São Carlos sedia a LXI InterUSP em 2025 e o taco
Enquanto o país segue mergulhado no futebol como se não houvesse amanhã, esquecendo-se de que o Brasil também é pátria de outros esportes, a InterUSP 2025 vem nos lembrar que o Softball ainda pulsa. E pulsa forte.
A tradicional competição universitária das atléticas da Universidade de São Paulo conseguiu um feito raro: reanimar o Softball universitário, um esporte olímpico que o brasileiro médio sequer sabe que existe. Mas existe. E resiste.
📍 Direto de Piracicaba, a ESALQ/USP mais uma vez montou sua equipe feminina e foi para o campo com garra, respeito à camisa da sua atlética e — mais importante — com a vontade de jogar. De Ribeirão Preto, a Medicina e a Odonto USP de São Paulo também surpreenderam positivamente ao montarem suas equipes de Softball e embarcarem nesta ideia que, além de esportiva, é profundamente educativa.
Merecem palmas. As meninas que jogaram — muitas pela primeira vez na vida — saíram de suas zonas de conforto, treinaram como deu e foram para o jogo defender o nome do seu curso. Em uma época em que se valoriza o imediatismo e o “like”, o simples ato de jogar por sua faculdade já é um ato de resistência e afeto.


🧪 Nem tudo foi perfeito…
Durante os jogos classificatórios de quinta e sexta-feira, o time da Farmácia infelizmente teve que desistir. A falta de elenco e o acúmulo de jogos de atletas em outras modalidades pesaram. Ainda não sabemos quem será o campeão dessa InterUSP, mas uma coisa é certa: o Softball já venceu.
E como sempre, o Taco não é Soft estava lá — ouvindo, fotografando, conversando, provocando. Foi assim que conseguimos convencer a Sofia, do Futsal da Medicina Ribeirão, a experimentar o Softball. E cá entre nós: ela tem pode ter futuro nos dois esportes. Isso é o Softball: um espaço que acolhe, ensina e empodera. No ano que em, a Sofia vai também jogar Softbal.
⚾ Duas razões para incluir o Softball na sua Atlética
- O Softball é inclusivo e formador
O esporte exige coordenação, leitura de jogo, pensamento estratégico e espírito coletivo. Ideal para desenvolver competências emocionais e sociais em jovens adultos — além de ser um antídoto perfeito contra o sedentarismo universitário. - Fortalece a cultura da Atlética e promove integração entre cursos
Poucas modalidades incentivam tanto o espírito de equipe quanto o Softball. Treinar junto, perder junto, ganhar junto. Isso cria laços entre colegas de curso que duram muito além do diploma.
💰 E tem impacto econômico, sim senhor
Não podemos esquecer que torneios como a InterUSP movimentam a economia local. A cidade de São Carlos vê hotéis, restaurantes, padarias e até postos de gasolina se beneficiarem. São centenas de estudantes circulando, consumindo e conhecendo o município. O Softball também é motor econômico — ainda que poucos percebam.
Enquanto os grandes canais não enxergam, nós mostramos. Enquanto as federações se prendem ao alto rendimento, nós celebramos quem começa. Enquanto muitos ignoram, nós gritamos com orgulho: o Softball Universitário vive!
E mais: um aviso aos secundaristas de São Carlos. Vocês que estão estudando para o vestibular também não precisam mais esperar entrar na UFscar ou na USP para poderem jogar Softball. Existe o projeto Jacarezinhos que ensina secundaristas e até pessoal do fundamental 2 a jogar Softball. Quantos mais times foram formados, mais gente pra mostrar o seu talento.
E você, universitário ou universitária, que está lendo isso:
vai esperar outro ano pra defender sua atlética? Ou vai pegar a luva e vir com a gente?
Um abraço,
Cesar – Taco não é Soft

























