Editorial – Taco não é Soft https://blog2.softball.com.br Este é o blog criado para divulgação do Softbol e do Beisebol do Brasil. Um jogo empolgante e com muita estratégia, velocidade, raciocínio rápido. Nosso intuíto é que este esporte Olimpico seja aprendido pelas nossas crianças e que estas consigam assimilar os valores legados dpela cultura Jaonesa que instaurou e continua se dedicando a manter este esporte vivo no Brasil. Compartilhe com amigos que ainda não conhecem e colaborem com a educação das crianças. Ajude a fazer um Brasil melhor. Tue, 15 Jul 2025 00:44:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 Quando a bola era de todos https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/quando-a-bola-era-de-todos/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/quando-a-bola-era-de-todos/#respond Tue, 15 Jul 2025 00:44:57 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3301

Houve um tempo, não tão distante, em que o esporte brasileiro ousava sonhar além das quatro linhas limitadas de um campo de futebol

Foi *Luciano do Valle, visionário da TV e apaixonado por esporte, quem “importou” para o Brasil a ideia de que o país podia ser mais do que futebol. *Vôlei, basquete, boxe, automobilismo, softbol, beisebol, atletismo… todos tiveram, por um tempo, voz e vez na tela, porque ele acreditava que todo esporte merece palco. E que os brasileiros eram capazes de se apaixonar por qualquer jogo — *desde que pudessem conhecê-lo.
*
Antes dele, nos longínquos anos 1940, Boris Casoy — sim, aquele mesmo do “Isso é uma vergonha!” — narrava jogos de beisebol pelo rádio. O Brasil ainda respirava liberdade esportiva, e o povo tinha o direito de gostar do que quisesse.

Mas isso mudou.

Com a ditadura veio o decreto não escrito de que o único “desporto brasileiro” seria o futebol. E, junto com ele, a centralização, o marketing forçado, o controle do gosto popular. Não foi à toa que o futebol, tão genuíno nas origens, *se tornou vitrine para a política, palco para a corrupção e abrigo para interesses escusos.

Hoje, olhamos em volta e vemos um esporte sequestrado. Uma paixão nacional transformada em máquina de lucro, onde a bola só rola quando os donos do sistema permitem — e para poucos. O resto? Que se contente com os restos.

Quantos maus-caráteres se disfarçam de “donos da bola”? Quantos vestem a camisa do esporte apenas para manter seus pequenos feudos de poder e vaidade? E quantos talentos, ideias e projetos são ignorados só porque vêm de fora do “sistema” oficial?

Não basta amar o esporte. É preciso resistir por ele.
É sobre isso que falamos a seguir.

Silenciar para controlar: a chantagem emocional e o autoritarismo chegaram esporte brasileiro?

No Brasil de hoje, aprendemos cedo a não contrariar. A abaixar a cabeça. A concordar mesmo quando algo nos fere. Aprendemos, infelizmente, que questionar significa ser colocado de lado. Cancelado. Silenciado. Se não pertencer a matilha, então, seraz fadado ao “esquecimento”.

É isso que eu acho que estou vivendo, infelizmente. é um reflexo muito real e doloroso do que chamamos de sociodinâmicas autoritárias

Não é sobre mim, especificamente. É sobre um sistema onde, para manter o poder, alguns preferem calar vozes do que encarar críticas construtivas. Onde chantagens emocionais — do tipo “se você falar com ele, está contra nós” — viram método de gestão. Um colega meu, recentemente, levou uma advertência por simplesmente falar comigo. Não por tomar partido, não por me defender — apenas por conversar. Isso, além de infantil, é doentio e reflexo da sociedade sócio politica que somos forçados a viver.

E aqui vai um recado: o esporte não pode se transformar em um espelho político do nosso país. Um lugar onde você precisa “escolher lados”, menos o seu. Onde não há espaço para imparcialidade, para a liberdade de pensar e de construir. Cada atleta, técnico, árbitro ou voluntário que abaixa a cabeça para esse tipo de imposição está reforçando uma lógica autoritária, feudal, egoísta.

E o mais triste: até instituições que deveriam ser livres — como as associações de bairro, clubes particulares, Atleticas Universitárias, escolas secundaristas — se sentem forçadas a entrar nesse jogo, pois precisam do apoio de quem controla os recursos e os torneios. Trocam o coletivo pelo controle, o mérito pela conveniência, as suas bolas pelo taco maior. O medo nos faz fazer coisas impensáveis. Assedio moral também.

Sim, o Softbol é um capricho meu. Uma paixão genuína. Mas não aceito ver esse amor virar moeda de troca política ou palco de tiranias disfarçadas de gestão esportiva. Eu sou gestor, professor, empresário , empreendedor e YouTuber..

Criticar não é destruir. É propor. Quem não aceita crítica, não aceita crescer. E quem controla amizades, silencia vozes e impõe o medo como ferramenta de liderança, na verdade lidera apenas um curral, não um projeto.( Mesmo que , sob sua tutela deixa alguns projetos saírem do papel, só pra ver no que vai dar )

Se você também sente que estamos vivendo sob um império de chantagens e medos, junte-se a nós. Vamos ser mais leves, mais propositivos e menos impositivos
A liberdade de opinião é o primeiro passo para que o Softbol, o esporte e o país avancem. Diferencie uma pessoa , de suas ideias. e jamais, jamais as proíba de fazer o que quer que seja.


]]>
https://blog2.softball.com.br/2025/07/15/quando-a-bola-era-de-todos/feed/ 0
O brilho do time é maior quando todas brilham juntas https://blog2.softball.com.br/2025/07/11/o-brilho-do-time-e-maior-quando-todas-brilham-juntas/ https://blog2.softball.com.br/2025/07/11/o-brilho-do-time-e-maior-quando-todas-brilham-juntas/#respond Fri, 11 Jul 2025 03:23:24 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3276

Reflexões sobre união, protagonismo coletivo e o verdadeiro espírito do Softbol ( na visão do Taco não é Soft – baseado nos 16 anos de convivência com a “familia” Softbol – principalmente com o Arbitros e Clubes japoneses )

Entre os tacos, os treinos e as viagens que nos emocionam, há um elemento que não pode ser esquecido: a importância do coletivo.

Estamos prestes a ver mais uma geração de meninas fazer história pelo Brasil: o time SUB-13 do Nikkey Marília se prepara para representar nosso país na etapa Panamericana da Little League, em Porto Rico. Um feito grandioso. Uma conquista que, por si só, já diz muito sobre o talento, a garra e a dedicação dessas atletas, seus técnicos, pais e apoiadores.

Mas aqui vai um convite à reflexão.

