#softball.brasil.u15u18 – Taco não é Soft https://blog2.softball.com.br Este é o blog criado para divulgação do Softbol e do Beisebol do Brasil. Um jogo empolgante e com muita estratégia, velocidade, raciocínio rápido. Nosso intuíto é que este esporte Olimpico seja aprendido pelas nossas crianças e que estas consigam assimilar os valores legados dpela cultura Jaonesa que instaurou e continua se dedicando a manter este esporte vivo no Brasil. Compartilhe com amigos que ainda não conhecem e colaborem com a educação das crianças. Ajude a fazer um Brasil melhor. Thu, 10 Jul 2025 03:53:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 Nikkey Marília Sub‑13: Campeãs do LL Brasil e rumo a Porto Rico! https://blog2.softball.com.br/2025/07/10/nikkey-marilia-sub%e2%80%9113-campeas-do-brasil-e-rumo-a-porto-rico-%f0%9f%a5%8e/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/10/nikkey-marilia-sub%e2%80%9113-campeas-do-brasil-e-rumo-a-porto-rico-%f0%9f%a5%8e/#respond Thu, 10 Jul 2025 03:53:16 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3267

Sim…. ja a muito tempo tentamos ter uma “Little League” no Brasil.. Muitos problemas, muitos diferentes objetivos misturados com objetivos pessoais e talvez pouco foco na educação. Ja a 3 anos, alguns nobres interessados conseguiram apoio da Confederação e Conseguiram fazer seus campeonatos nacionais, para o Beisebol. e neste ano, conseguiram organizar o primeiro campeonato da Little League Softbol..O Seu time pode participar também. O que acham meninas ?..

É com imenso orgulho que o Taco não é Soft anuncia as brilhantes atletas da categoria sub‑13 do *Nikkey Marília Beisebol e Softbol, agora **Campeãs do Torneio Little League Brasil! Graças à campanha impecável em abril — foram *4 jogos e 4 vitórias (7×4 contra Cooper/Cotia, 13×0 contra o time B do próprio Nikkey Marília, 12×0 contra Central Glória‑PR e 7×2 contra Indaiatuba) — elas garantiram uma vaga para representar o Brasil *entre os dias 14 e 19 de julho, em *Guayama, Porto Rico, no torneio pan‑americano dessa organização mundial de base.

As meninas embarcam para Porto Rico nesta quinta-feira (9/7), e só após a chegada é que irão conhecer os adversários. Mas nem isso diminui o entusiasmo da delegação!

👏Destaques individuais:

  • *Danielle Ayumi K. Fugisaki: eleita *Melhor Jogadora e Melhor Arremessadora
  • *Olívia Lourenço Gimenez: reconhecida como *Atleta mais esforçada
  • *Valentine Primaz S. Santos: premiada como *Melhor Impulsionadora de Corridas e Rainha do Home Run
  • *Camila Rodrigues Golim: indicada como *Melhor Receptora

Fonte: Conexão Marília — parabéns, meninas! 🎉 Abração, Fernando!


📚 O que é a Little League Softball?

A *Little League Softball®, criada em 1974 nos EUA, é uma das maiores organizações de base esportiva do mundo. Hoje, conta com cerca de *300 mil atletas em mais de 24 mil equipes em mais de 25 países . Voltada para meninas de *4 a 16 anos, o programa ensina muito mais que fundamentos do jogo: *autoestima, espírito de equipe e valores como respeito, coragem e lealdade

A liga desenvolve torneios regionais que levam, entre outras etapas, ao Softball World Series — eventos internacionais com grande visibilidade, transmitidos até pela TV ESPN


🌟 A importância desse feito — e o que vem pela frente

O Nikkey Marília mostra que o softball já tem espaço de destaque no Brasil — mas ainda há muito a conquistar. A conquista nacional e a participação pan‑americana demonstram que nossos talentos podem brilhar com apoio e estrutura.

Em Porto Rico, as meninas terão a chance de:

  • Jogar em alto nível,
  • Criar laços de amizade com equipes estrangeiras,
  • Aprender experiências que só um torneio internacional oferece.

Para nós, do *Taco não é Soft, isso é mais que esporte — é *formação de cidadãs, que aprendem a lutar, colaborar, se emocionar e ganhar ou perder com humildade. ( percebemos no meio esportivo muita influencia de políticos e de orgulhosos e egocêntricos…. que servem de contra exemplos vivos a serem mostrados para as pequenas atletas e o Softbol mostra e ensina que atleta é exatamente o contrario: nunca desmerecer o companheiro de equipe, evitar deixar se influenciar por comentários maleficos e desmotivadores. Empatia com o colega e respeito com os adversarios ).

Vamos juntos torcer por elas! E você, que ama softball, acompanhe nossos posts: teremos conteúdo exclusivo direto de Porto Rico, curiosidades sobre a liga e entrevistas que vão inspirar ainda mais!


Taco não é Soft – conectando o soft‑bol no Brasil, um post de vitória por vez.



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Vitória, Superação e Classificação: Brasil garante vaga no Pan e segue vivo na luta pelo Mundial! https://blog2.softball.com.br/2025/07/04/vitoria-superacao-e-classificacao-brasil-garante-vaga-no-pan-e-segue-vivo-na-luta-pelo-mundial/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/04/vitoria-superacao-e-classificacao-brasil-garante-vaga-no-pan-e-segue-vivo-na-luta-pelo-mundial/#respond Fri, 04 Jul 2025 05:43:38 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3244 A Seleção Brasileira Adulta de Softbol protagonizou um daqueles capítulos que misturam suor, esperança e, por que não, um pouco de sorte – da boa! Lutando bravamente por uma vaga no Mundial de Softbol e pelos Jogos Pan-Americanos, o Brasil entrou em campo contra El Salvador com uma missão clara: vencer. E venceu com autoridade: 10 a 0, sem deixar dúvidas sobre o seu merecimento. Fizemos a lição de casa.Agora restava-no torcer por uma série de resultados.

