei outros momentos também e que marcaram a mim também como técnico e como pessoa.
Aos técnicos, principalmente dos pequenos, que possamos proporcionar a experiência para o maior número de jogadores(as). Proporcionar a experiência em primeiro lugar e a vitória certamente virá no seu devido tempo.
Que honra a minha, que privilégio foi, ter tido a oportunidade de ser o técnico daquele time.
Que todos estejam bem e com saúde.
Se cuidem todos e “tik-tik-joy tik-joy bo-bóf” para todos Vocês também 😄😄😄
Edson A. Kodama, de Nova Iorque.

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Tacada Universitária: Beisebol e Softball Agitam o Cenário Esportivo! https://blog2.softball.com.br/2025/05/27/tacada-universitaria-beisebol-e-softball-agitam-o-cenario-esportivo/ https://blog2.softball.com.br/2025/05/27/tacada-universitaria-beisebol-e-softball-agitam-o-cenario-esportivo/#respond Tue, 27 May 2025 01:31:27 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3011 O Campeonato Brasileiro Universitário de Beisebol teve sua fase classificatória empolgante, com jogos disputados nos dias 24 e 25 de maio. Pela primeira vez, a Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS) inovou ao transmitir alguns confrontos ao vivo, uma iniciativa crucial para dar visibilidade ao esporte universitário nacional. Para muitos brasileiros, esta foi uma oportunidade inédita de ao menos tomar conhecimento da existência do beisebol e do softball em nosso país. Os Jogos aconteceram no Centro de Treinamento do Yakult, em IBIUNA, SP.

Nos gramados, vimos duelos eletrizantes entre diversas universidades, como Medicina Jundiaí, Medicina Santos, Medicina ABC, Medicina Paulista, Medicina-USP, Medicina Santo Amaro, Medicina Bragança, Poli-USP, Medicina Einstein, BS Unicamp, FEA-USP, Medicina Rio Preto, Medicina Marília e Medicina Ribeirão Preto. Os resultados da fase classificatória prometem emoções ainda maiores nas próximas etapas do campeonato.

Enquanto a bola voava nos campos de beisebol, as atletas do softball universitário também entraram em ação. No mesmo final de semana, as meninas disputaram mais cinco partidas da fase classificatória da NDU (Novo Desporto Universitário) no campo 2 do Estádio Municipal Mie Nishi, no Bom Retiro, em São Paulo. A energia e a competitividade do softball universitário também marcaram presença neste fim de semana esportivo.

Foi um fim de semana de muito esporte universitário, mostrando a vitalidade do beisebol e do softball no Brasil. A iniciativa da CBBS em transmitir os jogos é um passo importante para o crescimento e reconhecimento dessas modalidades em nosso país. Fiquem ligados no “Taco não é Soft” para mais novidades sobre o Campeonato Brasileiro Universitário de Beisebol e o Softball Universitário!

A Força da Base em Campo: Campeonato Brasileiro de Beisebol Livre Agita o Anhanguera Nikkey Clube!

Enquanto o beisebol universitário ganhava seus primeiros holofotes com transmissões online, um campeonato ainda mais numeroso e fundamental para o futuro da modalidade sacudia o Anhanguera Nikkey Clube nos dias 24 e 25 de maio: o Campeonato Brasileiro de Beisebol Livre, na categoria Pré-Infantil. Com expressivos 26 jogos realizados, este torneio da base demonstrou a vitalidade e o potencial das futuras gerações do beisebol brasileiro, sendo, sem dúvida, um evento de grande importância para o cenário nacional.

As jovens promessas de diversas equipes entraram em campo, protagonizando emocionantes disputas. Vimos em ação times como Gecebs, Nippon Blue Jays, Indaiatuba, Cooper Clube (com seus times Blues e White), Anhanguera (também com equipes Blues e Reds), Marília, Nikkei Curitiba (Azul e Branco), Gigante, Osasco, Atibaia e Tozan. A intensidade dos jogos da categoria de base é um celeiro de talentos e paixão pelo esporte.

Ficou a expectativa para saber se algum pai ou equipe de video que tem o potencial de cobrir eventos como este, realizou alguma transmissão de algum jogo do Anhanguera, entretanto até o fechamento da materia não conseguimos nenhuma informação. Seria uma excelente oportunidade de mostrar ao público brasileiro a dedicação e o nível de nossos jovens atletas do beisebol.