Nos últimos dias, enquanto buscávamos imagens e fotos para divulgar essa história linda no blog, percebemos algo curioso e, ao mesmo tempo, preocupante: *quase todas as fotos compartilhadas pelas famílias exaltavam apenas a filha que estava na imagem. Faltava o grupo. Faltava o time. Faltava a consciência de que *ninguém joga Softbol sozinho.

E isso não é uma crítica — é um chamado. Um pedido carinhoso, como quem observa de fora e, com o coração cheio de admiração por todas, pensa:
“Se esse time chegou tão longe, foi porque cada menina, do banco à titular, teve um papel fundamental.”

🌱 O elogio isolado pode virar sombra

Quando exaltamos apenas uma jogadora, por mais talentosa que ela seja, acabamos sem querer criando divisões. A menina que lê um post que não a inclui pode se perguntar: “E eu, não fiz parte disso?”
E isso dói.

Às vezes, não dói no começo. Mas com o tempo, *minam-se as raízes da união. Crescem o ciúme, o sentimento de exclusão, a vaidade, o individualismo. E aí, perdemos o melhor que o esporte tem a oferecer: *a formação de caráter através da convivência e da cooperação.

🤝 A verdadeira vitória está na coletividade

O Softbol, como qualquer esporte coletivo, é uma *escola de vida. Ensina que *não existe estrela solitária que vença campeonatos. Ensina que até aquele erro de arremesso no 3º jogo foi parte da construção da vitória no 4º. Ensina que apoiar a colega é tão importante quanto rebater. Ensina que ganhar é sobre somar — nunca sobre se destacar sozinho.

Por isso, convidamos as famílias, com todo carinho e respeito, a pensarem sobre isso.
O que é mais bonito: uma só filha celebrada ou todas as meninas reconhecidas como uma equipe, uma irmandade que constrói juntas uma história inesquecível?

📸 Vamos postar fotos do time?

Vamos, sim! Vamos *fazer história juntas, de mãos dadas. Se tiver uma foto do grupo completo, manda pra gente! A gente quer contar essa história do jeito que ela merece: com *todas as protagonistas no mesmo palco, com suas diferenças, sorrisos, erros e acertos. Porque o que essas meninas já fizeram é maior que qualquer jogada individual.
É sobre o Brasil. É sobre o futuro. É sobre valores.

E se você é mãe, pai, técnico ou parente… lembre-se:
o brilho da sua filha é lindo — mas é ainda mais bonito quando ela brilha ao lado das outras.

Esse é o Softbol que queremos construir.
Esse é o Brasil que queremos representar.

Um abraço,
Cesar
Taco Não é Soft

Coloque aqui sua propaganda. Ajude o projeto Jacarezinho a cobrir os custos da empresa. a única fonte de renda é você.

]]>
https://blog2.softball.com.br/2025/07/11/o-brilho-do-time-e-maior-quando-todas-brilham-juntas/feed/ 0
ACRILEX – a 40 anos apostando no beisebol infantil como ferramenta de educação https://blog2.softball.com.br/2025/06/30/3190/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/30/3190/#respond Mon, 30 Jun 2025 01:32:57 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3190

Resenha – XXXIX Torneio Acrilex de Beisebol Pré-Infantil

Muito além da competição: o coração bate mais forte nas bases do GECEBS

O fim de semana foi movimentado nas dependências do GECEBS, que mais uma vez abriu os portões — e os corações — para receber o XXXIX Torneio Acrilex de Beisebol Pré-Infantil. E como já virou tradição, o evento não foi apenas um campeonato, mas uma verdadeira celebração do esporte, da infância e do espírito coletivo que mantém o baseball e o softball vivos no Brasil.

Este ano, além da categoria pré-infantil, o torneio reuniu mais de 15 equipes de T-Ball e contou também com uma disputada competição de Softball Sub-11, provando que, cada vez mais, meninos e meninas estão encontrando no diamante um espaço para aprender, competir e sonhar.

Um jogo para a história: GECEBS x ANHANGUERA

O jogo mais emocionante do torneio foi, sem dúvidas, a semifinal da categoria Diamantes entre o GECEBS e o Anhanguera. Em casa e empurrados pela torcida, os pequenos do GECEBS lutaram bravamente, mas acabaram superados por um time do Anhanguera que saiu desgastado da partida. E esse cansaço fez diferença: na grande final, o Nikkei Curitiba aproveitou a oportunidade e sagrou-se campeão do torneio com um desempenho sólido.

Mas como sempre dizemos aqui: às vezes se ganha, às vezes se aprende — e o GECEBS saiu desse jogo maior do que entrou.

Voz de menina, pensamento de gigante: Larissa, 11 anos

Entre um jogo e outro, encontramos Larissa, do GECEBS Sub-11, e a entrevista com ela merece um lugar especial nesta resenha.

Com 11 anos, Larissa já sabe bem do que gosta: “Prefiro o softball ao futebol, à natação e até ao balé”, diz ela com firmeza. Mas em seguida completa, com brilho nos olhos:

“Na verdade, o que eu mais gosto é de beisebol. Tem mais gente, é mais movimentado…”

A fala da Larissa traz à tona uma questão importante: no Brasil, ainda não temos times de beisebol femininos e são poucos os de softball masculinos. Segundo ela, isso não deveria importar, porque as duas modalidades podem ser jogadas por qualquer um. Um recado direto e necessário, vindo de quem já entende o poder do esporte para quebrar barreiras.

O que deixou a equipe do taco mais emocionada foi ver que outros times que a tempo não tinham time de bases, “começaram ou recomeçar”. Adoramos ver o Eagles de Sorocaba, o time de Osasco, o “Tbolzinho” de São José dos Campos o time de Guararapes ( viu Roni?., um dia vamos trazer Rolândia também. E quem sabe os Jacarezinhos de São Carlos.?) e o grande time de Ibiúna.

Agradecimentos que vêm do coração

Nada disso teria acontecido sem o empenho de uma equipe que coloca muito mais que tempo em cada detalhe: coloca amor, tradição, propósito.e a ACRILEX, sempre ajudando e investindo no Esporte.

Nosso muito obrigado a Sergio Matumoto, Jorge Ono, Beto Higashi, Raul Higushi, Helbert, Higa, Massao e a todas as pessoas que participaram da organização do Torneio ACRILEX. A forma cortês, acolhedora e eficiente com que vocês recebem a todos é exemplo para o país inteiro…. ( Mas as tias da cozinha…ahhh o almoço… INESQUECÍVEL)

O Taco não é Soft esteve presente, como sempre, ao lado do OCC Channel e da Matsumidia TV ( na realidade o Raphael Matsumoto estava no evento universitário que acontecia no CT YAKULT), e saímos de lá com a certeza de que o futuro do beisebol e do softball está sendo muito bem lapidado, diamante por diamante.

