#CBBS – Taco não é Soft https://blog2.softball.com.br Este é o blog criado para divulgação do Softbol e do Beisebol do Brasil. Um jogo empolgante e com muita estratégia, velocidade, raciocínio rápido. Nosso intuíto é que este esporte Olimpico seja aprendido pelas nossas crianças e que estas consigam assimilar os valores legados dpela cultura Jaonesa que instaurou e continua se dedicando a manter este esporte vivo no Brasil. Compartilhe com amigos que ainda não conhecem e colaborem com a educação das crianças. Ajude a fazer um Brasil melhor. Tue, 15 Jul 2025 14:40:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 E o fair play revela os gigantes de 10 anos que já entendem o que é ser grande numa “seletiva” https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/e-o-fair-play-revela-os-gigantes-de-10-anos-que-ja-entendem-o-que-e-ser-grande-numa-seletiva/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/e-o-fair-play-revela-os-gigantes-de-10-anos-que-ja-entendem-o-que-e-ser-grande-numa-seletiva/#respond Tue, 15 Jul 2025 14:40:54 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3313 Segunda-feira. O silêncio da manhã parecia mais profundo do que o habitual. Nico e Olivia dormiram até 9:30 — um recorde, revelando o corpo exausto depois de um final de semana exigente. É o primeiro dia das férias — da escola e, agora, também dos treinos de beisebol, que fizeram uma pausa depois de um fim de semana intenso: a seletiva para a seleção brasileira sub-10 pan-americana, que acontecerá na Venezuela.

Cerca de 80 meninos de 9–10 anos disputando 18 vagas. Todos nervosos (meninos e pais), sendo avaliados e querendo ter o orgulho de representar o Brasil. E, mesmo assim, algo raro aconteceu: vimos crianças torcendo umas pelas outras. Havia incentivo. Apoio. Aplauso. Torcida silenciosa. Dicas. Parecia que cada um sabia que, se não fosse ele, tudo bem que fosse o amigo.

Nico Cabral, #49 de Atibaia, e Jeremias Aires, #31 do Gecebs, aquecem durante a seletiva do fim de semana (Foto: Guilherme Gibim)

Foi nesse clima que vimos Jeremias tomando café no sábado de manhã, assim que entramos no refeitório do CT Yakult. Jogador brilhante do Gecebs, time de tradição, já cruzou com o Nico em muitos campeonatos desde que começaram no beisebol (eles são de 2015). Alto, esguio, com uma envergadura que salta aos olhos, tem um braço privilegiado e um domínio impressionante para alguém que ainda vai completar 10 anos. Caminha com leveza, mas impõe presença — mesmo em silêncio. E no montinho… É preciso. Firme. Seguro. Domina os arremessos com naturalidade, como se tivesse nascido dentro de um campo. Um talento silencioso — e inegável. É, sem exagero, um dos melhores pitchers da categoria hoje.

Mas a gente não esperava vê-lo naquela seletiva. O sotaque entrega: Jeremias (ou Jeremiah, como eu o chamo) nasceu na Venezuela e, pelas regras, só brasileiros podem participar de seleções pan-americanas nacionais. Descobrimos que o menino tem dupla cidadania — o avô é brasileiro — e, portanto, estava ali com legitimidade plena e muito merecimento. Quando o vimos ali sentado com os colegas, houve surpresa e sorrisos (e a quase certeza de que agora seriam 17 vagas para cerca de 79 meninos).

Sábado à noite, depois de todos os drills, jogos e avaliações, os meninos tiveram um tempo livre entre o jantar, o banho e o descanso para o próximo dia. Jeremias apareceu no alojamento de Atibaia para brincar. Uns 10 minutos depois, atrás dele, a mãe chegou, rindo e brincando:

— Vocês sequestraram meu filho pra jogar em Atibaia?

E bem que a gente queria — o menino é pura simpatia, humildade, sorrisos e técnica perfeita. Ficamos ali, observando todas as crianças juntas — de times diferentes, sotaques variados — conversando e brincando como se fossem uma só turma.

Foi então que a mãe do Jeremias começou a contar a história deles — uma história riquíssima de emoção, que encheu os olhos de lágrimas.

Quando vieram ao Brasil, Jeremias tinha uns cinco, seis anos. Filho de pai e mãe venezuelanos — a mãe, com o nome mais significativos que já ouvi: Roraima — Jeremias nunca mais voltou. Fez do Brasil a sua casa, do campo de beisebol o seu lugar de pertencimento. E do Gecebs, o time do coração.

Jere na rebatida, durante a seletiva destre fim de semana (Foto: Guilherme Gibim)

Roraima contou que estavam ali, sim, competindo por uma vaga — mas também carregavam um sonho maior: aquela seletiva era a primeira oportunidade de, talvez, Jeremias voltar à Venezuela após 4 anos. E mais: voltar defendendo a camisa do país que os acolheram.

O beisebol no Brasil tem mudado e uma parte significativa dessa transformação veio de fora. Uma das maiores influências nos últimos anos tem sido a dos venezuelanos — famílias que cruzaram fronteiras com filhos pequenos e sonhos grandes. Trazem técnica refinada, paixão, Reggaeton e generosidade. Uma entrega ao jogo que contagia.

Aqui em casa, esse movimento tem nome, rosto e ensinamento: Nico já foi treinado por três senseis venezuelanos (Jhonathan, Thony e Hector). Cada um, à sua maneira, ensinou e ensina bem mais do que técnica. Ensinam intensidade, exigência, amor pelo jogo, coragem — e também respeito. Porque ser grande, eles mostram, não é só saber jogar. É saber crescer junto com força, raça e determinação.

Nico e o sensei de pitcher venezuelano Thony Zorilla

E, claro, não dá pra falar de beisebol no Brasil sem reverenciar a base que nos sustentou por décadas: a comunidade japonesa — que temos no sangue. Foram os nipo-brasileiros que fincaram as estacas, construíram campos em terrenos improváveis, ensinaram as primeiras gerações a respeitar o esporte. Os que jogavam descalços com a mesma seriedade de quem disputa final de campeonato.

Agora, o que vemos é um campo plural. O menino de sobrenome japonês (Kawazoe) dividindo posição com o menino de sotaque espanhol (Aires). O beisebol brasileiro se tornando, cada vez mais, um espelho do país que somos: diverso, miscigenado, resiliente.