O campeonato contou com fases classificatórias e emocionantes finais nas categorias Ouro, Prata e Bronze, além de jogos “INCENTIVO.”. Os resultados mostram a competitividade e o esforço de cada equipe em busca do melhor desempenho.

veja os resultados oficiais no site da Confederação

Este campeonato da categoria Pré-Infantil no Anhanguera Nikkey Clube reforça a importância de investir na base para o crescimento contínuo do beisebol e do softbol no Brasil. Que mais iniciativas como esta ganhem visibilidade e apoio! Fiquem ligados no “Taco não é Soft” para acompanhar o desenvolvimento do Softbol e também beisebol em todas as suas categorias, e não so nas que podem dar algum beneficio além do esporte em si.!

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Necessitamos treinar melhor nossos técnicos e treinadores de Beiseball e Softball. https://blog2.softball.com.br/2025/05/24/necessitamos-treinar-melhor-nossos-tecnicos-e-treinadores-de-beiseball-e-softball/ https://blog2.softball.com.br/2025/05/24/necessitamos-treinar-melhor-nossos-tecnicos-e-treinadores-de-beiseball-e-softball/#respond Sat, 24 May 2025 18:33:11 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3009 Este é o Texto do nosso incentivador, amigo, colaborador e ex jogador de Yakiu ( BASEBALL), o Sr. Edson Kodama. Em São Carlos, SP, o Taco não é Soft apoia um projeto para “ensinar” crianças alguns valores de cidadania através do Softball e Baseball. A empresa também ministrará cursos de aperfeiçoamento, de pedagogia e treinará professores de Educação Física a ensinar esportes de maneira lúdica e eficiente para cada faixa etária. o Projeto Softball para Todos está tomando consistência com ajuda do time dos Jacarés de São Carlos ( que cedeu o nome para os times das Crianças : Jacarezinhos, de Empresários da cidade de São Carlos, de alunos e Atléticas da UFSCar e da CAASO. Ele aborda uma reflexão que a CBSC ( Centro de Baseball e Softball Comunitário _ São Carlos ) também tem. Um texto embasados em estudos cientificos e na Experiência de Atleta e divulgador do Sensei Kodama-San.

Estudos recentes aqui nos EUA, demonstraram que 95% das crianças que jogam para um treinador com preparo em planejamento dos treinos, técnicas motivacionais e de comunicação retornarão na próxima temporada. Infelizmente, 26% das crianças que jogam para um treinador não preparado não retornam aos treinos.


Embora se reconheça que nas categorias menores nos EUA, os treinadores são voluntários, que tem cada um a sua profissão e o trabalho em período integral além de outras atividades, isso não pode ser uma desculpa para não capacitá-los e exigir educação em treinamento, e isso se aplica no caso do Brasil.

porque você jogou não significa que você pode treinar, pois jogar e ensinar a jogar, é provado e comprovado, são duas coisas completamente diferentes. ( O excepcional Babe Ruth foi um técnico abaixo da média)

Além disso, se você como técnico deseja que seus jogadores estejam abertos ao aprendizado, por que não adotar Você também o mesmo comportamento?

Solução: Capacitar todos os técnicos e a comissão técnica

Em várias ligas por aqui nos EUA, inclusive a Little League, requerem que TODOS aqueles que vão supervisionar e ensinar-treinar as crianças precisam ter diplomas e educação de nível superior. – e o Taco Acrescenta: pode ser qualquer diploma. o que se deseja é o raciocínio aberto e o nível de aprender a aprender que uma universidade proporciona. Não reserva de mercado para graduados em Educação Física.

A mentalidade por aqui é a de que devemos proporcionar aos nossos filhos, o melhor.

Devemos, portanto, no Brasil, buscar os congressos e os workshops que são realizados periodicamente, e na falta deles, organizar e propor tal reciclagem e treinamento às entidades que regem o esporte no nosso país. – O Taco informa que, como as entidades publicas responsáveis, muitas vezes não tem pessoas disponíveis ou capacitadas pode-se contar com outras entidades privadas formando parcerias.

Tenho visto que a MLB tem realizado vários eventos em várias cidades pelo Brasil afora. Devemos portanto, propor a inclusão de módulos na programação da MLB visando a capacitação dos técnicos brasileiros.

Outro ponto de apoio são os vários técnicos estrangeiros que estão em atividade no Brasil. Podemos acercar à eles e nos organizar.

Nessa hora não deve ter a divisão das equipes, nem criar “panelas” convidando apenas os técnicos dessa e da outra equipe.

É hora de pensar no futuro do beisebol e do softbol, de pensar no Brasil como um todo.

Certamente a MLB pode acatar tal pedido pois, com os técnicos mais bem preparados, mais material humano=jogadores de qualidade poderão ascender no futuro às ligas maiores do beisebol mundial.