Também conhecemos uma equipe de fotógrafos muito legais que tiraram.mais de10000 fotos. O Juan disse que qualquer um pode adquirir as fotos dos filhos ou Netos no site da FoTop. Acessa lá www.fotop.com.br

E conheci o Emerson , da DroneVisual1603 que tem um canal no YouTube com o mesmo nome . Ele inclusive vai ceder umas tomadas , na faixa, para o nosso Blog. Visite o canal dele.

Afinal não deveria haver “concorrência” se o objetivo é comum. O sol nasceu pra todos e o Baseball e Softball também. Juntos somos mais fortes.

Quem sabe não pode virar uma parceria pra gente ter um desconto para os leitores do blog?


Um abraço,
Cesar
Taco não é Soft – Onde a paixão pelo jogo encontra a palavra certa.


]]>
https://blog2.softball.com.br/2025/06/30/3190/feed/ 0
Para as mães do banco, com carinho O que eu aprendi quando eu vi meu filho jogar um ano inteiro https://blog2.softball.com.br/2025/06/24/para-as-maes-do-banco-com-carinho-o-que-eu-aprendi-quando-eu-vi-meu-filho-jogar-um-ano-inteiro/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/24/para-as-maes-do-banco-com-carinho-o-que-eu-aprendi-quando-eu-vi-meu-filho-jogar-um-ano-inteiro/#respond Tue, 24 Jun 2025 19:35:32 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3174 Eu lembro direitinho do primeiro campeonato do Nico no beisebol, apenas duas semanas depois que ele entrou no time, em junho de 2022. Ele tinha 7 anos. Era um torneio Acrilex no Clube GECEBS em Arujá — o primeiro dele no T-ball, a categoria mais lúdica do beisebol (aquela em que as crianças aprendem mais a gostar da terra do que do jogo).

Nicola Cabral, na época #6 no T-bol do Sofbol, no seu primeiro jogo no Acrilex (2022) contra Tozan ( Time de Campinas )


Esse é o maior campeonato em número de participantes, com as categorias do T-ball e o Pré-Infantil e o Softbol jogando no mesmo lugar e ao mesmo tempo ( Em muitos campos criados no clube ). Naquela época, eu — totalmente leiga e maravilhada com o esporte — assistia aos meninos de 9 e 10 anos como quem vê um espetáculo do Cirque du Soleil: “Meu Deus, olha como eles jogam com arremessador, com catcher, sem precisar do T… rebatem, correm, matam meninos na base… ágeis como acrobatas…”

Na minha cabeça, aquilo era outro mundo. Um mundo impossível pro meu filho alcançar quando tivesse 9 anos. Eu realmente achava que não daria tempo, que era difícil demais, que aquilo era só pra alguns.

Mas o destino (e a falta de atletas de 2013/2014) tinha outros planos. O time de Atibaia do pré-infantil (9–10 anos) precisava completar o elenco e acabou puxando quatro meninos que completavam 8 anos em 2023: Nico, Yago, Bernardo e Vinícius. Os outros três já tinham mais experiência, já estavam há alguns anos no beisebol.

O Nico… ainda não.

Os técnicos diziam que ele tinha potencial, força e tamanho. Mas eu via que ele ainda não tinha o tempo de beisebol, o conhecimento de jogo, a maturidade necessária e nem o gosto pelo treino. Enquanto os amigos viraram titulares, Nico era banco. Entrava só de vez em quando — primeiro como Defensor Externo Direito e, depois, no segundo semestre, como Primeira Base. Jogava dez minutos aqui, um inning ali, ficava como último ou penúltimo rebatedor do line-up. Chegamos a viajar dez horas de ônibus pra ele jogar o finalzinho de um jogo já perdido

Nico, de Defensor Externo Direito, durante um campeonato em 2023 no Cooper Clube

E mesmo assim, eu o levava. Porque ele queria estar com o time. Queria brincar no alojamento, correr pelos corredores, jogar futebol depois da partida. E eu pensava: “Pelo menos ele não está na tela dos computadores, como a maioria das crianças de hoje. Ele tá vivendo algo do mundo real, pulando, correndo.”

Mas, confesso… doía. Eu reclamava com meu marido: “Não vou mais levá-lo. Ele quase não joga. Por que o técnico não avisa logo quem vai entrar? A gente nem vinha.”

Só que ele queria ir. E voltava quase sempre arrasado. Chorava no carro. Dizia que queria desistir, que era injusto. Que vinha treinando muito, quase nunca faltava e merecia estar no line-up.

E eu… também não entendia o quão difícil é esse jogo e que, mesmo com meses de treino, ele não evoluia a ponto de estar pronto para ser titular. E ele continuava no banco. É duro ver seu filho ali e não querer invadir o campo e pedir: “Dá uma chance, só pra ele mostrar que consegue.” Mas a gente esquece que o mesmo técnico que escala… é o que treina. Ele sabe quem está pronto e quem ainda não chegou lá.

E o banco… fez o trabalho dele. Foi ali que o Nico começou a observar. A escutar (às vezes). A segurar o choro (quase nunca). Mas, principalmente, foi ali que ele começou a entender que ninguém ia dar nada para ele de presente. Que, pra jogar, ele precisava merecer. E que, pra merecer… ele precisava treinar sério. E eu aprendi que ser reserva não é castigo. É processo. É degrau. Na época eu não via isso. Só via meu filho triste e achava que ele era injustiçado. Hoje, entendo que aquele banco ensinou mais do que qualquer prêmio.

Essa era a visão que a gente mais tinha do Nico, durante o primeiro ano do pré-infantil
A virada veio no ano seguinte, em 2024 — o primeiro ano de verdade do Nico na categoria que lhe era de direito. Em um dos campeonatos, Nico achava que tinha arrebentado — e tinha mesmo. Rebateu bem, defendeu bem. Mas o troféu destaque foi pra outros meninos. Ele saiu quieto. Não gritou. Chorou baixinho e sozinho.

O Sensei percebeu e o chamou pra conversar. E eu nunca soube o que foi dito. Mas, desde aquele dia, o Nico virou outro. Passou a chegar no treino focado. Parou de dar desculpas. Ficou mais centrado e sério. Começou a querer aprender. A ver jogos da MLB, observar o posicionamento dos jogadores profissionais. Estudou as posições e jogadas. E eu vi ele se apaixonar de verdade pelo esporte. O bichinho do beisebol realmente mordeu.

E ele foi seguindo assim: treinando muito. Observando muito.

Hoje, aos 10 anos, ele é um dos titulares do time e, quem o vê jogar, acha que ele brilha por um talento nato. Mas foi o banco que construiu isso. Foi o banco que ensinou que quem quer… espera. Treina. Persevera. O banco ensina a ter casca. A segurar o orgulho. A perder… e continuar.