Jeremias é um retrato dessa imigração. A mãe disse que além do desejo de entrar para a seleção brasileira, o menino quer muito — muito mesmo — pisar novamente na terra que eles chamam de “país-mãe”. Ela relatou o quanto essa vontade se transformou em esforço e treino, tanto que tinha machucado a canela. Mas, ainda assim, não tinha desistido de seguir.

Chamei o Nico e contei um pouco dessa história, cheia de emoção. Ele imediatamente procurou Jeremias, deu um tapa nas costas e falou, com um sorriso imenso:

— Jeremias, você tem que passar nessa seletiva.
— Você também, amigo — ele respondeu.

E ali, naquela conversa de dois segundos, coube tudo o que acredito que o esporte pode ensinar. Numa seletiva em que a ansiedade poderia virar competição cega, o que se viu foi reconhecimento. Uma criança torcendo sinceramente por outra, mesmo sabendo que poderiam disputar a mesma vaga. Essa é a verdadeira vitória.

Os resultados da seletiva devem sair na próxima semana. A ansiedade é grande. Nico sabe o quanto se dedicou — treinou duro, se entregou, enfrentou o nervosismo e mostrou, mais uma vez, que ama esse jogo com o corpo inteiro. Tenho certeza de que, independente do resultado, ele está orgulhoso de si por ter dado o máximo que podia. Nós também.

Mas o que mais me toca, no fim de tudo, não é a vaga. É essa capacidade que ele — e tantas outras crianças — demonstraram de enxergar o outro, de aplaudir o esforço genuíno, de torcer mesmo quando estão competindo. Porque é isso que fica e o resto, é a história que eles mesmo estão escrevendo.

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Pinheiros de Curitiba representa o Brasil com garra na Little League Baseball, no Equador https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/pinheiros-de-curitiba-representa-o-brasil-com-garra-na-little-league-baseball-no-equador/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/pinheiros-de-curitiba-representa-o-brasil-com-garra-na-little-league-baseball-no-equador/#respond Tue, 15 Jul 2025 04:44:11 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3298 O beisebol brasileiro está dando show no cenário internacional, e quem está carregando a bandeira do país com orgulho é o *Clube Pinheiros de Curitiba. Campeão do Campeonato Brasileiro de Beisebol Infantil – 2025 – Taça Little League , o time embarcou rumo ao Equador para disputar a fase pan-americana da competição — e já começou com o pé direito.

Na estreia, os meninos do Pinheiros *venceram o Chile por 6 a 5, numa partida emocionante, decidida nos detalhes. Como nos contou uma das mães sofredoras e torcedoras ( Paulinha, ), o time chileno contava com uma forte base de jovens atletas *venezuelanos, que se espalharam pelo continente após deixarem o país natal — mas levaram com eles a paixão viva pelo beisebol, como tem acontecido aqui no Brasil..

No segundo jogo, mais um resultado positivo: *1 a 0 contra a campeã Guatemala, numa partida equilibradíssima, digna de fase final. Com duas vitórias suadas, o time brasileiro agora *descansa nesta quarta-feira e se prepara para encarar o próximo desafio: o time do Equador 2, que é sempre uma potência nas categorias de base, e este ano esta participando com 2 times.

A partida será novamente transmitida ao vivo pelo YouTube, e nós, do Taco Não é Soft, estaremos de olho, vibrando por cada jogada, por cada rebatida, por cada conquista desses jovens guerreiros.

Parabéns ao Clube Pinheiros de Curitiba por mostrar, com talento e disciplina, que o Brasil tem beisebol de qualidade — e que, com investimento e visibilidade, podemos ir ainda mais longe. Boa sorte, meninos! Estamos com vocês!

Um abraço,
Cesar

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Taça Brasil Sub-11 – Um domingo de raça, talento e superação em Indaiatuba, SP https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/taca-brasil-sub-11-um-domingo-de-raca-talento-e-superacao-em-indaiatuba-sp/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/taca-brasil-sub-11-um-domingo-de-raca-talento-e-superacao-em-indaiatuba-sp/#respond Tue, 15 Jul 2025 03:45:13 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3291

A cidade de Indaiatuba foi palco, no último dia 13 de julho de 2025, de um espetáculo esportivo digno de aplausos. A Taça Brasil de Softbol Feminino Sub-11 reuniu meninas de todo o país num torneio que mostrou mais uma vez que o softbol está muito vivo — e que o futuro do esporte é feminino, vibrante e corajoso.

Com jogos realizados no Campo de Softbol do CE Rei Pelé e na ACENBI, o campeonato foi recheado de emoções, reviravoltas, jogos apertados e alguns placares elásticos — uma amostra da diversidade técnica e da paixão que esses times carregam no peito.

https://www.facebook.com/reel/1120038476845044 ( este é o link RESTRITO aos amigos da Paulinha . Voce só pode vê-lo se estiver como Amigo da Paula no Facebook )


🎯 Destaques e Resultados

⚾ Cooper Clube 6 x 1 Central Glória (J10)

Logo às 8h, o Cooper Clube mostrou força e organização para superar o bom time do Central Glória. Com 6 corridas e apenas 1 erro defensivo, as meninas do Cooper dominaram a partida e seguiram firmes na competição.

⚾ Indaiatuba 5 x 5 Nikkey Marília (J11)

No mesmo horário, um empate eletrizante entre Indaiatuba e Nikkey Marília. Destaque para a recuperação da equipe da casa, que mesmo com desvantagem no número de rebatidas, mostrou coragem para buscar o resultado. O placar: 5 a 5, com direito a 8 rebatidas para Indaiatuba! Neste jogo, tivemos a necessidade de “Penalidades”…o que desempataria o jogo. é colocada uma corredora na segunda base e joga-se mais innings, até que saia a equipe vencedora. Indaiatuba conseguiu superar o forte time de Marília.

⚾ Nikkei Curitiba 5 x 2 Nippon Blue Jays (J14)

O Nikkei Curitiba mostrou a que veio: defesa impecável, ataque eficiente e um jogo consistente. As meninas do NBJ até tentaram reagir, mas esbarraram na precisão curitibana.

