Indiscutivelmente , o baseball e Softball, ambos americanos, só sobreviveram no Brasil por causa do empenho dos clubes , agremiações e centros culturais Japoneses que o praticavam. Porque se dependesse do Brasileiro, do italiano, do Inglês , do Holandês só existiria, no Brasil o Futebol e a Bocha. O Brasileiro foi doutrinado a assistir até a quarta divisão do campeonato do Kuwait de futebol do que aprender qualquer esporte diferente. .Mas o Taco ja conviveu muitos anos com o Baseball e com o Softball e ouviu tantas histórias incríveis que , tem que contar pra todos.
Primeiro, o respeito com os antepassados que, pelo amor ao esporte, dedicaram parte de suas vidas ( e dinheiro ) para manter uma das poucas coisas que o governo brasileiro deixava-os fazer: Jogar Baseball. ?? poucos sabem, mas na segunda guerra mundial, o Brasil do Governo Vargas proibiu todos os imigrantes de falarem sua propria Lingua a não ser nas colonias . ( os Italianos do Bexiga e os Japonese da liberdade que sofreram com esta decisão) Mas no caso dos Japoneses eles podia jogar Baseball porque era um “esporte Americano” e não do Eixo. Os Italianos podiam jogar Futebol ( porque era um esporte Ingles… ) Mas, voltando, O Cumprimento e a retirada do boné ao entrar no campo, denota o respeito a todos aqueles que se sacrificaram para construir o campo e a todos os antepassados da família que passaram pelo campo e que doaram seu tempo, alegria e disposição para criar e manter aquele local de encontro familiar.. Para muita gente, o diamante é um templo. Então, você também, ao ingressar em um templo do Baseball e Softball, tem que entender e respeitar o costume Japonês e agora também Brasileiro pelo esporte. Repare que no Judô é assim, no Kumon é assim… e no Softball Brasileiro também Mas o Arqueólogo Basebolista do Taco não é soft, um italo brasileiro transniponico,( Explica-se um espirito Japonês em um corpinho de italianinho barrigudo e baixinho calabres) com todo o respeito vai contar uma historia que só os nossos dinossauros nisseis conhecem:
Conforme depoimento exclusivo do técnico Harrison Higa, direto da base dos Gigantes e Gecebs, há registros (não confirmados pela arqueologia, mas amplamente aceitos pelo folclore beisebolístico) de que, na época em que Noé começou a construir a Arca, foi justamente o Zero quem sugeriu que a tal chuva “não ia durar tanto assim” e que “nem precisava exagerar nos animais — pode deixar os tigres dente de sabre e os mamutes de fora”.*



Com essa visão estratégica e otimista, Shoji Kurihara, o lendário Zero, já dava seus primeiros sinais de como atravessaria as décadas no beisebol brasileiro: com opiniões fortes, memória afiada e uma capacidade impressionante de estar presente em todos os momentos decisivos da história… mesmo que só olhando do banco. O Taco, conversando com ele, escavou tantas histórias do passado que daria para escrever um livro
Zero tem um currículo que nem os anais da CBBS conseguem registrar com precisão. Começou a vida como agricultor e pelo que consta, adorava plantar a mandioca em Marília… Depois seu pai falou pra ele parar com a mandioca ( estava ficando muito estranho…) e falou pra ele que ele precisava estudar….OK… mudaram de cidade e entre tomates e irmãos foram para em em Extrema, ali pertin… Mas tomates e cebolas não era o seu forte… seu desejo era mandioca e beisebol… ( a combinação da mandioca e as bolas de beisebol o empolgava ). Como o destino mandava, foi tentar fazer a vida em São Paulo, capital. … precisava estudar ( Só conhecia dois lugares em São Paulo… o bairro da Liberdade e a avenida São João ( com ipiranga ). No século passado escolas boas e faculdades só em São Paulo. Mas sua prática com a mandioca foi transferida para o Taco de madeira do Beisebol. E daí sua vida de estudante melhorou muito. Passou pelo *São Paulo Beisebol Clube* na Baixada do Glicério, onde se misturavam ping pong, vôlei e beisebol, até reencontrar os bastenses da “rua de cima” e integrar o *Grêmio Estudantil e Cultural dos Ex-Bastenses ( Aquele pessoal de Bastos que foi fazer engenharia em São Paulo )— berço do que viria a ser o glorioso GECEBS. Ali, tudo era improvisado, tudo junto e misturado, misturado,Neste tempo Zero ja não plantava mais mandiocas. ( as histórias deste periodo nebuloso, são impublicáveis) mas sempre com uma dose generosa de paixão pelo esporte chamado Baseball e pelas histórias contadas nos intervalos do colégio. Epoca do chicles ping pong e muita agua para não desidratar….
Teve papel ativo nos tempos em que a sede social mal comportava os muitos estudantes ex bastenses, e ajudou, com muitos outros, a levantar o sonho do campo em *Arujá Nesta época o pessoal estava com aquelas ideias de fazer condomínios fechados, tipo Tamboré e Alphaville. Contribuiu, inspirou (e provavelmente atrapalhou um pouco também) no surgimento da Acrilex, via um engenheiro químico que achava que dava pra pintar o futuro com tinta, suor e paciência. Não podemos citar o nome do Sensei Takaaki porque não temos autorização.
Em determinado momento da vida, na fase que Higa chama de “fase “romântica “do beisebol”, Zero foi ao Japão. Outro período meio oculto na vida dele, pois a sua especialidade na época ainda era mais ou menos com o taco de beisebol ( mas com foco no Aipin ) e sua recente paixão pelas bolas de Beiseball ( Nem imaginava que as de Softball eram bem maiores ) Trabalhou no Japão, ganhou seus yens, converteu em dólares e voltou. Rico? Talvez. Craque? Ainda não… Mas trouxe com ele a mesma essência: o amor pelo jogo — e uma vaga eterna no GECEBS.

Hoje, caminha pelos campos como uma *figura mítica, consultor informal, contador de causos e aquele que vai te corrigir se errar uma data de torneio de 1971. Sabe quem jogou, quem arbitrou e quem perdeu o boné no banco de reservas. Por tudo isso, é conhecido carinhosamente como *uma memória do Beisebol Brasileiro — e isso não é exagero.
E o apelido “*Zero”? Ah, esse tem história. Quando *Shoji Kurihara era pequenininho — e não é força de expressão — os times usavam os *números das camisas para identificar a posição dos jogadores. Como ele nasceu para o banco, o natural seria vestir a 10, a reserva oficial. Mas o uniforme era tão pequeno que **o número 10 simplesmente não cabia nas costas. A solução? Seu pai, prático e direto, mandou bordar um *zero. E assim ficou. Zero em campo, mas nota mil na história do nosso beisebol.
Um abraço carinhoso ,
Cesar
Taco não é Soft
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