Ainda assim, essa posição não é garantida. Atleta tem fases de ápice e de baixa. O line-up muda conforme a dança. Além disso, no fim deste ano, os nascidos em 2015 mudam de categoria e de treinador (o ciclo vira de dois em dois anos). E quando ele subir de novo… pode voltar pro banco. Vai ter que se provar de novo. Treinar com a bola nova, a arremessar e rebater com efeito, aprender as novas regras que não tem no prézinho e trabalhar mais. Vai ter que conquistar, outra vez, cada espaço e posição. Porque no beisebol — como na vida — ninguém tem lugar cativo.

Por isso, se eu puder falar com alguma mãe de um menino que está no banco: não deixa esse momento decidir se ele vai continuar ou não no esporte.

Pra quem acabou de chegar no esporte competitivo, vindo das bases lúdicas, o banco parece triste. Mas é lugar de formação. Ser titular não significa estar no topo. Significa estar pronto — e isso leva tempo de treino e maturidade de jogo.

Na maioria das vezes, os titulares são os meninos mais velhos da categoria, ou os que jogam há mais tempo e têm mais leitura de jogo. Não é sobre brilho rápido. Nem sobre talento escondido. É sobre trajetória. E o banco faz parte do caminho.

Segura esse tempo. Apoia. Incentiva. A vez do seu filho vai chegar. E quando ela chegar, você vai olhar pra trás e entender: O banco não é o fim. É só o começo.

Neste fim de semana, três anos depois daquele primeiro campeonato, o Nico volta para participar do seu último Torneio Acrilex. Agora como titular de Atibaia e jogando daquele jeito que achei que nunca jogaria. E com a mesma consciência de sempre: Nada é garantido. Tudo é conquistado. Bora lá?

Nico no Acrilex do ano passado, após o encerramento. Empolgados para esse ano?

]]>
https://blog2.softball.com.br/2025/06/24/para-as-maes-do-banco-com-carinho-o-que-eu-aprendi-quando-eu-vi-meu-filho-jogar-um-ano-inteiro/feed/ 0
Resenha da TAÇA BRASIL DE SOFTBOL SUB-19 — Maringá, PR – Junho de 2025 https://blog2.softball.com.br/2025/06/17/resenha-da-taca-brasil-de-softbol-sub-19-maringa-pr-junho-de-2025/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/17/resenha-da-taca-brasil-de-softbol-sub-19-maringa-pr-junho-de-2025/#respond Tue, 17 Jun 2025 05:10:29 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3117 A cidade de Maringá respirou softbol nos dias 14 e 15 de junho com a realização da Taça Brasil de Softbol Sub-19, reunindo jovens talentos de várias regiões do Brasil e provando, mais uma vez, a força e a paixão que movem a comunidade do softbol nacional. O torneio foi marcado por alto nível técnico, jogos emocionantes, superação das adversidades climáticas e um espírito colaborativo de fazer inveja a qualquer outro esporte.

Divididos em três chaves classificatórias, os jogos foram equilibrados desde o início. Na Chave A, o destaque ficou com o Nippon Blue Jays e o N Curitiba, que se enfrentaram em um embate direto pela liderança. Após uma vitória expressiva contra Atibaia e Londrina, os curitibanos mostraram consistência e garantiram vaga nas finais com uma atuação dominante contra o Cooper Clube (4×0) e, depois, contra o forte time de Maringá (11×0), sagrando-se campeões da Chave Ouro com propriedade.

Na Chave B, o equilíbrio foi a marca registrada. Com um empate entre Central Glória e Cooper Clube, e vitórias alternadas entre as equipes, a classificação foi decidida nos detalhes. Já na Chave C, Maringá brilhou, vencendo Indaiatuba e Gigantes Gecebs com autoridade, mas tropeçou na final contra o forte elenco de Curitiba.

Um dos pontos altos do evento foi a mobilização da comunidade. Após chuvas intensas na noite de sábado, o campeonato correu o risco de ser interrompido. Mas o espírito de coletividade falou mais alto. Clubes rivais se uniram à organização e literalmente colocaram a mão na terra, ajudando a preparar o Campo Principal para os jogos decisivos. Um verdadeiro exemplo de união pelo esporte.

Outro destaque foi a presença ativa e estratégica da ASB – Árbitros de Softbol do Brasil, que vive um processo de reestruturação interna para atender com ainda mais qualidade às demandas de seus principais clientes. A atuação impecável dos árbitros durante a competição reforça o comprometimento da nova diretoria da ASB em elevar o nível técnico e organizacional das partidas. A padronização, a comunicação clara e a postura segura nos momentos decisivos foram notadas e muito elogiadas por atletas, técnicos e pais.

A cobertura dos jogos do Campo 1 está disponível no canal OCC Channel no YouTube e também nas redes sociais da incansável Mônica Nishimura Handa, que vem contribuindo de maneira decisiva para a visibilidade do softbol nacional. Muitas premiações… muita garra ..

Por fim, deixamos nosso agradecimento caloroso à diretoria da ACEMA / AMS, que nos recebeu com carinho, respeito e hospitalidade. E, claro, não poderíamos deixar de citar o tradicional e inesquecível jantar com costela no fogo de chão, que aqueceu os corações e os estômagos da equipe do Taco não é Soft — mais do que uma refeição, um verdadeiro ritual de confraternização entre apaixonados pelo esporte.

Que venham as próximas edições. O softbol brasileiro segue firme, renovado e cheio de esperança.

Enquanto o softbol feminino Sub-19 agitava Maringá, em Presidente Prudente foi a vez dos pequenos mostrarem seu talento com o bastão e a luva. A 27ª Taça Brasil de Beisebol Pré-Infantil aconteceu no mesmo fim de semana e reuniu nada menos que 18 equipes de diferentes regiões do país, consolidando o evento como um dos mais importantes do calendário de base do beisebol nacional.

A competição foi intensa e cheia de emoção, com jogos disputados e muita garra dos pequenos atletas, que encantaram as arquibancadas com jogadas dignas de grandes ligas. Uma das novidades da edição 2025 foi o sistema de acesso e rebaixamento entre a Divisão 1 e a Divisão 2, o que adicionou ainda mais emoção e estratégia ao torneio.

Após dois dias de jogos e muita adrenalina, Indaiatuba e Pinheiros conquistaram os títulos máximos da competição, se sagrando campeões da edição 2025. Com elencos bem preparados, apoio de suas comissões técnicas e a força das famílias nas arquibancadas, as equipes mostraram que o trabalho na base está sendo feito com seriedade e paixão.

É importante destacar que eventos como esse só acontecem graças ao esforço coletivo de federações, clubes, voluntários e famílias. Mais do que medalhas, troféus ou vitórias, essa Taça Brasil representa a formação de caráter, disciplina e amizade entre os pequenos jogadores, valores que o esporte ensina como poucos.