⚾ NBJ 4 x 3 Gigante/Gecebs (J15)

Um jogo pegado e tenso! Mesmo com 4 erros, o NBJ conseguiu uma vitória apertada sobre o Gigante/Gecebs, que mostrou garra até o último inning. Detalhe: o GIG teve menos rebatidas e mesmo assim pressionou até o fim. Foi na emoção!

⚾ Central Glória 6 x 1 Nikkey Marília (J13)

Na reedição de um duelo interno da chave C, o Central Glória reagiu com força e não deu chances para o Nikkey Marília. Com 7 rebatidas e muita solidez ofensiva, garantiram uma vitória merecida.

⚾ Atibaia 15 x 2 Maringá (J17)

Uma avalanche ofensiva! O time de Atibaia foi implacável: 14 rebatidas, nenhuma falha defensiva e domínio total da partida. Placar expressivo de 15 a 2, que mostrou o potencial desse grupo.

⚾ Nikkei Curitiba 10 x 0 Gigante/Gecebs (J16)

Com mais uma atuação impecável, o Nikkei Curitiba consolidou sua força. Foram 9 rebatidas, zero erros, e uma vitória por shutout sobre o esforçado time Gigante/Gecebs.

⚾ Cooper Clube 5 x 4 Indaiatuba (J12)

Encerrando os confrontos, mais um jogo emocionante. O Cooper Clube, com uma atuação equilibrada, venceu Indaiatuba por 5 a 4, num dos jogos mais bonitos da rodada. Destaque para o equilíbrio defensivo e a frieza no bastão.


🥎 Um torneio com espírito de comunidade

Mais do que vitórias ou derrotas, o que se viu nos campos de Indaiatuba foi um verdadeiro festival de amizade, aprendizado e superação. A filosofia dos clubes, onde o esporte é conduzido por famílias, voluntários e treinadores apaixonados, ficou clara a cada grito do banco, a cada marmita compartilhada no intervalo, a cada incentivo vindo da grade.

As meninas deram show. Mostraram que estão prontas para ocupar espaço. E mais que isso: provaram que o softbol tem alma, cultura e um futuro promissor no Brasil.


🎤 E o Taco Não é Soft estava lá para contar tudo isso.
Junto com o @occ_channel, @Otavio Fernando e @cooper Softbol, registramos as jogadas, os bastidores, os sorrisos e os choros. Porque Softbol também é memória, é construção coletiva, é educação.


Que venham os próximos jogos. As próximas gerações já estão prontas.

Um abraço,
Cesar
Taco Não é Soft


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Quando a bola era de todos https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/quando-a-bola-era-de-todos/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/quando-a-bola-era-de-todos/#respond Tue, 15 Jul 2025 00:44:57 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3301

Houve um tempo, não tão distante, em que o esporte brasileiro ousava sonhar além das quatro linhas limitadas de um campo de futebol

Foi *Luciano do Valle, visionário da TV e apaixonado por esporte, quem “importou” para o Brasil a ideia de que o país podia ser mais do que futebol. *Vôlei, basquete, boxe, automobilismo, softbol, beisebol, atletismo… todos tiveram, por um tempo, voz e vez na tela, porque ele acreditava que todo esporte merece palco. E que os brasileiros eram capazes de se apaixonar por qualquer jogo — *desde que pudessem conhecê-lo.
*
Antes dele, nos longínquos anos 1940, Boris Casoy — sim, aquele mesmo do “Isso é uma vergonha!” — narrava jogos de beisebol pelo rádio. O Brasil ainda respirava liberdade esportiva, e o povo tinha o direito de gostar do que quisesse.

Mas isso mudou.

Com a ditadura veio o decreto não escrito de que o único “desporto brasileiro” seria o futebol. E, junto com ele, a centralização, o marketing forçado, o controle do gosto popular. Não foi à toa que o futebol, tão genuíno nas origens, *se tornou vitrine para a política, palco para a corrupção e abrigo para interesses escusos.

Hoje, olhamos em volta e vemos um esporte sequestrado. Uma paixão nacional transformada em máquina de lucro, onde a bola só rola quando os donos do sistema permitem — e para poucos. O resto? Que se contente com os restos.

Quantos maus-caráteres se disfarçam de “donos da bola”? Quantos vestem a camisa do esporte apenas para manter seus pequenos feudos de poder e vaidade? E quantos talentos, ideias e projetos são ignorados só porque vêm de fora do “sistema” oficial?

Não basta amar o esporte. É preciso resistir por ele.
É sobre isso que falamos a seguir.

Silenciar para controlar: a chantagem emocional e o autoritarismo chegaram esporte brasileiro?

No Brasil de hoje, aprendemos cedo a não contrariar. A abaixar a cabeça. A concordar mesmo quando algo nos fere. Aprendemos, infelizmente, que questionar significa ser colocado de lado. Cancelado. Silenciado. Se não pertencer a matilha, então, seraz fadado ao “esquecimento”.

É isso que eu acho que estou vivendo, infelizmente. é um reflexo muito real e doloroso do que chamamos de sociodinâmicas autoritárias

Não é sobre mim, especificamente. É sobre um sistema onde, para manter o poder, alguns preferem calar vozes do que encarar críticas construtivas. Onde chantagens emocionais — do tipo “se você falar com ele, está contra nós” — viram método de gestão. Um colega meu, recentemente, levou uma advertência por simplesmente falar comigo. Não por tomar partido, não por me defender — apenas por conversar. Isso, além de infantil, é doentio e reflexo da sociedade sócio politica que somos forçados a viver.

E aqui vai um recado: o esporte não pode se transformar em um espelho político do nosso país. Um lugar onde você precisa “escolher lados”, menos o seu. Onde não há espaço para imparcialidade, para a liberdade de pensar e de construir. Cada atleta, técnico, árbitro ou voluntário que abaixa a cabeça para esse tipo de imposição está reforçando uma lógica autoritária, feudal, egoísta.

E o mais triste: até instituições que deveriam ser livres — como as associações de bairro, clubes particulares, Atleticas Universitárias, escolas secundaristas — se sentem forçadas a entrar nesse jogo, pois precisam do apoio de quem controla os recursos e os torneios. Trocam o coletivo pelo controle, o mérito pela conveniência, as suas bolas pelo taco maior. O medo nos faz fazer coisas impensáveis. Assedio moral também.