Existem recursos educacionais e ferramentas disponíveis de graça no site da Universidade da Little League (tem que saber Inglês) – e a CBSC-SC também tem vasto material gratuito para consulta:

<https://www.littleleague.org/university/resources/coaches/>

A USA Baseball realiza clínicas visando o aprimoramento dos técnicos:

<https://usabdevelops.com/clinics>

Neste site de softbol, Você consegue montar planejamento de treino depois de responder algumas questões básicas:

[https://www.softballspot.com/…/fastpitch-softball…/…](https://www.softballspot.com/…/fastpitch-softball…/…)

Hoje em dia, existem inúmeros vídeos, inclusive de técnicos da MLB à disposição no YouTube e em outros canais. O material é farto para os técnicos de todos os níveis.

Se Você for “surfar” na internet, use palavras chaves tipo:

Que tal capacitar-se para oferecer aos jogadores a melhor experiência possível do que é jogar o beisebol e o softbol e as lições que aprendemos com o esporte e que podemos aplicar no transcorrer da vida de cada uma das crianças?

Aqueles que já jogaram o beisebol desde as categorias de base e são técnicos hoje, tenho certeza que Você se lembra muito bem, se é que foi o seu caso, quando aparecia no treino aquela pessoa com mais idade, sem pinta alguma de jogador de beisebol e se portando como técnico auxiliar e tentando ensinar para Você e a tua turma. A gente se lembra da agonia que era, ter que ouvir e “obedecer” aquele técnico que a gente, mesmo sendo pequeno, percebia que não entendia nada do negócio e o treino se transformava em tédio e em certos casos num gozação disfarçada ante o tal “pretenso treinador.É nesse momento que começa o processo da queda de interesse pelo treino e que acarreta eventualmente no abandono do esporte. Faça a mesma analogia com aquela professora ou professor cuja aula durava uma eternidade de tão difícil que era ficar assistindo a aula

Outro ponto, eu me lembro que na minha época do mirim (10-11 anos) praticamente TODOS os times tinham o mesmo menu de treino.

Reuníamos no campo, dávamos algumas voltas trotando pelo campo. Depois o catch-ball, o toss-batting (rebatidas leves), o free-batting (rebatidas prá valer), Knock (com o técnico rebatendo as bolas para executar jogadas de defesa, quando tinha um tempo, fazia uma simulação de jogo dividindo o time em duas equipes, mais alguma voltas pelo campo e tchau.TODAS as equipes faziam a mesma coisa e esse menu era praticamente o mesmo, mesmo quando eu subia de categorias.

Eram aqueles que iam lá fora participar de torneios que aprendiam algo e traziam para o time. Foi assim que começamos a fazer alongamento por exemplo. Foi o mesmo com o tal do enfiar o braço no balde de gelo, um choque pois eu sou da época em que o pitcher não podia deixar esfriar o braço de forma nenhuma. Me lembro que eu nem abria a janela do carro para não tomar vento no braço e evitava entrar numa piscina.

Seja um treino bem planejado ou “daquele jeito”, as horas de treino num final de semana irão passar da mesma maneira, mas o resultado final, todos sabemos que não será dos melhores.

Uma vez que vamos todos passar o final de semana no campo, que tal nos prepararmos para fazê-lo de maneira com que sejam horas proveitosas PARA TODOS e que TODOS saiam de lá com o sentimento de que realmente valeu a pena?

Basta se capacitar e aprender a planejar e preparar um treino de maneira produtiva. As crianças vão agradecer, e o beisebol do Brasil também.

.Obrigado Sensei Kodama: Sabias palavras. O taco não é soft complementa dizendo que nunca é o bastante apenas SABER. o importante é saber ensinar. Mesmo que você não saiba muito, se souber ensinar, quem está aprendendo saberá muito mais do que você!

nunca é o bastante apenas SABER. o importante é saber ensinar. Mesmo que você não saiba muito, se souber ensinar, quem está aprendendo saberá muito mais do que você!

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Resenha não oficial – Campeonato Brasileiro Sub-16 de Softbol: Quando o Coração Fala Mais Alto https://blog2.softball.com.br/2025/05/21/resenha-nao-oficial-campeonato-brasileiro-sub-16-de-softbol-quando-o-coracao-fala-mais-alto/ https://blog2.softball.com.br/2025/05/21/resenha-nao-oficial-campeonato-brasileiro-sub-16-de-softbol-quando-o-coracao-fala-mais-alto/#respond Wed, 21 May 2025 14:10:59 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=2993

No esporte, a lógica nem sempre vence. Quem esteve presente no Campeonato Brasileiro Sub-16 de Softbol, realizado neste último fim de semana, sentiu isso na pele. E no coração.