Mas a classificação não dependia só de nós. Era preciso que a Colômbia, jogando em casa, perdesse dois jogos: um contra a Venezuela, e outro contra o México. Cenário improvável? Total. Mas o softbol, assim como a vida, adora surpreender. E surpreendeu bonito: Colômbia caiu primeiro para a Venezuela, num jogo apertado, e em seguida perdeu para o México. O grupo de WhatsApp do Taco não é Soft quase explodiu de emoção com cada out, cada corrida, cada lance acompanhado à distância, com coração colado na tela.

Com esse resultado, o Brasil garantiu o 6º lugar na classificação geral e, com ele, uma das vagas para os Jogos Pan-Americanos! Uma façanha tão surpreendente que até as jogadoras brasileiras, que acompanharam os jogos decisivos da Colômbia direto do hotel, custaram a acreditar.

Mas a jornada ainda não terminou. No último dia de competição, o Brasil enfrentará o adversário direto na luta por uma vaga no Mundial. É mais uma chance de mostrar que a qualidade do nosso softbol não é apenas promissora — é realidade em ascensão.

E o esporte não para! No embalo dessa conquista, a Seleção Sub-23 já embarca para o Canadá, onde disputará a Canada Cup a partir do dia 07/07. E, nos dias 12 e 13 de julho, os olhos se voltam para Indaiatuba-SP, onde as futuras estrelas do softbol brasileiro — as “pequenininhas” do Sub-11 — disputarão com garra a Taça Brasil de Softbol Sub-11, o que antes se chamava de categoria mirim.

O Taco não é Soft parabeniza todas as atletas, comissões técnicas, familiares e apoiadores dessa campanha memorável. Que venham osJogos Pan-Americanos! Que venha o Mundial! E que o nosso softbol siga firme, crescendo base por base, com talento, coragem e — por que não? — uma pitada de sorte brasileira.

Valeu, Brasil!
Um abraço,
Cesar
Taco não é Soft

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O Último Torneio Acrilex: O Fim de um Ciclo e o Início de uma Nova Lição https://blog2.softball.com.br/2025/07/03/o-ultimo-torneio-acrilex-o-fim-de-um-ciclo-e-o-inicio-de-uma-nova-licao/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/03/o-ultimo-torneio-acrilex-o-fim-de-um-ciclo-e-o-inicio-de-uma-nova-licao/#respond Thu, 03 Jul 2025 02:19:35 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3211 O Último “Acrilex”:

Acabou. O último Acrilex do Nico terminou neste domingo. E eu saí de lá com o coração meio apertado, meio grato — o tipo de sentimento que nos invade quando um capítulo bonito se encerra.

Não, não é que Nico vá deixar o beisebol. Longe disso. Mas ele está mudando de categoria, e o Acrilex… bem, ele não existe no Infantil. Foi o fim de um ciclo. E ele soube disso. Nós também.

O Acrilex é diferente. Acontece no friozinho de junho, quando as crianças já contam os dias para as férias, mas ainda têm energia de sobra para dar risada, sujar o uniforme e correr atrás da bola como se fosse o último out do mundo. É um campeonato grande — talvez o maior em número de participantes do Brasil —, competitivo, sim, mas com um clima mais leve do que os torneios da CBBS. Uma espécie de recreio de meio de ano.

E talvez por isso ele seja tão querido. Porque ali, entre os jogos e os tropeços, cabe tudo: erro, acerto, treino, brincadeira, amizade, frustração e aquela vontade genuína de jogar. Apenas jogar.

Este ano, Atibaia veio com uma abordagem diferente. O time misto, repleto de meninos do último ano da categoria, mas muitos do primeiro ano, que ainda estão compreendendo o jogo, buscando confiança e aprendendo a atuar com o corpo… e com a cabeça. Sabendo disso, o Sensei foi direto: a prioridade não era vencer o campeonato. Era conseguir jogar todos os jogos para que todos os atletas pudessem entrar (inclusive todos os pitcher em formação que temos, que são os 4 do segundo ano que foram e os 5 do primeiro ano)

No sábado, aconteceram os dois jogos classificatórios. Quem vencesse as duas partidas subiria para a chave diamante — a dos times mais fortes. Mas havia um risco: subir significava jogar no domingo contra as potências da competição. Se perdesse o primeiro jogo do domingo, o time jogaria apenas uma vez e acabou.

O Sensei não queria isso, queria jogar todos os jogos. E pensando assim, realmente fazia mais sentido que o time permanecesse na segunda chave — para que todas crianças tivessem a chance de entrar em campo duas vezes no domingo. Era uma decisão clara: não era pelo troféu. Era pela formação.

No sábado, ele escalou um pitcher por inning. Todos jogaram. Todos, sem exceção – 8 Innings jogados, 6 pitchers (e o terror das anotadoras de ter que trocar o time inteiro várias vezes no jogo). A defesa respondeu e provou que estavam bem treinados. Ganhamos o primeiro, mas perdemos o segundo por pouco e terminamos o dia na segunda chave do campeonato.

E então veio o domingo. Era preciso vencer o primeiro jogo — senão, fim de linha. O Sensei confiou no time titular. Colocou os meninos certos, no lugar certo e entrou com o Vini e o Nico de pitcher. E o time cumpriu seu papel e venceram. Essa vitória abriu a porta para o jogo seguinte. E, com ela, todos os atletas tiveram a chance de experimentar rebater e estar ali no montinho. Todos participaram. Todos viveram a experiência.

E o Nico? O Nico jogou bem, leve e solto. Mas o mais bonito não foi o que ele fez com a bola. Foi o que ele fez pelos outros. Ele ajudou os amigos que tinham menos experiência no montinho. Corrigiu o movimento. A pegada. A passada. O arremesso. Deu instrução no ouvido. Incentivo no olhar. Fez questão de dar espaço e, ao mesmo tempo, dar apoio. Inclusive, voltou para o banco no último jogo e ficou ali, do lado dos senseis ajudando com as instruções.