Sim, o Softbol é um capricho meu. Uma paixão genuína. Mas não aceito ver esse amor virar moeda de troca política ou palco de tiranias disfarçadas de gestão esportiva. Eu sou gestor, professor, empresário , empreendedor e YouTuber..

Criticar não é destruir. É propor. Quem não aceita crítica, não aceita crescer. E quem controla amizades, silencia vozes e impõe o medo como ferramenta de liderança, na verdade lidera apenas um curral, não um projeto.( Mesmo que , sob sua tutela deixa alguns projetos saírem do papel, só pra ver no que vai dar )

Se você também sente que estamos vivendo sob um império de chantagens e medos, junte-se a nós. Vamos ser mais leves, mais propositivos e menos impositivos
A liberdade de opinião é o primeiro passo para que o Softbol, o esporte e o país avancem. Diferencie uma pessoa , de suas ideias. e jamais, jamais as proíba de fazer o que quer que seja.


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A BASE VEM FORTE! Sub11, Sub-13, Sub16… https://blog2.softball.com.br/2025/07/14/a-base-vem-forte-sub11-sub-13-sub16/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/14/a-base-vem-forte-sub11-sub-13-sub16/#respond Mon, 14 Jul 2025 06:07:23 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3278 Sub-11, Sub-13 e Seleção Sub-19 mostram a força do softbol brasileiro

A Taça Brasil Sub-11 de Softbol realizada em Indaiatuba-SP neste último fim de semana foi muito mais do que um torneio. Foi uma verdadeira aula de técnica, paixão e determinação das nossas pequenas atletas, que provaram, com coragem e competência, que o futuro do softbol no Brasil já está sendo escrito agora — e com letras maiúsculas.

Mais uma vez, a ASB – Associação de Softbol do Brasil marcou presença com excelência ao fornecer os árbitros para a Taça Brasil Sub-11. Tivemos a alegria de encontrar, de surpresa, o próprio presidente da entidade, o Sr. Carlos Oba, que fez questão de prestigiar de perto o talento das nossas pequenas atletas. O Taco Não é Soft agradece a gentileza e o carinho com que fomos recebidos para uma rápida entrevista — é sempre bom ver quem lidera também colocar os pés no campo.

Também fica aqui nosso reconhecimento à comissão organizadora da categoria, que, com muito esforço e planejamento, viabilizou o torneio em dois locais diferentes. Os jogos aconteceram simultaneamente em dois dos três campos da tradicional ACENBI, na rua Chile, e no novíssimo campo do Centro Esportivo Rei Pelé, um presente da prefeitura para a comunidade da Morada do Sol. Este talvez seja o primeiro campo público de softbol do interior paulista — um feito simbólico e necessário, num cenário onde praticamente todos os campos conhecidos ainda pertencem a associações privadas.

Nossa equipe do Taco Não é Soft esteve presente e teve o privilégio de assistir a jogos absolutamente equilibrados, com jogadas dignas das melhores categorias do esporte. As semifinais entre Cooper Clube x Central Glória e Marília x Indaiatuba foram simplesmente emocionantes. A segunda, em especial, foi daquelas partidas em que ninguém fica sentado na arquibancada: alternâncias no placar, arremessos seguros, double plays espetaculares — com bolas cruzando o diamante em altíssima velocidade — e uma energia contagiante vinda das atletas, técnicos e torcedores.

Esses confrontos definiram a final entre Indaiatuba e Cooper Clube, duas das equipes mais bem preparadas do campeonato, na visão do taco. O Cooper conquistou o título com uma vitória apertada por 5 a 4, em um jogo digno de decisão nacional. Sim, estamos falando de meninas com 9, 10 e 11 anos de idade — e sim, elas estão arremessando, rebatendo e jogando com um nível técnico que faz calar as vozes que um dia duvidaram da viabilidade de uma categoria Sub-11 oficial.

Não por acaso, ouvimos da própria Diretora de Softbol da CBBS– Cristiane Goto , entre um jogo e outro, sua alegria em constatar que a base vem forte, consolidando a pirâmide de formação do nosso softbol com qualidade. A vitória recente da Seleção Brasileira no PAN e a classificação histórica para os Jogos Pan-Americanos de 2027 em Lima, no Peru, ficam ainda mais nobres quando percebemos que há meninas preparadas para manter essas conquistas no futuro.

Algumas atletas foram premiadas com destaques:a Lista de premiação pode ser consultada no site da CBBS, ou se quiser, pode ler o artigo no Facebook do Cesar Calderaro.

Além do nível técnico impressionante, vale destacar a hospitalidade impecável da ACENBI, especialmente por meio do trabalho do Diretor Leo Morita, que organizou tudo com carinho e precisão. Um agradecimento especial às mães da categoria Sub-11, que ofereceram um almoço e jantar de tirar o chapéu. Quem esteve lá sabe que o softbol é muito mais do que um jogo — é comunidade, união, família. Agradecimentos especiais para o Kadu e o Marcelo Shida que sustentaram nosso repórter com um pastel de carne excelente.

Quem quiser reviver essas emoções pode procurar as transmissões no canal do OCC Channel, no YouTube do Cooper Softbol, ou ainda no Facebook do Otávio Fernando. Vale cada segundo.

O BRASIL SUB-13 TAMBÉM DEU SHOW… EM PORTO RICO!

Enquanto isso, do outro lado do continente, as meninas do Nikkey Marília da categoria Sub-13 representaram o Brasil com garra e talento no torneio da Little League Softball Panamericana, realizado em Guayama, Porto Rico.

A campanha dessas meninas começou meses atrás, com quatro vitórias incontestáveis na etapa nacional: Cooper/Cotia (7 a 4), Nikkey Marília B (13 a 0), Central Glória-PR (12 a 0) e Indaiatuba (7 a 2). Destaques individuais também merecem menção:

  • Danielle Ayumi K. Fugisaki: melhor jogadora e arremessadora
  • Olívia Lourenço Gimenez: atleta mais esforçada
  • Valentine Primaz S. Santos: melhor empurradora de carreiras e rainha do home run
  • Camila Rodrigues Golim: melhor receptora

Com essa base sólida e inspiradora, o Brasil tem, sim, tudo para continuar crescendo internacionalmente.