Logo no primeiro jogo, o favoritismo do Nikkey Marília foi abalado: derrota por 4 a 3 para o Nikkei Curitiba. Uma estreia amarga que deixou muitas meninas com os olhos marejados. Parecia que o campeonato tinha desandado antes mesmo de começar. Mas não para quem conhece a alma de um time que joga por amor ao esporte.

No jogo seguinte, Marília reagiu: 6 a 2 sobre o Cooper Clube. Resultado que ainda não dava a classificação garantida — mas reacendia a chama da esperança.

No domingo, o cenário era outro. Classificadas para a Chave Ouro, as meninas de Marília voltaram ao campo com foco e garra. Na semifinal, venceram Atibaia por 5 a 1. E, na grande final, enfrentaram as talentosas Nippon Blue Jays, que vinham de vitórias sobre Maringá e Central Glória. Com um jogo consistente, firme e maduro, Marília venceu por 7 a 3, garantindo o título brasileiro com uma virada emocional digna de filme.

A campanha das campeãs foi marcada por superação, trabalho coletivo, técnica e o apoio incondicional da retaguarda: mães, pais e dirigentes que, como sempre, foram a base silenciosa do sucesso.

Mas a história não termina aí.

Assim que a medalha foi pendurada no peito, Ester, Nicole e Carol Tamai , atletas de Curitiba, Marília,e embarcaram rumo aos Estados Unidos, onde se juntarão às demais brasileiras no time do Miami Ladies Canes. Um intercâmbio esportivo que está mudando vidas e abrindo portas, graças à incrível dedicação de Llana Calixto, a grande articuladora dessa ponte entre os diamantes do Brasil e os campos dos EUA.

Lana não leva só meninas ao exterior. Ela leva sonhos, disciplina e o orgulho de um país inteiro. O Taco só fica preocupado com a falta de reconhecimento por parte da imprensa e de órgãos oficiais pels qualidade de Softball que jogamos no Brasil. Mas, dependendo da gente isto vai mudar mesmo.

Enquanto isso, nos bastidores do torneio, os demais jogos mostraram o quanto o softbol nacional está crescendo:

  • Atibaia estreou com vitória sobre Central Glória (12×2) e sobre Indaiatuba (6×4). Foi à Chave Ouro, pela primeira vez em anos, nesta categoria, venceu novamente Central Glória (9×6), mas parou em Marília na semifinal. ( So perdeu para as Campeãs)
  • Nippon Blue Jays teve um sábado impecável, vencendo Maringá (8×7) e Gigante/Gecebs (11×0), além de passar por Central Glória (9×7) nas finais, antes de cair para Marília.
  • Nikkei Curitiba, mesmo fora da disputa da Chave Ouro, brilhou na Chave Prata, vencendo os dois jogos do domingo e levando o título da sua divisão.

A organização foi impecável. Como de costume, pais e mães assumiram os bastidores com maestria — cuidando de lanches, logística, transporte e motivação. Técnicos se desdobraram entre a responsabilidade tática e o cuidado humano. E, acima de tudo, valores como respeito, disciplina e tradição, herança dos clubes de origem japonesa, permearam cada detalhe do campeonato.

Foi mais que um torneio. Foi uma aula de vida. E um dos objetivos do OCC Channel foi concretizado. Pela primeira vez , o softball brasileiro teve o mesmo tratamento que o Baseball no Brasil em se tratando de Transmissão e divulgação. A organização colocou o Rafael Matsumoto, da Matsumidia TV para gerar as imagens com a maestria de sempre. Aqui vai um abraço aos amigos da MatsumidiaTV.

Com poucos recursos, muito planejamento, e corações enormes, mais um capítulo da história do softbol brasileiro foi escrito. E que história!

Agora é torcer pelas nossas meninas nos EUA — e seguir firmes aqui, fazendo do softbol um espelho para toda uma geração., divulgando e fazendo o que os responsáveis poderiam fazer livres de críticas construtivas.

Antes de terminar, não podemos também deixar de agradecer o excelente trabalho executado pelos árbitros da ASB e anotadores estatisticos. Desde 1992 treinando e preparando pais e atletas para atuarem com confiança , conhecimento, imparcialidade e qualidade necessárias para que os campeonatos oficiais sejam comparados as melhores ligas mundiais. E o softball brasileiro já chegou lá!


assista a íntegra da Final e alguns outros jogos no canal da CBBS TV no Youtube.

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