Ele não estava ali apenas para jogar. Estava ali para garantir que os amigos não passassem sozinhos pelo que ele já havia passado. A ansiedade. O medo. A dúvida. O frio na barriga de quem sobe no montinho e ouve o mundo inteiro em silêncio. De estar sozinho lá errando. Ele queria que os pitchers novos tivessem a confiança de jogar a bolinha, de errar e, até colocar jogadores em base com bola com a garantia que eles, a defesa do segundo ano, estaria lá para pegar aqueles corredores. Porque essa experiência só conhece quem vive o montinho e tem coragem de encará-lo.

Ele fez isso sem ninguém pedir. Fez porque quis. Fez porque entendeu. Fez porque cresceu.

Então sim, o Acrilex acabou. Sem taça no alto. Mas com o time inteiro em pé. Sem destaque individual. Mas com orgulho coletivo. Sem o brilho de uma final, mas com a certeza de que, às vezes, o maior título é o que a gente leva para dentro.

Foi o último Acrilex do Nico como jogador. Mas talvez tenha sido o mais bonito. Porque ele jogou como atleta. E viveu como time. Obrigada, Acrilex. Por ter sido o começo. E, agora, o fim — de um capítulo inteiro. Que venham os próximos. A história continua, ano que vem no Infantil.

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ACRILEX – a 40 anos apostando no beisebol infantil como ferramenta de educação https://blog2.softball.com.br/2025/06/30/3190/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/30/3190/#respond Mon, 30 Jun 2025 01:32:57 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3190

Resenha – XXXIX Torneio Acrilex de Beisebol Pré-Infantil

Muito além da competição: o coração bate mais forte nas bases do GECEBS

O fim de semana foi movimentado nas dependências do GECEBS, que mais uma vez abriu os portões — e os corações — para receber o XXXIX Torneio Acrilex de Beisebol Pré-Infantil. E como já virou tradição, o evento não foi apenas um campeonato, mas uma verdadeira celebração do esporte, da infância e do espírito coletivo que mantém o baseball e o softball vivos no Brasil.

Este ano, além da categoria pré-infantil, o torneio reuniu mais de 15 equipes de T-Ball e contou também com uma disputada competição de Softball Sub-11, provando que, cada vez mais, meninos e meninas estão encontrando no diamante um espaço para aprender, competir e sonhar.

Um jogo para a história: GECEBS x ANHANGUERA

O jogo mais emocionante do torneio foi, sem dúvidas, a semifinal da categoria Diamantes entre o GECEBS e o Anhanguera. Em casa e empurrados pela torcida, os pequenos do GECEBS lutaram bravamente, mas acabaram superados por um time do Anhanguera que saiu desgastado da partida. E esse cansaço fez diferença: na grande final, o Nikkei Curitiba aproveitou a oportunidade e sagrou-se campeão do torneio com um desempenho sólido.

Mas como sempre dizemos aqui: às vezes se ganha, às vezes se aprende — e o GECEBS saiu desse jogo maior do que entrou.

Voz de menina, pensamento de gigante: Larissa, 11 anos

Entre um jogo e outro, encontramos Larissa, do GECEBS Sub-11, e a entrevista com ela merece um lugar especial nesta resenha.

Com 11 anos, Larissa já sabe bem do que gosta: “Prefiro o softball ao futebol, à natação e até ao balé”, diz ela com firmeza. Mas em seguida completa, com brilho nos olhos:

“Na verdade, o que eu mais gosto é de beisebol. Tem mais gente, é mais movimentado…”

A fala da Larissa traz à tona uma questão importante: no Brasil, ainda não temos times de beisebol femininos e são poucos os de softball masculinos. Segundo ela, isso não deveria importar, porque as duas modalidades podem ser jogadas por qualquer um. Um recado direto e necessário, vindo de quem já entende o poder do esporte para quebrar barreiras.

O que deixou a equipe do taco mais emocionada foi ver que outros times que a tempo não tinham time de bases, “começaram ou recomeçar”. Adoramos ver o Eagles de Sorocaba, o time de Osasco, o “Tbolzinho” de São José dos Campos o time de Guararapes ( viu Roni?., um dia vamos trazer Rolândia também. E quem sabe os Jacarezinhos de São Carlos.?) e o grande time de Ibiúna.

Agradecimentos que vêm do coração

Nada disso teria acontecido sem o empenho de uma equipe que coloca muito mais que tempo em cada detalhe: coloca amor, tradição, propósito.e a ACRILEX, sempre ajudando e investindo no Esporte.

Nosso muito obrigado a Sergio Matumoto, Jorge Ono, Beto Higashi, Raul Higushi, Helbert, Higa, Massao e a todas as pessoas que participaram da organização do Torneio ACRILEX. A forma cortês, acolhedora e eficiente com que vocês recebem a todos é exemplo para o país inteiro…. ( Mas as tias da cozinha…ahhh o almoço… INESQUECÍVEL)

O Taco não é Soft esteve presente, como sempre, ao lado do OCC Channel e da Matsumidia TV ( na realidade o Raphael Matsumoto estava no evento universitário que acontecia no CT YAKULT), e saímos de lá com a certeza de que o futuro do beisebol e do softball está sendo muito bem lapidado, diamante por diamante.

Também conhecemos uma equipe de fotógrafos muito legais que tiraram.mais de10000 fotos. O Juan disse que qualquer um pode adquirir as fotos dos filhos ou Netos no site da FoTop. Acessa lá www.fotop.com.br

E conheci o Emerson , da DroneVisual1603 que tem um canal no YouTube com o mesmo nome . Ele inclusive vai ceder umas tomadas , na faixa, para o nosso Blog. Visite o canal dele.

Afinal não deveria haver “concorrência” se o objetivo é comum. O sol nasceu pra todos e o Baseball e Softball também. Juntos somos mais fortes.

Quem sabe não pode virar uma parceria pra gente ter um desconto para os leitores do blog?


Um abraço,
Cesar
Taco não é Soft – Onde a paixão pelo jogo encontra a palavra certa.