E PARA FECHAR: A CANADA CUP

A Seleção Brasileira Sub-19 retornou da Canada Cup, um dos mais prestigiados torneios do softbol mundial, trazendo na bagagem muitos aprendizados. Embora os resultados em campo não tenham sido vitórias numéricas, a vivência técnica, o enfrentamento contra escolas tradicionais e o contato com um nível altíssimo de jogo serão, sem dúvida, pilares de crescimento para essas meninas.

O que se viu no Canadá foi entrega, raça e a certeza de que estamos no caminho certo. Os desafios foram grandes, mas o aprendizado foi maior. E tudo foi documentada pela recém descoberta narradora e comentarista Monica Handa, no canal dela no Facebook.


Em resumo: o Softbol brasileiro está vivo, pulsante e com raízes bem fincadas na nova geração. O que vimos nas meninas do Sub-11, o que conquistamos com o Sub-13 e o que aprendemos com o Sub-15 e Sub-19 é um testemunho claro de que, com organização, carinho e apoio — o futuro é nosso.

Avante, guerreiras do diamante!

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HOJE tem Brasil na Canada Cup Sub-19! https://blog2.softball.com.br/2025/07/08/hoje-tem-brasil-na-canada-cup-sub-19/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/08/hoje-tem-brasil-na-canada-cup-sub-19/#respond Tue, 08 Jul 2025 00:14:35 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3262

HOJE tem Brasil na Canada Cup Sub-19!

Atenção, amantes do softbol: nossa Seleção Brasileira Feminina Sub-19 estreia HOJE na Canada Cup 2025! O torneio vai de 7 a 13 de julho, na cidade de Surrey, British Columbia, no Canadá, e coloca nossas meninas frente a frente com a elite do softbol juvenil mundial.

A Canada Cup – categoria Sub-19 (Futures Gold Division) é uma das competições mais disputadas do planeta, reunindo seleções nacionais de base, times dos EUA nas categorias 18U Gold e 18U A, clubes internacionais de alto rendimento e os melhores times U19 do Canadá.

É jogo grande. É oportunidade gigante. E o Brasil tá dentro!

Participar dessa competição representa um salto na formação das nossas atletas: elas terão contato com escolas táticas diferentes, enfrentarão adversárias com anos de rodagem em campeonatos internacionais, e vão mostrar ao mundo o quanto o softbol brasileiro está crescendo.

A equipe foi convocada pela CBBS e passou por treinamento intensivo em Curitiba, no tradicional campo do Nikkei, com direito a muito suor, disciplina e, claro, espírito de equipe.

Atletas convocadas: ( visitar site oficial da CBBS )

Amanda Sayuri Handa
Ana Clara Rodrigues Ribeiro
Ana Julia dos Santos Noris
Ana Luiza Nascimento Amorim
Ana Luiza Saito Kanemaru
Beatriz Rie Miyoshi Nakamura
Bruna Yukari Notoya
Carolina Miki Hayashi
Emanueli dos Santos da Silva
Emily Falceti
Gisele Sayuri Sato Coelho
Helen Bianca Rodrigues Domingues
Juliana Akemi Alonso Higashi
Maria Julia Yatsu Gonçalves Pedroso
Mariana Sayuri Kotaka
Maya Mune
Sarah Alves
Vitoria Lima de Castro

👥 Comissão Técnica:

Técnico: Lucas Yudi Takaki Auxiliar Técnico: Vitor Kendi Nakamura Chefe da Delegação: Vivian Tiemi Tsuneto Mune

A jornada começa hoje, com muita garra, foco e coração. Vamos acompanhar cada jogo, torcer por cada corrida, vibrar por cada defesa.
Porque quando a camisa é verde e amarela, a alma joga junto!

O OCC Channel divulgará o link oficial da Transmissão
https://app.hometeamlive.com/#/home/bf382e9a-a85e-421d-be69-1bd0997ce8d4?eventId=115

Vai, Brasil! 💚💛
#CanadaCup2025 #SoftbolBR #Sub19 #FuturasGigantes #TacoNãoÉSoft


Um abraço,
Cesar

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Softball Feminino: Pan-Americano Chega ao Fim e Brasil Já Mira Lima 2027! https://blog2.softball.com.br/2025/07/05/softball-feminino-pan-americano-chega-ao-fim-e-brasil-ja-mira-lima-2027/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/05/softball-feminino-pan-americano-chega-ao-fim-e-brasil-ja-mira-lima-2027/#respond Sat, 05 Jul 2025 16:00:29 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3251

Estamos indo pro CANADÁ

O Campeonato Pan-Americano de Softball Feminino terminou, e a Seleção Feminina do Brasil garantiu sua vaga para os Jogos Pan-Americanos de Lima, Peru, em 2027! Uma excelente notícia para o esporte brasileiro, que continua a crescer e conquistar seu espaço no cenário internacional.

Enquanto a seleção principal celebra a classificação, outras cinco potências pan-americanas – Canadá, Cuba, México, Porto Rico e Venezuela – carimbaram seus passaportes para a disputa do Mundial. Parabéns a todas as equipes pelo desempenho!

A arbitragem brasileira também teve grande destaque no Pan, com a excelente representação de Patrícia Ogata e Waldir Ogawa. Ambos, fazem parte da ASB (Associação de Arbitros de Softball do Brasil) e credenciados internacionalmente pela WBSC, demonstraram a qualidade e o profissionalismo dos nossos árbitros. Lembrando que a ASB é a empresa que treina, credencia e sede arbitros de softball para a CBBS ( e qualquer outra liga)poder realizar os campeonatos oficiais no Brasil.


Do Pan ao Canadá: Nossas Atletas Não Param!

Apesar do cansaço do Pan-Americano, a máquina do softball brasileiro não para! Enquanto as meninas da seleção principal sequer desembarcaram, a Seleção Sub-19 já está a caminho de Surrey, British Columbia, no Canadá. Elas participarão da Canada Cup, um torneio internacional de altíssimo nível, que acontece de 7 a 13 de julho de 2025.

O Taco, sempre de olho no futuro do nosso esporte, vai acompanhar de perto a participação da nossa equipe Sub-19. A Canada Cup é uma competição extremamente desafiadora, que certamente trará um aprendizado valioso para nossas jovens atletas, moldando-as para os desafios futuros. Muitas delas, com certeza, irão se juntar as adultas em Lima, 2027 nos Jogos Panamericanos.