Parabéns aos campeões, aos que subiram de divisão e aos que voltarão ainda mais fortes no próximo ano. O beisebol infantil brasileiro segue crescendo, e o futuro promete.

Um abraço,
Cesar
Taco não é Soft

]]>
https://blog2.softball.com.br/2025/06/17/resenha-da-taca-brasil-de-softbol-sub-19-maringa-pr-junho-de-2025/feed/ 0
O Luto da Marca: Por Que o Passado é Alicerce, Não Âncora, Para o Futuro https://blog2.softball.com.br/2025/06/12/o-luto-da-marca-por-que-o-passado-e-alicerce-nao-ancora-para-o-futuro/ https://blog2.softball.com.br/2025/06/12/o-luto-da-marca-por-que-o-passado-e-alicerce-nao-ancora-para-o-futuro/#respond Thu, 12 Jun 2025 02:45:41 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3094 A vida é um fluxo constante de transformações. Nas empresas, no esporte, nas relações humanas, o que não muda, perece. Mas e quando essa mudança envolve o “desaparecimento” de algo que moldou quem você é, uma marca que esteve entrelaçada à sua história por décadas?

Vivi isso na pele. Por 35 anos, a Embratel foi mais que uma empresa para mim; foi uma escola, um laboratório, um pedaço da minha identidade. Vi as mudanças, as inovações, o pulsar de uma gigante das telecomunicações. E então, veio a privatização, a fusão, a aquisição, e o nome “Embratel” foi, digamos, “apagado” do mercado pela Claro, depois de sofrer bordoadas das empresas que a propria Embrapar /Embratel adquiriram: a NET, ou até da VESPER ou Primesys, ou a AT&T Brasil…. A dor da perda, daquele luto por uma era que se encerra, é real. É como ver uma parte da sua própria história ser silenciada. Mesmo pra que se desligou da Empresa antes do acontecido.

Mas, meu caro, as boas lembranças ficam. E é justamente nesse paradoxo que reside a grande lição: nenhuma marca é totalmente esquecida, mesmo que seja “apagada” do mercado. Ela reside na memória afetiva, nas histórias contadas, nos aprendizados que se perpetuam. O que muda é a roupagem, a estratégia, o direcionamento.

O Paradoxo da Tradição e da Inovação: Entre a Raiz e o Ramo

É aqui que entra um dos maiores desafios da gestão, seja ela corporativa ou esportiva: como equilibrar a riqueza da tradição com a urgência da inovação? Como honrar o passado sem permitir que ele se torne uma âncora que impede o progresso?

O apego excessivo, sim, pode ser patológico. Pode nos cegar para novas possibilidades, nos prender a modelos obsoletos, impedir a evolução que nos impulsiona. Quantas vezes, no beisebol e no softbol, ouvimos a frase “sempre foi assim”? Essa é a inimiga número um do crescimento, do desenvolvimento, da inclusão.

Não podemos nos apegar à estética de uma “logo-marca” a ponto de ela se tornar uma adoração, um ídolo que impede o avanço. Uma logo é um símbolo, um facilitador de reconhecimento. Mas o que ela representa – os valores, a missão, as pessoas, a comunidade – isso é o que realmente importa e o que deve ser preservado, mesmo que a forma mude.

O “Taco” e o “Softball”: A Essência Além do Símbolo

No nosso querido “Taco não É Soft”, essa é uma máxima. O taco é icônico, um símbolo forte do nosso esporte. Mas o soft é muito mais do que um pedaço de madeira ou metal. É a dinâmica do jogo, a estratégia, o trabalho em equipe, a disciplina, a superação. É a plataforma para a educação, para a inclusão social, para o protagonismo jovem.

Se nos apegarmos apenas ao “taco”, corremos o risco de perder de vista a grandiosidade do “softball”. É preciso viver o luto, sim, quando uma mudança radical acontece. É natural e até saudável sentir essa perda. Mas esse luto deve ser um período de reflexão, de repaginação e redirecionamento administrativos. É o momento de olhar para trás com carinho, absorver os aprendizados e, a partir daí, projetar o futuro com mais clareza.

Construindo o Futuro, Sem Medo

A vida e o esporte nos ensinam que o movimento é essencial. Não se trata de jogar fora o que foi bom, mas de destilar a essência, aprender com o que funcionou e o que não funcionou, e ter a coragem de construir algo novo, algo melhor.

O passado é nosso alicerce. Ele nos dá a base, a fundação. Mas a casa que vamos construir sobre ele pode e deve ser moderna, mais funcional, mais adaptada aos desafios de hoje e de amanhã. O futuro está aí, cheio de possibilidades. Não podemos ter receio dele. Devemos encará-lo de frente, com a cabeça erguida e a consciência limpa, sabendo que as sementes do que fomos estão plantadas e darão frutos de novas formas.

E você, qual marca marcou a sua vida e como você lida com as suas transformações? a Kolinos? a Mesbla? o Mappin ? G-Aronson ? ou Kaiser, a grande Cerveja. Compartilhe sua história conosco.

]]>
https://blog2.softball.com.br/2025/06/12/o-luto-da-marca-por-que-o-passado-e-alicerce-nao-ancora-para-o-futuro/feed/ 0
FOMOS JOGAR SOFTBOL EM MONTEVIDÉU NO URUGUAI…. Em 1985 !! https://blog2.softball.com.br/2025/05/28/fomos-jogar-softbol-em-montevideu-no-uruguai-em-1985/ https://blog2.softball.com.br/2025/05/28/fomos-jogar-softbol-em-montevideu-no-uruguai-em-1985/#respond Wed, 28 May 2025 04:31:47 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3036 O ano era 1985 e “el poderoso equipo de softbol de Coopercotia desde Brasil ” como eles diziam, havia sido convidada para participar de um torneio em Montevidéu.
Nós fomos de ônibus. Nos reunimos no Largo da Batata em Pinheiros e de lá foram dois dias trancados no ônibus com essa turma que aparece aí na foto, mais alguns pais acompanhantes.
Mal cruzamos a ponte do Rio Ribeira de Iguape em Registro, o ânimo dentro do ônibus começou a aumentar.
Eu era o técnico do time e por dentro eu pensava, quem me dera se essas meninas tivessem essa energia toda para jogar … não ia ter adversário para fazer frente ao nosso time.
Quando o ônibus chegou em Santa Catarina, eu já tinha aprendido umas quantas músicas que as meninas cantavam no transcurso, até refrões como o “tik-tik-joy tik-joy bo-bóf” passam na minha cabeça ainda hoje, e me faz lembrar da minha época de técnico de softbol do Coopercotia.