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Para as mães do banco, com carinho O que eu aprendi quando eu vi meu filho jogar um ano inteiro https://blog2.softball.com.br/2025/06/24/para-as-maes-do-banco-com-carinho-o-que-eu-aprendi-quando-eu-vi-meu-filho-jogar-um-ano-inteiro/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/24/para-as-maes-do-banco-com-carinho-o-que-eu-aprendi-quando-eu-vi-meu-filho-jogar-um-ano-inteiro/#respond Tue, 24 Jun 2025 19:35:32 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3174 Eu lembro direitinho do primeiro campeonato do Nico no beisebol, apenas duas semanas depois que ele entrou no time, em junho de 2022. Ele tinha 7 anos. Era um torneio Acrilex no Clube GECEBS em Arujá — o primeiro dele no T-ball, a categoria mais lúdica do beisebol (aquela em que as crianças aprendem mais a gostar da terra do que do jogo).

Nicola Cabral, na época #6 no T-bol do Sofbol, no seu primeiro jogo no Acrilex (2022) contra Tozan ( Time de Campinas )


Esse é o maior campeonato em número de participantes, com as categorias do T-ball e o Pré-Infantil e o Softbol jogando no mesmo lugar e ao mesmo tempo ( Em muitos campos criados no clube ). Naquela época, eu — totalmente leiga e maravilhada com o esporte — assistia aos meninos de 9 e 10 anos como quem vê um espetáculo do Cirque du Soleil: “Meu Deus, olha como eles jogam com arremessador, com catcher, sem precisar do T… rebatem, correm, matam meninos na base… ágeis como acrobatas…”

Na minha cabeça, aquilo era outro mundo. Um mundo impossível pro meu filho alcançar quando tivesse 9 anos. Eu realmente achava que não daria tempo, que era difícil demais, que aquilo era só pra alguns.

Mas o destino (e a falta de atletas de 2013/2014) tinha outros planos. O time de Atibaia do pré-infantil (9–10 anos) precisava completar o elenco e acabou puxando quatro meninos que completavam 8 anos em 2023: Nico, Yago, Bernardo e Vinícius. Os outros três já tinham mais experiência, já estavam há alguns anos no beisebol.

O Nico… ainda não.

Os técnicos diziam que ele tinha potencial, força e tamanho. Mas eu via que ele ainda não tinha o tempo de beisebol, o conhecimento de jogo, a maturidade necessária e nem o gosto pelo treino. Enquanto os amigos viraram titulares, Nico era banco. Entrava só de vez em quando — primeiro como Defensor Externo Direito e, depois, no segundo semestre, como Primeira Base. Jogava dez minutos aqui, um inning ali, ficava como último ou penúltimo rebatedor do line-up. Chegamos a viajar dez horas de ônibus pra ele jogar o finalzinho de um jogo já perdido

Nico, de Defensor Externo Direito, durante um campeonato em 2023 no Cooper Clube

E mesmo assim, eu o levava. Porque ele queria estar com o time. Queria brincar no alojamento, correr pelos corredores, jogar futebol depois da partida. E eu pensava: “Pelo menos ele não está na tela dos computadores, como a maioria das crianças de hoje. Ele tá vivendo algo do mundo real, pulando, correndo.”

Mas, confesso… doía. Eu reclamava com meu marido: “Não vou mais levá-lo. Ele quase não joga. Por que o técnico não avisa logo quem vai entrar? A gente nem vinha.”

Só que ele queria ir. E voltava quase sempre arrasado. Chorava no carro. Dizia que queria desistir, que era injusto. Que vinha treinando muito, quase nunca faltava e merecia estar no line-up.

E eu… também não entendia o quão difícil é esse jogo e que, mesmo com meses de treino, ele não evoluia a ponto de estar pronto para ser titular. E ele continuava no banco. É duro ver seu filho ali e não querer invadir o campo e pedir: “Dá uma chance, só pra ele mostrar que consegue.” Mas a gente esquece que o mesmo técnico que escala… é o que treina. Ele sabe quem está pronto e quem ainda não chegou lá.

E o banco… fez o trabalho dele. Foi ali que o Nico começou a observar. A escutar (às vezes). A segurar o choro (quase nunca). Mas, principalmente, foi ali que ele começou a entender que ninguém ia dar nada para ele de presente. Que, pra jogar, ele precisava merecer. E que, pra merecer… ele precisava treinar sério. E eu aprendi que ser reserva não é castigo. É processo. É degrau. Na época eu não via isso. Só via meu filho triste e achava que ele era injustiçado. Hoje, entendo que aquele banco ensinou mais do que qualquer prêmio.

Essa era a visão que a gente mais tinha do Nico, durante o primeiro ano do pré-infantil
A virada veio no ano seguinte, em 2024 — o primeiro ano de verdade do Nico na categoria que lhe era de direito. Em um dos campeonatos, Nico achava que tinha arrebentado — e tinha mesmo. Rebateu bem, defendeu bem. Mas o troféu destaque foi pra outros meninos. Ele saiu quieto. Não gritou. Chorou baixinho e sozinho.

O Sensei percebeu e o chamou pra conversar. E eu nunca soube o que foi dito. Mas, desde aquele dia, o Nico virou outro. Passou a chegar no treino focado. Parou de dar desculpas. Ficou mais centrado e sério. Começou a querer aprender. A ver jogos da MLB, observar o posicionamento dos jogadores profissionais. Estudou as posições e jogadas. E eu vi ele se apaixonar de verdade pelo esporte. O bichinho do beisebol realmente mordeu.

E ele foi seguindo assim: treinando muito. Observando muito.

Hoje, aos 10 anos, ele é um dos titulares do time e, quem o vê jogar, acha que ele brilha por um talento nato. Mas foi o banco que construiu isso. Foi o banco que ensinou que quem quer… espera. Treina. Persevera. O banco ensina a ter casca. A segurar o orgulho. A perder… e continuar.