O Futuro Começa Aqui: Destaque para o Softball Sub-11 em Indaiatuba!

Mas, antes mesmo das grandes competições, o Taco volta seus olhos para as categorias de base – o verdadeiro alicerce para futuras seleções. Queremos dar um destaque especial ao Softball Sub-11, o começo de tudo! É nessa fase que a paixão pelo esporte se acende, em um ambiente lúdico e divertido.

Indaiatuba está se preparando para receber essas pequenas atletas do futuro na Taça Brasil da categoria, na ACENBI. Um convite especial para os pais da região: levem seus filhos para presenciarem esse momento único, onde a alegria de jogar e o espírito esportivo são prioridade. Venham ver de perto a base sólida que estamos construindo para as futuras gerações de atletas de seleção!


Divulgue o Softball!

O Taco convida você, nosso leitor, a ser um embaixador do softball! Ajude a divulgar esse esporte maravilhoso para mais brasileiros que ainda não o conhecem. Através das colônias japonesas, o softball tem crescido e tem tudo para conquistar o Brasil. Procure em sua cidade por projetos e times de softball e descubra um esporte que une estratégia, velocidade e muita emoção!


Divulgue o Softball!

O Taco convida você, nosso leitor. Ajude a divulgar esse esporte maravilhoso para mais brasileiros que ainda não o conhecem.

Através das colônias japonesas, o softball tem crescido nestes ultimos 40 anos e tem tudo para conquistar o Brasil. Procure em sua cidade por projetos e times de softball e descubra um esporte que une estratégia, velocidade e muita emoção!
Em São Carlos temos o Jacarezinhos, em Nova Friburgo temos o Arremesso de ouro, em Belo Horizonte temos o Alvorada, em Rolandia o Legends, em Sorocaba temos os Eagles. Na sua cidade… procure o Time.

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O Último Torneio Acrilex: O Fim de um Ciclo e o Início de uma Nova Lição https://blog2.softball.com.br/2025/07/03/o-ultimo-torneio-acrilex-o-fim-de-um-ciclo-e-o-inicio-de-uma-nova-licao/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/03/o-ultimo-torneio-acrilex-o-fim-de-um-ciclo-e-o-inicio-de-uma-nova-licao/#respond Thu, 03 Jul 2025 02:19:35 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3211 O Último “Acrilex”:

Acabou. O último Acrilex do Nico terminou neste domingo. E eu saí de lá com o coração meio apertado, meio grato — o tipo de sentimento que nos invade quando um capítulo bonito se encerra.

Não, não é que Nico vá deixar o beisebol. Longe disso. Mas ele está mudando de categoria, e o Acrilex… bem, ele não existe no Infantil. Foi o fim de um ciclo. E ele soube disso. Nós também.

O Acrilex é diferente. Acontece no friozinho de junho, quando as crianças já contam os dias para as férias, mas ainda têm energia de sobra para dar risada, sujar o uniforme e correr atrás da bola como se fosse o último out do mundo. É um campeonato grande — talvez o maior em número de participantes do Brasil —, competitivo, sim, mas com um clima mais leve do que os torneios da CBBS. Uma espécie de recreio de meio de ano.

E talvez por isso ele seja tão querido. Porque ali, entre os jogos e os tropeços, cabe tudo: erro, acerto, treino, brincadeira, amizade, frustração e aquela vontade genuína de jogar. Apenas jogar.

Este ano, Atibaia veio com uma abordagem diferente. O time misto, repleto de meninos do último ano da categoria, mas muitos do primeiro ano, que ainda estão compreendendo o jogo, buscando confiança e aprendendo a atuar com o corpo… e com a cabeça. Sabendo disso, o Sensei foi direto: a prioridade não era vencer o campeonato. Era conseguir jogar todos os jogos para que todos os atletas pudessem entrar (inclusive todos os pitcher em formação que temos, que são os 4 do segundo ano que foram e os 5 do primeiro ano)

No sábado, aconteceram os dois jogos classificatórios. Quem vencesse as duas partidas subiria para a chave diamante — a dos times mais fortes. Mas havia um risco: subir significava jogar no domingo contra as potências da competição. Se perdesse o primeiro jogo do domingo, o time jogaria apenas uma vez e acabou.

O Sensei não queria isso, queria jogar todos os jogos. E pensando assim, realmente fazia mais sentido que o time permanecesse na segunda chave — para que todas crianças tivessem a chance de entrar em campo duas vezes no domingo. Era uma decisão clara: não era pelo troféu. Era pela formação.

No sábado, ele escalou um pitcher por inning. Todos jogaram. Todos, sem exceção – 8 Innings jogados, 6 pitchers (e o terror das anotadoras de ter que trocar o time inteiro várias vezes no jogo). A defesa respondeu e provou que estavam bem treinados. Ganhamos o primeiro, mas perdemos o segundo por pouco e terminamos o dia na segunda chave do campeonato.

E então veio o domingo. Era preciso vencer o primeiro jogo — senão, fim de linha. O Sensei confiou no time titular. Colocou os meninos certos, no lugar certo e entrou com o Vini e o Nico de pitcher. E o time cumpriu seu papel e venceram. Essa vitória abriu a porta para o jogo seguinte. E, com ela, todos os atletas tiveram a chance de experimentar rebater e estar ali no montinho. Todos participaram. Todos viveram a experiência.

E o Nico? O Nico jogou bem, leve e solto. Mas o mais bonito não foi o que ele fez com a bola. Foi o que ele fez pelos outros. Ele ajudou os amigos que tinham menos experiência no montinho. Corrigiu o movimento. A pegada. A passada. O arremesso. Deu instrução no ouvido. Incentivo no olhar. Fez questão de dar espaço e, ao mesmo tempo, dar apoio. Inclusive, voltou para o banco no último jogo e ficou ali, do lado dos senseis ajudando com as instruções.

Ele não estava ali apenas para jogar. Estava ali para garantir que os amigos não passassem sozinhos pelo que ele já havia passado. A ansiedade. O medo. A dúvida. O frio na barriga de quem sobe no montinho e ouve o mundo inteiro em silêncio. De estar sozinho lá errando. Ele queria que os pitchers novos tivessem a confiança de jogar a bolinha, de errar e, até colocar jogadores em base com bola com a garantia que eles, a defesa do segundo ano, estaria lá para pegar aqueles corredores. Porque essa experiência só conhece quem vive o montinho e tem coragem de encará-lo.