Dois dias dentro do ônibus é uma canseira, e claro, passamos pelo Estado do Rio Grande do Sul em silêncio pois a turma estava cansada, eu imagino, mas bastou cruzar a divisa do Uruguai, as pilhas foram ativadas e foram mais 4 horas de “tik-tik-joy tik-joy bo-bóf” até a chegada em Montevidéu.
Chegando o dia do torneio, fomos assistir o primeiro jogo para sentir o clima e ver como os outros times jogavam. A pitcher da equipe do Uruguai nos chamou a atenção pois ela arremessava no estilo FAST. Portadora de um bom controle e de uma bola rápida, ela dominou as rebatedoras adversárias.
O Coopercotia estava na outra chave, ou seja, nós iríamos enfrentar essa arremessadora se chegássemos à final.
O detalhe importante aqui é que no softbol do Brasil na época, não tinha nenhuma arremessadora sequer no estilo FAST-rápido com a rotação completa do braço na hora de arremessar. Todas eram SLOW, como era a nossa pitcher Marcia MIssaki (Marcia Ishie) que usava apenas o pêndulo no jogo do braço cujos arremessos eram caracterizados pela parábola que a bola fazia no trajeto da mão da pitcher até chegar no catcher. (A outra pitcher Esther Koshino não estava lá conosco e ela também era uma pitcher no estilo SLOW usando o “pêndulo” do braço para arremessar.) A primeira FAST pitcher no Brasil surgiu no ano seguinte, a Miti, a pitcher de Junqueirópolis que arremessava bolas rápidas mas o estilo dela era também com o uso do pêndulo do braço.
Seria esta portanto, a primeira vez que o nosso time iria enfrentar uma pitcher FAST no estilo que vemos hoje e a gente NUNCA havia sequer visto e muito menos treinado antes.
Quis o destino que o Coopercotia chegasse à final e lá estava a pitcher dificultando as coisas para as rebatedoras do nosso time.
O ajuste no “timing” era crucial e apanhamos nos innings iniciais do jogo, mas o jogo estava equilibrado, digna de uma final.


(Isso sem contar o cheiro do churrasco que invadia o campo durante o jogo, pois os anfitriões estavam preparando o assado para a festa do encerramento do torneio e claro, o vento sempre soprava em direção ao campo.)
No transcorrer do jogo, Sueli Takahashi (Sueli Yokoya), a irmã Sayuri Takahashi (Clery Sayuri Takahashi Shinkai), a Mary Endo, a Ely Yazaki (Ely Yazaki Szyrma), Nancy Abe e a irmã Lucy Abe e a irmã da Luzia, a Sueli Nakao (Keiko Nakao), todas foram ajustando o swing mas não conseguimos uma sequência de hits que nos permitisse colocar pontos para avançar no placar.
E chegamos ao último inning do jogo.
O Coopercotia perdendo por um ponto na segunda metade do último inning da final contra o time da casa, o Uruguai.
Pedi tempo para colocar uma “pinch-hitter” num momento derradeiro do jogo.
A Luzia Yuriko Nakao era uma das caçulas do time, reserva na posição de catcher.
Com os jogos bem disputados, a Marcia Minomo (Márcia Godoy) que era a catcher titular acabou jogando em todos os jogos.
Como técnico, eu tinha o desejo de colocar todas as jogadoras para jogar. Afinal tínhamos ido até o Uruguai.
Junto conosco vieram as jogadoras menores da categoria inferior e elas foram ao Uruguai para nos dar apoio, torcer e aprender (além de ser as mais animadas e as que mais cantavam dentro do ônibus).
A Luzia era a única jogadora na categoria que não havia entrado para jogar em nenhum jogo, e estávamos na final, no último inning.
Me chamou a atenção que ela ficou “rodando o bátta” durante todos os jogos do torneio e não foi diferente na final. E em todo o momento, lá estava ela chamando e incentivando as companheiras da equipe.
Pedi tempo, e lá estava a Luzia ainda rodando o batta atrás do bench.
Chamei a Luzia e ela veio com o taco na mão, colocando o capacete.
Pedi calma, relax, respirar e acreditar nela, e ela com um olhar compenetrado me disse … “eu vou bater um hitto,” e eu respondi, “é isso aí, confiança … vamos ganhar esse jogo.”
E lá foi a pequena Luzia para o batter box.
No primeiro arremesso, ela rodou o taco e não pegou nada…. completamente fora do tempo.
No nosso bench estavam todas de pé, gritando o nome dela, algumas já com as mãos em prece.
Um hit, empataria o jogo.
Mais um arremesso e foi ball. No arremesso seguinte ela tirou uma casquinha da bola.
DOIS Strikes, DOIS Outs, ÚLTIMO inning, dois corredores nas bases e o Uruguai com um ponto na frente no placar.
“Pega curto Luzia … olho na bola….” e veio o arremesso seguinte.


Foi quando ela rebateu “seco” rumo ao center field e estando dois outs, as duas corredoras rodaram as bases sem olhar para trás e marcaram pontos.
Fim de jogo e o Coopercotia campeão.
Nessa foto com o troféu, por alguma razão não está a Sandra Endo que estava lá conosco e era a “Netchan”= “a irmã mais velha” de todas do time, a ponte de conexão entre a gente-técnicos e as meninas.
Na viagem de volta, silêncio total dentro do ônibus. O pessoal só acordava nas paradas no posto e para comprar algo na lanchonete.
Quando mal percebemos, estávamos já chegando em Pinheiros, de volta ao Largo da Batata onde os pais nos esperavam. Não tinha as facilidades de agora na época e passamos um bom tempo conversando com os pais, contando o que tinha acontecido. Fotos daquela viagem, eu encontrei esta. Certamente devem ter outras perdidas em algum lugar.
Como técnico aprendi que devemos dar a oportunidade para todos e apostar nos jogadores, nas jogadoras.
Temos que saber mensurar e reconhecer o esforço da cada jogador(a) e proporcionar a cada um(a), uma experiência em campo, expor em situações de jogo que eles/elas levarão para o resto de suas vidas. Essas experiências são mais válidas que os títulos em si.
Talvez se a Luzia não tivesse batido, teríamos perdido o jogo, mas todos nós iriamos crescer, aprendendo com a experiência. E o mais importante, eu não iria me arrepender da decisão pois proporcionar essa experiência era importante.


Mas ela bateu um hit e decidiu o jogo, justo a caçula do time e enfrentando o “desconhecido”, uma FAST pitcher.
“Eu te disse que eu ia bater!!!” ela veio me dizer, com os olhos em lágrimas em meio à euforia de termos vencido o torneio e todas se abraçando ainda em campo.
E lá no fundo, eu também “rezava” para que isso acontecesse.
Que bom que aconteceu, e o softbol ganhou uma jogadora para sempre.
A Luzia nunca mais largou o softbol, e ela tem uma filha que joga também.
Acredito que aquele momento marcou a carreira dela, e fico contente em dizer que presenciei outros momentos também e que marcaram a mim também como técnico e como pessoa.
Aos técnicos, principalmente dos pequenos, que possamos proporcionar a experiência para o maior número de jogadores(as). Proporcionar a experiência em primeiro lugar e a vitória certamente virá no seu devido tempo.
Que honra a minha, que privilégio foi, ter tido a oportunidade de ser o técnico daquele time.
Que todos estejam bem e com saúde.
Se cuidem todos e “tik-tik-joy tik-joy bo-bóf” para todos Vocês também 😄😄😄
Edson A. Kodama, de Nova Iorque.