Ainda assim, essa posição não é garantida. Atleta tem fases de ápice e de baixa. O line-up muda conforme a dança. Além disso, no fim deste ano, os nascidos em 2015 mudam de categoria e de treinador (o ciclo vira de dois em dois anos). E quando ele subir de novo… pode voltar pro banco. Vai ter que se provar de novo. Treinar com a bola nova, a arremessar e rebater com efeito, aprender as novas regras que não tem no prézinho e trabalhar mais. Vai ter que conquistar, outra vez, cada espaço e posição. Porque no beisebol — como na vida — ninguém tem lugar cativo.

Por isso, se eu puder falar com alguma mãe de um menino que está no banco: não deixa esse momento decidir se ele vai continuar ou não no esporte.

Pra quem acabou de chegar no esporte competitivo, vindo das bases lúdicas, o banco parece triste. Mas é lugar de formação. Ser titular não significa estar no topo. Significa estar pronto — e isso leva tempo de treino e maturidade de jogo.

Na maioria das vezes, os titulares são os meninos mais velhos da categoria, ou os que jogam há mais tempo e têm mais leitura de jogo. Não é sobre brilho rápido. Nem sobre talento escondido. É sobre trajetória. E o banco faz parte do caminho.

Segura esse tempo. Apoia. Incentiva. A vez do seu filho vai chegar. E quando ela chegar, você vai olhar pra trás e entender: O banco não é o fim. É só o começo.

Neste fim de semana, três anos depois daquele primeiro campeonato, o Nico volta para participar do seu último Torneio Acrilex. Agora como titular de Atibaia e jogando daquele jeito que achei que nunca jogaria. E com a mesma consciência de sempre: Nada é garantido. Tudo é conquistado. Bora lá?

Nico no Acrilex do ano passado, após o encerramento. Empolgados para esse ano?

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Especial para SOROCABA SP. https://blog2.softball.com.br/2025/06/24/especial-para-sorocaba-sp/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/24/especial-para-sorocaba-sp/#respond Tue, 24 Jun 2025 16:12:42 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3163

Sorocaba Rebate de Novo! O Softbol e o Beisebol Voltaram a Encantar Nossas Crianças

Se lá em Rolândia, PR o pessoal conseguiu… se lá em Belo Horizonte o pessoal.cinseguiu, em São Carlos ,SP também está saindo… por que não em Sorocaba?

O que parecia um sonho distante, está começando a virar realidade: o beisebol infantil de Sorocaba está de volta!
Depois de anos parado, o campo , não o campo antigo, mas o de futebol adaptado, voltou a ser ocupado por crianças apaixonadas pelo baseball e softball. Algumas delas são filhos e filhas de ex-jogadores de seleção brasileira, mas pelo que entendemos qualquer brasileirinho carregando no sangue o amor pelo taco, pela bola e pelo espírito do jogo coletivo pode parricipar.

Essa retomada não aconteceu do nada. É o efeito da divulgação que tantos apaixonados vêm fazendo em silêncio há anos — e que o Taco não é Soft transformou em barulho bom!
O nosso canal existe exatamente para isso: fazer o esporte aparecer onde ele foi esquecido, onde o futebol virou regra e as outras modalidades viraram exceção. Talvez a metodologia administrativa tenha que mudar um pouco para se adaptar a modernidade , mas estamos aqui para ajudar no que pudermos.

No Undokai de Sorocaba, promoveram uma ação especial com as crianças:
🏏 Um inflável de rebatida montado no local atraiu dezenas de pequenos curiosos.
Enquanto eles se divertiam, os idealizadores conversávam com os pais, explicando sobre o projeto, os valores e os benefícios de praticar beisebol e softbol desde cedo.
Fizeram até um questionário com os pequenos, para entender o perfil, os interesses e o que poderiam oferecer de melhor nessa nova fase.

Foi aí que o Paulo Ito comentou com o Taco. E como sempre, o Taco prontamente se prontificou a divulgar, apoiar e conectar. Porque aqui a gente acredita que todo time começa com um primeiro treino, uma primeira rebatida e um sonho coletivo.

O Projeto Softball para Todos, nascido em São Carlos, já ganhou apoio local, empresarial e institucional. Mas ele não nasceu para ser um projeto de cidade — nasceu para ser um projeto de país.
E Sorocaba está dentro. Com toda a força.

Se você mora na cidade, tem filhos, sobrinhos ou vizinhos curiosos, apresente o esporte.
Mostre que o Brasil é muito mais que futebol.
Mostre que um taco e uma bola também educam, socializam e transformam.

Onegaishimasu 🙇
(Da forma mais respeitosa possível: “Contamos com você!”)

Um abraço,
Cesar
Taco não é Soft 🇧🇷🥎⚾


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13 de junho , o Taco estará em.Maringá, comemorando o dia do Softball ! https://blog2.softball.com.br/2025/06/13/13-de-junho-o-taco-estara-em-maringa-comemorando-o-dia-do-softball/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/13/13-de-junho-o-taco-estara-em-maringa-comemorando-o-dia-do-softball/#respond Fri, 13 Jun 2025 03:38:31 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3102 Com muita alegria, o blog Taco não é Soft apresenta seu mais novo colunista: Edson Kodama! Atualmente morando em Nova York, Kodama está de passagem por São Paulo, participando do Campeonato Brasileiro de Beisebol Veteranos, promovido pela CBBS Veteranos, defendendo as cores do tradicional Cooperclub — antigo Cooper Cotia. Com uma trajetória marcada pela paixão pelo esporte, conhecimento profundo do beisebol e vivência internacional, Kodama chega para enriquecer ainda mais nosso espaço com histórias, análises e reflexões sobre o universo da bolinha e do taco. Seja muito bem-vindo, Kodama!

13 de junho é o Dia Mundial do Softbol, criado em 2005 para celebrar um esporte praticado por 30 milhões de pessoas em todo o mundo.O primeiro jogo de softbol que se tem registro foi jogado em Chicago, Estado de Illinois, EUA no Dia de Ação de Graças de 1887.