Ele fez isso sem ninguém pedir. Fez porque quis. Fez porque entendeu. Fez porque cresceu.

Então sim, o Acrilex acabou. Sem taça no alto. Mas com o time inteiro em pé. Sem destaque individual. Mas com orgulho coletivo. Sem o brilho de uma final, mas com a certeza de que, às vezes, o maior título é o que a gente leva para dentro.

Foi o último Acrilex do Nico como jogador. Mas talvez tenha sido o mais bonito. Porque ele jogou como atleta. E viveu como time. Obrigada, Acrilex. Por ter sido o começo. E, agora, o fim — de um capítulo inteiro. Que venham os próximos. A história continua, ano que vem no Infantil.

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Pan Americano na Colômbia – Jornada 6: Brasil ressuscita no sufoco e a Colômbia ainda sonha! https://blog2.softball.com.br/2025/07/03/%f0%9f%93%9d-pan-americano-na-colombia-jornada-6-brasil-ressuscita-no-sufoco-e-a-colombia-ainda-sonha/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/03/%f0%9f%93%9d-pan-americano-na-colombia-jornada-6-brasil-ressuscita-no-sufoco-e-a-colombia-ainda-sonha/#respond Thu, 03 Jul 2025 01:30:59 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3223 Montería foi palco de mais uma jornada intensa, cheia de suor, emoção e reviravoltas dignas de uma semifinal de Copa do Mundo. Mas o grande destaque do dia, sem dúvida, foi a vitória sofrida e histórica do Brasil por 1×0 sobre a forte equipe da Colômbia, numa prorrogação digna de cinema.

💛💚 Brasil 1 x 0 Colômbia – O jogo do coração!
No Estadio Jose Gabriel Amin Manzur, às 19h30, o Brasil entrou em campo pressionado após a dolorosa derrota por 10×0 para o Canadá, poucas horas antes. Mas quem conhece o beisebol/softbol sabe: time bom não se mede só pela última derrota, e sim pela capacidade de reagir. E foi exatamente isso que vimos.

Mesmo com menos rebatidas (4 contra 5 da Colômbia), o Brasil foi guerreiro. A defesa funcionou como um relógio, e mesmo com duas falhas defensivas (E2), o placar foi mantido zerado até o final do tempo regular. Já na prorrogação (extra innings), brilhou a estrela da capitã brasileira que impulsionou a corrida da vitória com uma rebatida estratégica que valeu ouro. Um jogo de nervos! Um jogo de alma!

⚠ Destaque para o controle emocional da arremessadora brasileira e o trabalho de bastidores do técnico Paka, que conseguiu manter a confiança do time mesmo após o massacre canadense. Isso mostra o amadurecimento da seleção adulta feminina – que finalmente colhe frutos de sua renovação.


🇨🇴 Colômbia X x Y El Salvador – A vitória da esperança
Já às 22h, no mesmo estádio, a Colômbia voltará a campo para enfrentar El Salvador com fome de recuperação. Mesmo abaladas e talvez cansadas pela derrota contra o Brasil, as colombianas mostrarão sua tradição, Tentando domínio do jogo desde o início.

Com o pitchers plate comandado por Hurtado Libis, a Colômbia controlara a ofensiva salvadorenha com firmeza. O time de El Salvador, embora valente, ainda está em processo de estruturação e não tem o mesmo histórico de confrontos de peso como as demais seleções. A vitória colombiana e esperada – mas vira, se vier, com muito esforço e suor.


🌎 Outros resultados de destaque da Jornada 6:

  • 🇵🇷 Puerto Rico impôs respeito com duas vitórias arrasadoras sobre Argentina (8×1) e México (7×2), deixando claro que está no páreo pelo título.
  • 🇨🇺 Cuba venceu a Venezuela por 1×0 num duelo defensivo.
  • 🇨🇱 Chile fez bonito com um 8×1 sobre Aruba e se credencia como surpresa positiva.
  • 🇲🇽 México se recuperou na segunda partida do dia, vencendo a Argentina por 4×1, após tropeçar contra Porto Rico.

📊 Classificação embolada e emoção garantida!
Com os resultados de hoje, o Brasil ainda respira na disputa. A vitória sobre a Colômbia reacende a chama, mas é preciso foco total nos próximos jogos – e talvez uma ajudinha dos adversários.

💬 “A gente não joga só por medalha, a gente joga por respeito, por história, por quem construiu essa camisa!” — frase ouvida no banco brasileiro após o fim do jogo contra a Colômbia.


🎙 O Taco Não é Soft segue firme na cobertura
Com apoio do OCC Channel e registros especiais da nossa equipe infiltrada na torcida, seguimos acompanhando essa jornada com os olhos atentos de quem ama o esporte de verdade. Aqui a gente valoriza cada suor, cada eliminação suada, cada sorriso no banco de reservas.

E que venha a Jornada 7… o Pan ainda promete grandes capítulos…. e o Brasil tem que ganhar de El Salvador amanhã. Ainda temos chance de Classificação !!


Um abraço,
Cesar
Taco Não é Soft

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Crônica Irônica (mas com carinho): Zero, e o Arqueólogo do Beisebol https://blog2.softball.com.br/2025/06/30/cronica-ironica-mas-com-carinho-zero-e-o-arqueologo-do-beisebol/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/30/cronica-ironica-mas-com-carinho-zero-e-o-arqueologo-do-beisebol/#respond Mon, 30 Jun 2025 22:22:42 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3212 Indiscutivelmente , o baseball e Softball, ambos americanos, só sobreviveram no Brasil por causa do empenho dos clubes , agremiações e centros culturais Japoneses que o praticavam. Porque se dependesse do Brasileiro, do italiano, do Inglês , do Holandês só existiria, no Brasil o Futebol e a Bocha. O Brasileiro foi doutrinado a assistir até a quarta divisão do campeonato do Kuwait de futebol do que aprender qualquer esporte diferente. .Mas o Taco ja conviveu muitos anos com o Baseball e com o Softball e ouviu tantas histórias incríveis que , tem que contar pra todos.