]]>
https://blog2.softball.com.br/2025/05/28/fomos-jogar-softbol-em-montevideu-no-uruguai-em-1985/feed/ 0
Necessitamos treinar melhor nossos técnicos e treinadores de Beiseball e Softball. https://blog2.softball.com.br/2025/05/24/necessitamos-treinar-melhor-nossos-tecnicos-e-treinadores-de-beiseball-e-softball/ https://blog2.softball.com.br/2025/05/24/necessitamos-treinar-melhor-nossos-tecnicos-e-treinadores-de-beiseball-e-softball/#respond Sat, 24 May 2025 18:33:11 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=3009 Este é o Texto do nosso incentivador, amigo, colaborador e ex jogador de Yakiu ( BASEBALL), o Sr. Edson Kodama. Em São Carlos, SP, o Taco não é Soft apoia um projeto para “ensinar” crianças alguns valores de cidadania através do Softball e Baseball. A empresa também ministrará cursos de aperfeiçoamento, de pedagogia e treinará professores de Educação Física a ensinar esportes de maneira lúdica e eficiente para cada faixa etária. o Projeto Softball para Todos está tomando consistência com ajuda do time dos Jacarés de São Carlos ( que cedeu o nome para os times das Crianças : Jacarezinhos, de Empresários da cidade de São Carlos, de alunos e Atléticas da UFSCar e da CAASO. Ele aborda uma reflexão que a CBSC ( Centro de Baseball e Softball Comunitário _ São Carlos ) também tem. Um texto embasados em estudos cientificos e na Experiência de Atleta e divulgador do Sensei Kodama-San.

Estudos recentes aqui nos EUA, demonstraram que 95% das crianças que jogam para um treinador com preparo em planejamento dos treinos, técnicas motivacionais e de comunicação retornarão na próxima temporada. Infelizmente, 26% das crianças que jogam para um treinador não preparado não retornam aos treinos.


Embora se reconheça que nas categorias menores nos EUA, os treinadores são voluntários, que tem cada um a sua profissão e o trabalho em período integral além de outras atividades, isso não pode ser uma desculpa para não capacitá-los e exigir educação em treinamento, e isso se aplica no caso do Brasil.

porque você jogou não significa que você pode treinar, pois jogar e ensinar a jogar, é provado e comprovado, são duas coisas completamente diferentes. ( O excepcional Babe Ruth foi um técnico abaixo da média)

Além disso, se você como técnico deseja que seus jogadores estejam abertos ao aprendizado, por que não adotar Você também o mesmo comportamento?

Solução: Capacitar todos os técnicos e a comissão técnica

Em várias ligas por aqui nos EUA, inclusive a Little League, requerem que TODOS aqueles que vão supervisionar e ensinar-treinar as crianças precisam ter diplomas e educação de nível superior. – e o Taco Acrescenta: pode ser qualquer diploma. o que se deseja é o raciocínio aberto e o nível de aprender a aprender que uma universidade proporciona. Não reserva de mercado para graduados em Educação Física.

A mentalidade por aqui é a de que devemos proporcionar aos nossos filhos, o melhor.

Devemos, portanto, no Brasil, buscar os congressos e os workshops que são realizados periodicamente, e na falta deles, organizar e propor tal reciclagem e treinamento às entidades que regem o esporte no nosso país. – O Taco informa que, como as entidades publicas responsáveis, muitas vezes não tem pessoas disponíveis ou capacitadas pode-se contar com outras entidades privadas formando parcerias.

Tenho visto que a MLB tem realizado vários eventos em várias cidades pelo Brasil afora. Devemos portanto, propor a inclusão de módulos na programação da MLB visando a capacitação dos técnicos brasileiros.

Outro ponto de apoio são os vários técnicos estrangeiros que estão em atividade no Brasil. Podemos acercar à eles e nos organizar.

Nessa hora não deve ter a divisão das equipes, nem criar “panelas” convidando apenas os técnicos dessa e da outra equipe.

É hora de pensar no futuro do beisebol e do softbol, de pensar no Brasil como um todo.

Certamente a MLB pode acatar tal pedido pois, com os técnicos mais bem preparados, mais material humano=jogadores de qualidade poderão ascender no futuro às ligas maiores do beisebol mundial.

Existem recursos educacionais e ferramentas disponíveis de graça no site da Universidade da Little League (tem que saber Inglês) – e a CBSC-SC também tem vasto material gratuito para consulta:

<https://www.littleleague.org/university/resources/coaches/>

A USA Baseball realiza clínicas visando o aprimoramento dos técnicos:

<https://usabdevelops.com/clinics>

Neste site de softbol, Você consegue montar planejamento de treino depois de responder algumas questões básicas:

[https://www.softballspot.com/…/fastpitch-softball…/…](https://www.softballspot.com/…/fastpitch-softball…/…)

Hoje em dia, existem inúmeros vídeos, inclusive de técnicos da MLB à disposição no YouTube e em outros canais. O material é farto para os técnicos de todos os níveis.

Se Você for “surfar” na internet, use palavras chaves tipo:

Que tal capacitar-se para oferecer aos jogadores a melhor experiência possível do que é jogar o beisebol e o softbol e as lições que aprendemos com o esporte e que podemos aplicar no transcorrer da vida de cada uma das crianças?

Aqueles que já jogaram o beisebol desde as categorias de base e são técnicos hoje, tenho certeza que Você se lembra muito bem, se é que foi o seu caso, quando aparecia no treino aquela pessoa com mais idade, sem pinta alguma de jogador de beisebol e se portando como técnico auxiliar e tentando ensinar para Você e a tua turma. A gente se lembra da agonia que era, ter que ouvir e “obedecer” aquele técnico que a gente, mesmo sendo pequeno, percebia que não entendia nada do negócio e o treino se transformava em tédio e em certos casos num gozação disfarçada ante o tal “pretenso treinador.É nesse momento que começa o processo da queda de interesse pelo treino e que acarreta eventualmente no abandono do esporte. Faça a mesma analogia com aquela professora ou professor cuja aula durava uma eternidade de tão difícil que era ficar assistindo a aula

Outro ponto, eu me lembro que na minha época do mirim (10-11 anos) praticamente TODOS os times tinham o mesmo menu de treino.