O nome “softbol” foi dado ao jogo em 1926 porque a bola costumava ser macia; No entanto, (quem já pegou uma bola, sabe), as bolas são duras. Um torneio realizado em 1933 na Feira Mundial de Chicago despertou o interesse pelo jogo.Está cientificamente comprovado que rebater no softbol é mais difícil que o beisebol. A velocidade dos arremessos, o tempo de reação dos rebatedores e defensores e a distância do campo indicam que o softbol é realmente mais difícil do que o beisebol.É por esta razão que se adotou a cor amarela para as bolas de softbol.

Como o pitchers plate das arremessadoras em um campo de softbol está mais próximo do home plate do que em um campo de beisebol – 43 pés no softbol em vez de 60 no beisebol – facilitaria um rebatedor visualizar a bola de cor amarela em comparação com uma bola branca.

O softbol foi introduzido nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996 como um esporte de medalha apenas para mulheres, com os Estados Unidos conquistando a medalha de ouro inaugural do esporte. Eles ganharam os dois títulos subsequentes e desfrutaram de uma seqüência de 22 vitórias consecutivas desde setembro de 2000, antes de serem derrotados pelo Japão na final em 2008.Parabéns à todos que estão direta e indiretamente envolvidos com o softbol.VAI BRASIL!!

Edson A. Kodama de São Paulo.

(A ilustração da postagrm foi a base do pôster da Seleção Brasileira U-15 que disputou a Copa do Mundo de Softbol 2023 em Tóquio.
É um trabalho voluntário de criação da também jogadora de softbol da Seleção Brasileira [@hitomi.nakae / Beatrice Hitomi Nakae ] a quem desejo pronta recuperação.
(https://www.instagram.com/hitomi.nakae/)

@cbbsbr @fpbsbrasil @fprbs @softbol_brasil

Exatamente neste final de semana , a CBBS agendou o Taça Brasil de Softball Feminino sub 19 em Maringá. A ASB foi convidada para ajudar na Arbitragem como tem sido desde 1992 e o OCC Channel estará presente juntamente com a Equipe do Taco não é Soft para cobrir a me aravilhosa festa em comemoração ao dia do Softball

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3ª Copa São Paulo de Softball Feminino Sub-11 – Emoção molhada em Marília https://blog2.softball.com.br/2025/06/08/3a-copa-sao-paulo-de-softball-feminino-sub-11-emocao-molhada-em-marilia/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/08/3a-copa-sao-paulo-de-softball-feminino-sub-11-emocao-molhada-em-marilia/#respond Sun, 08 Jun 2025 02:00:39 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3078

🌧☀ 3ª Copa São Paulo de Softball Feminino Sub-11 – Emoção molhada em Marília ☀🌧

Se organização de Softball de base tem nome no Brasil, esse nome é Nelson Yajima.
E se o evento é cheio de alegria, garra, improviso e muito amor pelo esporte, pode ter certeza que ele está envolvido.

Foi assim na 3ª Copa São Paulo de Softball Feminino Sub-11, que aconteceu em Marília-SP, com a organização da FPBS junto com os experientes dirigentes do Nikkey Marília e a marca registrada de quem realmente acredita no futuro do Softball.

No sábado, o tempo resolveu brincar com todo mundo: chuva, paralisações, troca de campos, uma confusão que em muitos lugares viraria caos… Mas ali virou diversão.
Saiu sol. Voltou a garoa. Os campos estavam molhados. As crianças? Rindo. Jogando. Correndo. Se sujando de terra e alegria.
Softball já é bom… com campo molhado, então, vira festa! Daquelas que mãe adora fotografar e guardar pra sempre.

Marília é uma referência no Softball e no Beisebol nacional. O Clube Nikkey Marília é celeiro de talentos, e o nome mais lembrado neste momento é o da Gabi Narazaki, que hoje veste com orgulho a camisa da Seleção Brasileira Adulta de Softball, como catcher.
Filha do Sérgio Narazaki, que defendeu por uma vida inteira esse mesmo clube, Gabi é símbolo de uma geração que cresceu brincando no campo… e nunca mais saiu dele.

E é por isso que a Copa São Paulo é tão importante. Porque é nessa idade — Sub-11! — que a semente do Softball é plantada.
Nelson Yajima sabe bem disso. Ele já organizava torneios infantis com um esforço descomunal. Todos , sim todos os jogadores de Softball lembram- se do “Torneio Tiemi Yajima” e dos troféus e medalhas que o Nelson e família conseguiam pra todo mundo. Sempre com um objetivo: despertar nas crianças a vontade de jogar.
Foi colaborador da CBBS, ocupou cargos importantes e, ao mesmo tempo, nunca abandonou seu papel na ASB — Árbitros de Softbol Brasil ,a entidade que desde 1992 ensina, treina e certifica árbitros da modalidade.

Aliás, falando em arbitragem, você sabia que um jogo de Softball pode ter até quatro árbitros em campo?
E muitos deles já passaram pelas mãos experientes de Yajima, de Kaneioshi (que, aliás, fez aniversário durante o campeonato!), do Melão — que já foi jogador, técnico e árbitro —, do Kodao, e de tantas outras figuras queridas e conhecidas do meio que mantêm o Softball vivo pelo amor que sentem.

Árbitro Kane, vistoriando , no seu aniversário, um campo molhado pra ver em quanto tempo recomeçar ia o jogo

Quem sabe, entre as meninas que correram, escorregaram e sorriram neste fim de semana, não esteja escondida uma nova Gabi Narazaki?
Quem sabe, mais uma atleta que vai levar no peito, no futuro, o nome da sua cidade, do seu clube, e do Brasil?

Quem sabe o pai de uma delas não descobre sua vocação em ajudar voluntariamente na arbitragem e não se dedica como o sensei Kaneioshi ou o Melão?

O Taco não é Soft não faz previsões.
Mas a gente divulga.
E principalmente: a gente parabeniza quem faz com que o esporte continue crescendo com alma, com memória e com propósito. Um dia chegaremos ao profissionalismo e deixaremos as diferenças políticas e pessoais de lado.

assista os jogos no canal do YouTube do Cooperclub


Um abraço,
Cesar

Taco não é Soft – Porque quem ama o Softball, joga com o coração.