Primeiro, o respeito com os antepassados que, pelo amor ao esporte, dedicaram parte de suas vidas ( e dinheiro ) para manter uma das poucas coisas que o governo brasileiro deixava-os fazer: Jogar Baseball. ?? poucos sabem, mas na segunda guerra mundial, o Brasil do Governo Vargas proibiu todos os imigrantes de falarem sua propria Lingua a não ser nas colonias . ( os Italianos do Bexiga e os Japonese da liberdade que sofreram com esta decisão) Mas no caso dos Japoneses eles podia jogar Baseball porque era um “esporte Americano” e não do Eixo. Os Italianos podiam jogar Futebol ( porque era um esporte Ingles… ) Mas, voltando, O Cumprimento e a retirada do boné ao entrar no campo, denota o respeito a todos aqueles que se sacrificaram para construir o campo e a todos os antepassados da família que passaram pelo campo e que doaram seu tempo, alegria e disposição para criar e manter aquele local de encontro familiar.. Para muita gente, o diamante é um templo. Então, você também, ao ingressar em um templo do Baseball e Softball, tem que entender e respeitar o costume Japonês e agora também Brasileiro pelo esporte. Repare que no Judô é assim, no Kumon é assim… e no Softball Brasileiro também Mas o Arqueólogo Basebolista do Taco não é soft, um italo brasileiro transniponico,( Explica-se um espirito Japonês em um corpinho de italianinho barrigudo e baixinho calabres) com todo o respeito vai contar uma historia que só os nossos dinossauros nisseis conhecem:

Conforme depoimento exclusivo do técnico Harrison Higa, direto da base dos Gigantes e Gecebs, há registros (não confirmados pela arqueologia, mas amplamente aceitos pelo folclore beisebolístico) de que, na época em que Noé começou a construir a Arca, foi justamente o Zero quem sugeriu que a tal chuva “não ia durar tanto assim” e que “nem precisava exagerar nos animais — pode deixar os tigres dente de sabre e os mamutes de fora”.*

Com essa visão estratégica e otimista, Shoji Kurihara, o lendário Zero, já dava seus primeiros sinais de como atravessaria as décadas no beisebol brasileiro: com opiniões fortes, memória afiada e uma capacidade impressionante de estar presente em todos os momentos decisivos da história… mesmo que só olhando do banco. O Taco, conversando com ele, escavou tantas histórias do passado que daria para escrever um livro

Zero tem um currículo que nem os anais da CBBS conseguem registrar com precisão. Começou a vida como agricultor e pelo que consta, adorava plantar a mandioca em Marília… Depois seu pai falou pra ele parar com a mandioca ( estava ficando muito estranho…) e falou pra ele que ele precisava estudar….OK… mudaram de cidade e entre tomates e irmãos foram para em em Extrema, ali pertin… Mas tomates e cebolas não era o seu forte… seu desejo era mandioca e beisebol… ( a combinação da mandioca e as bolas de beisebol o empolgava ). Como o destino mandava, foi tentar fazer a vida em São Paulo, capital. … precisava estudar ( Só conhecia dois lugares em São Paulo… o bairro da Liberdade e a avenida São João ( com ipiranga ). No século passado escolas boas e faculdades só em São Paulo. Mas sua prática com a mandioca foi transferida para o Taco de madeira do Beisebol. E daí sua vida de estudante melhorou muito. Passou pelo *São Paulo Beisebol Clube* na Baixada do Glicério, onde se misturavam ping pong, vôlei e beisebol, até reencontrar os bastenses da “rua de cima” e integrar o *Grêmio Estudantil e Cultural dos Ex-Bastenses ( Aquele pessoal de Bastos que foi fazer engenharia em São Paulo )— berço do que viria a ser o glorioso GECEBS. Ali, tudo era improvisado, tudo junto e misturado, misturado,Neste tempo Zero ja não plantava mais mandiocas. ( as histórias deste periodo nebuloso, são impublicáveis) mas sempre com uma dose generosa de paixão pelo esporte chamado Baseball e pelas histórias contadas nos intervalos do colégio. Epoca do chicles ping pong e muita agua para não desidratar….

Teve papel ativo nos tempos em que a sede social mal comportava os muitos estudantes ex bastenses, e ajudou, com muitos outros, a levantar o sonho do campo em *Arujá Nesta época o pessoal estava com aquelas ideias de fazer condomínios fechados, tipo Tamboré e Alphaville. Contribuiu, inspirou (e provavelmente atrapalhou um pouco também) no surgimento da Acrilex, via um engenheiro químico que achava que dava pra pintar o futuro com tinta, suor e paciência. Não podemos citar o nome do Sensei Takaaki porque não temos autorização.

Em determinado momento da vida, na fase que Higa chama de “fase “romântica “do beisebol”, Zero foi ao Japão. Outro período meio oculto na vida dele, pois a sua especialidade na época ainda era mais ou menos com o taco de beisebol ( mas com foco no Aipin ) e sua recente paixão pelas bolas de Beiseball ( Nem imaginava que as de Softball eram bem maiores ) Trabalhou no Japão, ganhou seus yens, converteu em dólares e voltou. Rico? Talvez. Craque? Ainda não… Mas trouxe com ele a mesma essência: o amor pelo jogo — e uma vaga eterna no GECEBS.

Hoje, caminha pelos campos como uma *figura mítica, consultor informal, contador de causos e aquele que vai te corrigir se errar uma data de torneio de 1971. Sabe quem jogou, quem arbitrou e quem perdeu o boné no banco de reservas. Por tudo isso, é conhecido carinhosamente como *uma memória do Beisebol Brasileiro — e isso não é exagero.

E o apelido “*Zero”? Ah, esse tem história. Quando *Shoji Kurihara era pequenininho — e não é força de expressão — os times usavam os *números das camisas para identificar a posição dos jogadores. Como ele nasceu para o banco, o natural seria vestir a 10, a reserva oficial. Mas o uniforme era tão pequeno que **o número 10 simplesmente não cabia nas costas. A solução? Seu pai, prático e direto, mandou bordar um *zero. E assim ficou. Zero em campo, mas nota mil na história do nosso beisebol.

Um abraço carinhoso ,
Cesar
Taco não é Soft
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