Reuníamos no campo, dávamos algumas voltas trotando pelo campo. Depois o catch-ball, o toss-batting (rebatidas leves), o free-batting (rebatidas prá valer), Knock (com o técnico rebatendo as bolas para executar jogadas de defesa, quando tinha um tempo, fazia uma simulação de jogo dividindo o time em duas equipes, mais alguma voltas pelo campo e tchau.TODAS as equipes faziam a mesma coisa e esse menu era praticamente o mesmo, mesmo quando eu subia de categorias.

Eram aqueles que iam lá fora participar de torneios que aprendiam algo e traziam para o time. Foi assim que começamos a fazer alongamento por exemplo. Foi o mesmo com o tal do enfiar o braço no balde de gelo, um choque pois eu sou da época em que o pitcher não podia deixar esfriar o braço de forma nenhuma. Me lembro que eu nem abria a janela do carro para não tomar vento no braço e evitava entrar numa piscina.

Seja um treino bem planejado ou “daquele jeito”, as horas de treino num final de semana irão passar da mesma maneira, mas o resultado final, todos sabemos que não será dos melhores.

Uma vez que vamos todos passar o final de semana no campo, que tal nos prepararmos para fazê-lo de maneira com que sejam horas proveitosas PARA TODOS e que TODOS saiam de lá com o sentimento de que realmente valeu a pena?

Basta se capacitar e aprender a planejar e preparar um treino de maneira produtiva. As crianças vão agradecer, e o beisebol do Brasil também.

.Obrigado Sensei Kodama: Sabias palavras. O taco não é soft complementa dizendo que nunca é o bastante apenas SABER. o importante é saber ensinar. Mesmo que você não saiba muito, se souber ensinar, quem está aprendendo saberá muito mais do que você!

nunca é o bastante apenas SABER. o importante é saber ensinar. Mesmo que você não saiba muito, se souber ensinar, quem está aprendendo saberá muito mais do que você!

]]>
https://blog2.softball.com.br/2025/05/24/necessitamos-treinar-melhor-nossos-tecnicos-e-treinadores-de-beiseball-e-softball/feed/ 0
Beisebol em São Carlos: trabalho de base e paixão pelo esporte! https://blog2.softball.com.br/2025/04/28/beisebol-em-sao-carlos-trabalho-de-base-e-paixao-pelo-esporte/ https://blog2.softball.com.br/2025/04/28/beisebol-em-sao-carlos-trabalho-de-base-e-paixao-pelo-esporte/#respond Mon, 28 Apr 2025 19:34:34 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=2911 No final de semana do dia 26 de abril, São Carlos foi palco de mais uma etapa da Liga Paulista de Beisebol (LPB), uma competição que, apesar de existir há 18 anos, ainda é pouco ( ou nada ) conhecida pelo público brasileiro.

O Taco não é Soft vai entrar neste emaranhado de intrigas políticas, disputas pessoais e interesses diversos e trazer para seus leitores, de maneira parcial e transparente porque isto acontece. Afinal , tudo que é público ( e esporte é) tem que ser entendido por seus fans.

Os jogos aconteceram no campo da USP/CAASO, adaptado para receber partidas de beisebol — já que a cidade ainda luta para ter um campo específico para a prática deste esporte maravilhoso, que começa a conquistar o coração dos brasileiros.

O destaque, na visão da equipe do Taco, ficou para a equipe dos Jacarés, que disputou dois jogos seguidos: venceu o primeiro confronto contra o time da UFSCAR e foi superado no segundo pela equipe do CAASO B. Representando a garra de São Carlos, os atletas Goyo, Pedro, Shimoda, Guilherme, Álvaro, Massao, Kendys, Enzo, Ledwin, Luis Simosa, Leo, Wilfredo (cheerleader) e Shinji deram tudo de si em campo.

A LPB funciona de forma independente da Federação Paulista de Beisebol ( levantaremos a história para nossos leitores )e é organizada em “conferências” regionais. A Conferência 4 Nordeste, da qual os times de São Carlos participam, conta com **10 times** dos **32** inscritos na Liga, sim, a liga que o Brasil desconhece tem 32 times de Beisebol, incluindo equipes de Ribeirão Preto e Guatapará. Os melhores colocados ao longo do ano avançam para um quadrangular final que define o campeão da temporada.

Enquanto muitos ainda desconhecem a existência do beisebol no país — reflexo da falta de divulgação e do desinteresse de certos setores da mídia e de órgãos oficiais —, a comunidade do beisebol segue trabalhando firme! Em São Carlos, além da competição adulta, existe um projeto de base em formação, o **Jacarezinhos**, para desenvolver novos talentos e garantir o futuro do esporte.

Além disso, o Little League Brasil Sub-16 ( Seniors) foi realizado em Ibiúna, com o apoio da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), reforçando a importância dos projetos de formação. Por outro lado, o Bixusp de Softbol, que seria realizado em São Paulo, precisou ser adiado, mostrando que os desafios ainda são grandes — mas a vontade de fazer o esporte crescer é maior ainda!

Apoie o beisebol e o softbol brasileiros! Compartilhe essas informações, incentive novos praticantes, mostre para seus amigos e familiares. O esporte não pode esperar por verbas que nunca chegam, não pode ficar restrito apenas a uma família. O futuro é construído por quem acredita — e age!

O Canal do Softball
]]>
https://blog2.softball.com.br/2025/04/28/beisebol-em-sao-carlos-trabalho-de-base-e-paixao-pelo-esporte/feed/ 0
Why we created this new section https://blog2.softball.com.br/2025/04/26/why-we-created-this-new-section/ https://blog2.softball.com.br/2025/04/26/why-we-created-this-new-section/#respond Sat, 26 Apr 2025 05:07:29 +0000 https://blog.softball.com.br/?p=2907

Our blog was born with the mission of promoting softball in Brazil, a sport we deeply love and want to see grow.
Now, we are expanding our horizons to create a new section dedicated to political and philosophical thoughts.

We made this decision because we believe that freedom of thought and freedom of choice are essential pillars for a healthy society.
Most Brazilians identify as conservative, but many still do not fully understand what it means to defend the basic values that built Western civilization: respect for family, tradition, merit, and individual responsibility.

We believe that education – especially through sport – plays a fundamental role in shaping better citizens.
Sport teaches discipline, teamwork, respect for rules, and the pursuit of excellence.
By combining these values with a solid understanding of personal freedom, we can build a stronger society and prepare future generations for the challenges to come.

This new section is not about imposing ideas, but about opening space for reflection and free debate.
Just like in softball, life is full of opportunities and choices — and it is essential that we have the wisdom to choose well.

We hope you join us on this journey of reflection, learning, and construction of a freer and better society.

]]>
https://blog2.softball.com.br/2025/04/26/why-we-created-this-new-section/feed/ 0