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Criança que joga, cresce diferente https://blog2.softball.com.br/2025/06/06/crianca-que-joga-cresce-diferente/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/06/crianca-que-joga-cresce-diferente/#respond Fri, 06 Jun 2025 04:48:54 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3071

🥎 Criança que joga softball ou baseball, cresce mais diferente ainda🥎

Muita gente anda ouvindo falar do Projeto Jacarezinhos e acha que é o primeiro no Brasil a levar o beisebol para dentro da escola. Mas a verdade é que ele não é o único e nem foi o primeiro.

Lá em Belo Horizonte, o Projeto Alvorada já vem fazendo esse trabalho há tempos, mostrando que educação, inclusão e esporte caminham juntos.Em Nova Friburgo, tem o projeto Arremesso de Ouro. E agora, mais recentemente, um exemplo inspirador chegou da cidade de Bastos, interior de São Paulo.

A EMEF Professora Harue Matsumoto,Kasskawa, uma escola pública de ensino fundamental, fez questão de levar seus pequenos alunos para conhecerem e brincarem de beisebol. Um gesto simples, mas poderoso. Porque apresentar um esporte olímpico — pouco conhecido no Brasil — pode mudar o olhar da criança sobre si mesma, sobre o mundo e sobre o que ela é capaz de fazer.

O Taco não é Soft acompanhou tudo pelas lentes sensíveis da Tiemi Matsumura, que registrou as visitas das crianças com emoção e respeito. As imagens foram compartilhadas pelo perfil Bastos Beisebol no Instagram, que vem fazendo um trabalho incrível de divulgação.

A pergunta que fica é: e se essa escola resolvesse montar um time? Um grupo pra brincar nos fins de semana, junto com pais, amigos, alunos de outras escolas… Quem sabe, de repente, eles não descobrem que beisebol pode ser jogado por qualquer pessoa — desde que tenha vontade.

Porque é disso que se trata.

Não estamos falando só de esporte. Estamos falando de:

  • crianças mais saudáveis, com menos obesidade e mais disposição;
  • crianças mais sociáveis, que aprendem a respeitar regras, conviver com a vitória e a derrota, trabalhar em equipe;
  • crianças mais equilibradas emocionalmente, que trocam a ansiedade das telas por desafios reais, amigos de verdade e conquistas no campo.

Enquanto algumas passam horas sentadas em frente à TV ou nos videogames, outras descobrem que o corpo pode correr, lançar, bater, se expressar. Descobrem que o mundo vai muito além do Wi-Fi e que um taco de madeira pode ensinar tanto quanto uma lousa.

Por isso, deixo aqui um convite especial:
📣 Pais e mães, ajudem seus filhos a aprenderem a brincar de Softball.
Comecem pelo brincar. O resto — coordenação, disciplina, força e alegria — vem no pacote.

E se você é de São Carlos, essa é a sua deixa. Vamos fazer essa cidade entrar de vez no mapa dos esportes que educam pelo jogo e transformam pela diversão.


Um abraço,
Cesar

Taco não é Soft – Porque o esporte é sério, mas o sorriso é livre.

ainda não temos patrocinadores. Mas temos muita gente que admiramos e nos ajudam:

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FOMOS JOGAR SOFTBOL EM MONTEVIDÉU NO URUGUAI…. Em 1985 !! https://blog2.softball.com.br/2025/05/28/fomos-jogar-softbol-em-montevideu-no-uruguai-em-1985/ https://blog2.softball.com.br/2025/05/28/fomos-jogar-softbol-em-montevideu-no-uruguai-em-1985/#respond Wed, 28 May 2025 04:31:47 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3036 O ano era 1985 e “el poderoso equipo de softbol de Coopercotia desde Brasil ” como eles diziam, havia sido convidada para participar de um torneio em Montevidéu.
Nós fomos de ônibus. Nos reunimos no Largo da Batata em Pinheiros e de lá foram dois dias trancados no ônibus com essa turma que aparece aí na foto, mais alguns pais acompanhantes.
Mal cruzamos a ponte do Rio Ribeira de Iguape em Registro, o ânimo dentro do ônibus começou a aumentar.
Eu era o técnico do time e por dentro eu pensava, quem me dera se essas meninas tivessem essa energia toda para jogar … não ia ter adversário para fazer frente ao nosso time.
Quando o ônibus chegou em Santa Catarina, eu já tinha aprendido umas quantas músicas que as meninas cantavam no transcurso, até refrões como o “tik-tik-joy tik-joy bo-bóf” passam na minha cabeça ainda hoje, e me faz lembrar da minha época de técnico de softbol do Coopercotia.


Dois dias dentro do ônibus é uma canseira, e claro, passamos pelo Estado do Rio Grande do Sul em silêncio pois a turma estava cansada, eu imagino, mas bastou cruzar a divisa do Uruguai, as pilhas foram ativadas e foram mais 4 horas de “tik-tik-joy tik-joy bo-bóf” até a chegada em Montevidéu.
Chegando o dia do torneio, fomos assistir o primeiro jogo para sentir o clima e ver como os outros times jogavam. A pitcher da equipe do Uruguai nos chamou a atenção pois ela arremessava no estilo FAST. Portadora de um bom controle e de uma bola rápida, ela dominou as rebatedoras adversárias.
O Coopercotia estava na outra chave, ou seja, nós iríamos enfrentar essa arremessadora se chegássemos à final.
O detalhe importante aqui é que no softbol do Brasil na época, não tinha nenhuma arremessadora sequer no estilo FAST-rápido com a rotação completa do braço na hora de arremessar. Todas eram SLOW, como era a nossa pitcher Marcia MIssaki (Marcia Ishie) que usava apenas o pêndulo no jogo do braço cujos arremessos eram caracterizados pela parábola que a bola fazia no trajeto da mão da pitcher até chegar no catcher. (A outra pitcher Esther Koshino não estava lá conosco e ela também era uma pitcher no estilo SLOW usando o “pêndulo” do braço para arremessar.) A primeira FAST pitcher no Brasil surgiu no ano seguinte, a Miti, a pitcher de Junqueirópolis que arremessava bolas rápidas mas o estilo dela era também com o uso do pêndulo do braço.
Seria esta portanto, a primeira vez que o nosso time iria enfrentar uma pitcher FAST no estilo que vemos hoje e a gente NUNCA havia sequer visto e muito menos treinado antes.
Quis o destino que o Coopercotia chegasse à final e lá estava a pitcher dificultando as coisas para as rebatedoras do nosso time.
O ajuste no “timing” era crucial e apanhamos nos innings iniciais do jogo, mas o jogo estava equilibrado, digna de uma final.


(Isso sem contar o cheiro do churrasco que invadia o campo durante o jogo, pois os anfitriões estavam preparando o assado para a festa do encerramento do torneio e claro, o vento sempre soprava em direção ao campo.)
No transcorrer do jogo, Sueli Takahashi (Sueli Yokoya), a irmã Sayuri Takahashi (Clery Sayuri Takahashi Shinkai), a Mary Endo, a Ely Yazaki (Ely Yazaki Szyrma), Nancy Abe e a irmã Lucy Abe e a irmã da Luzia, a Sueli Nakao (Keiko Nakao), todas foram ajustando o swing mas não conseguimos uma sequência de hits que nos permitisse colocar pontos para avançar no placar.
E chegamos ao último inning do jogo.
O Coopercotia perdendo por um ponto na segunda metade do último inning da final contra o time da casa, o Uruguai.
Pedi tempo para colocar uma “pinch-hitter” num momento derradeiro do jogo.
A Luzia Yuriko Nakao era uma das caçulas do time, reserva na posição de catcher.
Com os jogos bem disputados, a Marcia Minomo (Márcia Godoy) que era a catcher titular acabou jogando em todos os jogos.
Como técnico, eu tinha o desejo de colocar todas as jogadoras para jogar. Afinal tínhamos ido até o Uruguai.
Junto conosco vieram as jogadoras menores da categoria inferior e elas foram ao Uruguai para nos dar apoio, torcer e aprender (além de ser as mais animadas e as que mais cantavam dentro do ônibus).
A Luzia era a única jogadora na categoria que não havia entrado para jogar em nenhum jogo, e estávamos na final, no último inning.
Me chamou a atenção que ela ficou “rodando o bátta” durante todos os jogos do torneio e não foi diferente na final. E em todo o momento, lá estava ela chamando e incentivando as companheiras da equipe.
Pedi tempo, e lá estava a Luzia ainda rodando o batta atrás do bench.
Chamei a Luzia e ela veio com o taco na mão, colocando o capacete.
Pedi calma, relax, respirar e acreditar nela, e ela com um olhar compenetrado me disse … “eu vou bater um hitto,” e eu respondi, “é isso aí, confiança … vamos ganhar esse jogo.”
E lá foi a pequena Luzia para o batter box.
No primeiro arremesso, ela rodou o taco e não pegou nada…. completamente fora do tempo.
No nosso bench estavam todas de pé, gritando o nome dela, algumas já com as mãos em prece.
Um hit, empataria o jogo.
Mais um arremesso e foi ball. No arremesso seguinte ela tirou uma casquinha da bola.
DOIS Strikes, DOIS Outs, ÚLTIMO inning, dois corredores nas bases e o Uruguai com um ponto na frente no placar.
“Pega curto Luzia … olho na bola….” e veio o arremesso seguinte.


Foi quando ela rebateu “seco” rumo ao center field e estando dois outs, as duas corredoras rodaram as bases sem olhar para trás e marcaram pontos.
Fim de jogo e o Coopercotia campeão.
Nessa foto com o troféu, por alguma razão não está a Sandra Endo que estava lá conosco e era a “Netchan”= “a irmã mais velha” de todas do time, a ponte de conexão entre a gente-técnicos e as meninas.
Na viagem de volta, silêncio total dentro do ônibus. O pessoal só acordava nas paradas no posto e para comprar algo na lanchonete.
Quando mal percebemos, estávamos já chegando em Pinheiros, de volta ao Largo da Batata onde os pais nos esperavam. Não tinha as facilidades de agora na época e passamos um bom tempo conversando com os pais, contando o que tinha acontecido. Fotos daquela viagem, eu encontrei esta. Certamente devem ter outras perdidas em algum lugar.
Como técnico aprendi que devemos dar a oportunidade para todos e apostar nos jogadores, nas jogadoras.
Temos que saber mensurar e reconhecer o esforço da cada jogador(a) e proporcionar a cada um(a), uma experiência em campo, expor em situações de jogo que eles/elas levarão para o resto de suas vidas. Essas experiências são mais válidas que os títulos em si.
Talvez se a Luzia não tivesse batido, teríamos perdido o jogo, mas todos nós iriamos crescer, aprendendo com a experiência. E o mais importante, eu não iria me arrepender da decisão pois proporcionar essa experiência era importante.


Mas ela bateu um hit e decidiu o jogo, justo a caçula do time e enfrentando o “desconhecido”, uma FAST pitcher.
“Eu te disse que eu ia bater!!!” ela veio me dizer, com os olhos em lágrimas em meio à euforia de termos vencido o torneio e todas se abraçando ainda em campo.
E lá no fundo, eu também “rezava” para que isso acontecesse.
Que bom que aconteceu, e o softbol ganhou uma jogadora para sempre.
A Luzia nunca mais largou o softbol, e ela tem uma filha que joga também.
Acredito que aquele momento marcou a carreira dela, e fico contente em dizer que presenciei outros momentos também e que marcaram a mim também como técnico e como pessoa.
Aos técnicos, principalmente dos pequenos, que possamos proporcionar a experiência para o maior número de jogadores(as). Proporcionar a experiência em primeiro lugar e a vitória certamente virá no seu devido tempo.
Que honra a minha, que privilégio foi, ter tido a oportunidade de ser o técnico daquele time.
Que todos estejam bem e com saúde.
Se cuidem todos e “tik-tik-joy tik-joy bo-bóf” para todos Vocês também 😄😄😄
Edson A. Kodama, de Nova Iorque.

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